Alpecin-Fenix deu espetáculo e leva dobradinha na Dwars door het Hageland!
O neerlandês Oscar Riesebeek, da Alpecin-Fenix, venceu a clássica Dwars door het Hageland, graças a um ataque a 12 km da meta! A formação belga fez um grande trabalho, causando o caos no grupo perseguidor, conseguindo garantir, não só a vitória no final, como também o segundo lugar, através de Gianni Vermeersch! O terceiro posto ficou para o francês Florian Senéchal, da Quick-Step.
A edição de 2022 da clássica belga Dwars door het Hageland trazia uma jornada de 177 km, entre Aarschot e Diest. Seria um dia recheado de dificuldades, entre subidas curtas e duras e várias secções não alcatroadas, algumas em gravilha, outras em terra batida, e ainda alguns setores em empedrado, especialmente na abordagem à meta!

A fuga do dia foi composta por Jens Reynders (Sport Vlaanderen – Baloise), Thomas Joseph (Minerva Cycling), Simon Daniels (Geofco-Doltcini Materiel), Kobe Vanoverschelde (Tarteletto – Isorex), e Ward Huybs (Baloise – Trek Lions).
No pelotão trabalhava a Lotto Soudal e também a Alpecin-Fenix e a UAE Team Emirates, com Fernando Gaviria a surgir na cabeça do pelotão. A fuga nunca teve grande margem de manobra, com diversos ataques a surgir no pelotão nas zonas mais difíceis do percurso, e com a Lotto a tentar manter a corrida controlada.
A 55 km do final, apenas três unidades sobreviviam na fuga, com apenas 14 segundos de avanço. A Lotto Soudal ia impondo o ritmo nas estradas estreitas em terra batida. Com a fuga prestes a ser alcançada, Reynders tentou a sua sorte em solitário, enquanto no pelotão a Lotto lançava-se ao ataque, através de Tim Wellens, com resposta da Quick-Step. O pelotão alongava bastante, rodando novamente em estradas alcatroadas.
A 48 km do final, a fuga foi definitivamente eliminada, com o pelotão a cruzar a linha de meta pela primeira vez. Era uma primeira oportunidade para sentir o final, técnico, em subida, e com piso em empedrado! O pelotão desceu depois por uma zona em gravilha, antes de voltar ao alcatrão.
O ritmo diabólico fazia o grupo principal ficar cada vez mais reduzido e mesmo cortado! Ficava na frente um grupo de cerca de 30 corredores, donde depois atacaram 4 ciclistas: Tim Wellens e Florian Vermeersch da Lotto, Taco Van der Hoorn, da Intermarché-Wanty, e Fabio Van den Boossche, da Alpecin. O quarteto da frente rodava em bom ritmo, ganhando segundos ao grupo de perseguidores, que rodava sem grande entendimento, já bastante depauperado de ciclistas de trabalho.
Com a margem a chegar aos 20 segundos entre os dois grupos, a 35 km da meta, ataca do grupo perseguidor Kaden Groves, da BikeExchange, tentando chegar à frente. O grupo que tentava alcançar o quarteto da frente ia ganhando unidades atrasadas mas ia perdendo cada vez mais segundos para o quarteto da dianteira.
Entrávamos em nova zona em terra batida, a 30 km do final, com a margem a situar-se nos 30 segundos, e com a Arkéa-Samsic a assumir a perseguição. Nessa altura, azar para o homem que rodava em posição intermédia, Groves, com um furo que o retirou da luta por chegar à frente.
A 23 km do final, os ciclistas voltavam a passar na subida para a meta, com os homens da frente a rodarem agora com apenas 12 segundos sobre o grupo de perseguição, liderado por Connor Swift (Arkéa).
A 15 km da meta, os homens da frente foram alcançados, ficando um grupo de pouco mais de 20 unidades na discussão pela vitória.
Depois, a 12 km do risco, atacou Oscar Riesebeek, da Alpecin-Fenix, conseguindo uma margem sobre os rivais. A 9 km do fim, o neerlandês entrava isolado no último setor de terra batida, mas com os perseguidores apenas a 8 segundos! Ia trabalhando no grupo principal Yves Lampaert, da Quick-Step, mas Riesebeek rodava bem na frente, com a visão desimpedida da nuvem de pó, e ia ganhando cada vez mais segundos!
Na frente do grupo perseguidor surgiam duas unidades da Alpecin, que iam tentando estorvar o trabalho de perseguição. As restantes equipas tinham já poucas unidades, pelo que ninguém pegava na corrida. Agradecia Riesebeek!
A 5 km da meta, com o piso a voltar a ser alcatroado, a margem do neerlandês era já de 22 segundos! Faltava apenas a subida para a meta! Era agora Senéchal, da Quick-Step, a tentar fechar o espaço, com os dois Alpecin na sua roda. Apesar do trabalho de empecilho dessas duas unidades, Senéchal conseguia reduzir bastante a margem para a frente!
Riesebeek pedalava em claro esforço, dando tudo, rumo à subida para a citadela de Diest! Com 2 km para o fim, os perseguidores estavam a 20 segundos, com a Alpecin a baralhar completamente a organização do grupo!
Na subida final, a margem de Riesebeek emagreceu rapidamente, com o pelotão a aproximar-se, liderado ora por Senéchal, ora por Gianni Vermeersch, da Alpecin, que ia controlando na luta com o francês da Quick-Step, observando o seu colega a aproximar-se da meta!
Na curva final, Riesebeek surgiu isolado, com alguns metros de vantagem sobre o seu colega de equipa, que acabou por levar a melhor sobre o homem da Quick-Step! Dobradinha para a Alpecin-Fenix, num dia de grande demonstração de trabalho de equipa e vitória para um elemento que habitualmente está ao serviço dos seus líderes!
Em prova esteve o português Rui Oliveira, que acabou por estar em bom plano, finalizando no 21º posto, a 22 segundos do vencedor, como melhor elemento da formação da UAE Team Emirates.
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