“Não estou à procura de vingança, só quero ter melhores pernas que no passado” – Tadej Pogacar no 2º dia de descanso do Tour de France
Tadej Pogacar tem sido a grande figura do Tour de France 2025. O esloveno, já por três vezes vencedor da maior corrida de ciclismo do Mundo, leva já quatro etapas ganhas, múltiplos dias de amarelo, e uma liderança que parece difícil de reverter na semana final. Nenhum rival parece capaz de encontrar fragilidades em Pogacar, mas os fantasmas do passado podem mudar a narrativa nesta terceira e última semana de corrida.
No segundo dia de descanso do Tour de France, a UAE Team Emirates voltou a abrir as portas à imprensa. Numa curta conferência, para privilegiar o descanso de Tadej Pogacar, as questões voltaram a abordar a rivalidade com Jonas Vingegaard e a Team Visma | Lease a Bike. As duas vitórias nos Pirenéus dão conforto ao esloveno para esta semana final, mas sem entrar em excessos. “Estou muito confiante em mim, tenho de estar, mas estou certo que o Jonas também. Ele está em muito boa forma, como vimos na cronoescalada e em Superbagneres.“
Um líder sem euforias

Apesar das quatro vitórias de etapa e da liderança por 4:13, Pogacar mantém os pés assentes na terra. “Preciso de me manter focado, preciso de continuar a comer bem e a dormir bem. Precisamos de manter o mood do grupo, a motivação e ter confiança para a semana final. Penso que vai ser duro, mas estamos prontos para a batalha, especialmente com o Jonas.“
O regresso dos fantasmas do passado

A questão do Ciclismo Mundial encerrou a conferência e abordou os fantasmas de Tadej Pogacar. Em 2021, Jonas Vingegaard foi capaz de bater Tadej Pogacar no Mont Ventoux, e em 2023 voltou a fazê-lo no Col de la Loze, no famoso dia em que o esloveno proclamou “Descolei, estou morto!”. Ambas as subidas voltarão a ser percorridas nos próximos dias, e para Pogacar não é uma coincidência: “Estou quase confiante para dizer que o percurso foi desenhado para me assustar um pouco, porque também já fomos ao Hautacam (onde o mesmo cenário sucedeu, mas em 2022).“
O foco porém, está no futuro, e o passado parece ser apenas um conjunto de memórias já ultrapassado por Pogacar. “Olho sempre para isto como uma situação de corrida. Não é sobre a subida que assenta melhor ou pior, é só a situação e o desenrolar da corrida. Penso que todas as subidas são mais ou menos iguais. Subidas de 10-15km, e se tiverem 10% de pendente, são as estatísticas e não o nome que carregam.“
Apesar das más memórias, Pogacar não quer vingança, mas também não descarta querer vencer em ambas as chegadas. “Eu gosto destas subidas, na verdade. O Mont Ventoux é super icónico, e o Col de la Loze é uma das subidas mais difíceis que já fiz na minha carreira. Não digo que estou à procura de me vingar, só quero ter melhores pernas que no passado. Estou ansioso pelas duas etapas!“
Irão o Mont Ventoux e os Alpes consagrar um novo triunfo de Tadej Pogacar no Tour de France, ou irá a nova incursão alpina voltar a ser o calcanhar de Pogacar? Fiquem desse lado e acompanhem diariamente tudo sobre o Tour de France no Ciclismo Mundial!
Classificações ao 2º dia de descanso
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Foto de Capa: ASO
