Ferrari da INEOS sai na frente na Corrida dos Dois Mares!

O italiano Filippo Ganna, da Ineos Grenadiers, venceu o contrarrelógio de abertura do 57º Tirreno-Adriático, e é assim o primeiro líder da competição! O campeão do mundo da disciplina não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e não deu qualquer chance à concorrência, deixando o belga Remco Evenepoel, da Quick-Step Alpha Vinyl, a 11 segundos de distância e o campeão em título da prova, o esloveno Tadej Pogacar, da UAE Team Emirates, a 18.

Nelson Oliveira fez o 16º melhor registo, a 44 segundos do Ferrari da Ineos. Já Ruben Guerreiro fechou no 78º posto, a 1:19 do vencedor.

A etapa 1 da mítica prova por etapas italiana apresentava um crono individual de 13.9 km, totalmente plano, disputado na localidade de Lido di Camaiore.

Um dos principais tempos de referência foi efetuado pelo britânico Alex Dowsett (Israel-Premier Tech), que se sentou na “cadeira quente” durante um largo período, até que o seu registo foi finalmente batido pelo dinamarquês Kasper Asgreen (Quick-Step Alpha Vinyl), mas apenas por um segundo!

Pouco depois, era a vez do imparável Ganna, que chegou à meta com um tempo de 15:17, conseguindo fazer melhor que Asgreen por 24 segundos! A locomotiva da Verbania confirmava mais um grande dia em solitário, com uma média horária de uns estonteantes 54.6 km/h!

Nem Remco Evenepoel, a 11 segundos, nem Tadej Pogacar, a 18, foram capazes de destronar Ganna, que é assim o primeiro líder do Tirreno-Adriático 2022! É já a terceira vitória em contrarrelógios do transalpino nesta temporada, sendo que apenas por uma vez foi batido, no caso por Stefan Bissegger, no UAE Tour! Em entrevista após o final, Ganna deixou no ar a possibilidade dos seus planos a curto prazo passarem por uma prova bem especial: a Milão-Sanremo, dentro de duas semanas!

Quanto aos portugueses em prova, Nelson Oliveira (Movistar) fez o 16º melhor registo, a 44 segundos do vencedor, enquanto Ruben Guerreiro fechou no 78º lugar, a 1:19 de Ganna.

Amanhã disputa-se a segunda etapa, com 219 km, entre Camaiore e Sovicille, num dia onde os sprinters têm uma boa hipótese de brilhar, mas onde o enrugar do terreno na parte final pode estragar as contas dos homens mais pesados!

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