O belga Lennert van Eetvelt venceu a etapa 2 da Course de la Paix Sub23, um dia de etapa rainha com 134.6km entre Bruntal e Dlouhe Strane, com chegada em alto, batendo no sprint final o espanhol Alejandro Franco e o australiano Rudy Porter, após mais uma rápida e difícil etapa para as pernas de todo o pelotão.
A etapa rainha da Course de la Paix Sub23 começou com diversos ataques, mas só depois do km 10 é que se formou a fuga do dia com o neerlandês Enzo Leijnse e o francês Matteo Vercher a escaparem e a conquistarem uma vantagem superior a 3:00, mas sempre controlada por um pelotão a um ritmo altíssimo. O neerlandês venceu o primeiro sprint intermédio do dia e as duas primeiras contagens de montanha, enquanto o líder da classificação, o seu compatriota Owen Geleijn, foi passando sempre na terceira posição.
À entrada para a primeira grande subida do dia, com pouco menos de 40km para o fim, o pelotão já havia alcançado a fuga, e foi o suíço Fabio Christen a vencer o segundo sprint intermédio do dia. O ritmo estava alto, e o pelotão perdia unidades a cada metro, com as nações italiana e belga na frente do pelotão a trabalharem eficientemente. Os 10km de subida, com uma segunda metade mais dura que a primeira, foram fragmentando o pelotão e só 23 ciclistas cruzaram o topo na dianteira, com o português Hélder Gonçalves a passar na frente e a conquistar a terceira contagem de montanha do dia.
A descida permitiu a alguns elementos reentrarem, mas o pelotão preparava-se para voltar a fazer a mesma subida, com a primeira passagem a ter provocado já alguma mossa nos candidatos à geral. Portugal seguia com Pedro Silva e Hélder Gonçalves no primeiro grupo. A formação checa assumiu o trabalho desde cedo na subida final, preparando o terreno para Mathias Vacek, o vencedor do prólogo, poder subir de novo à liderança. O grupo de 23 unidades foi diminuindo de tamanho, e também os portugueses haviam já descolado quando apenas 9 ciclistas ficaram na frente.
Toon Clynhens, da Bélgica, e Karel Vacek, irmão de Mathias, da República Checa, assumiram o trabalho nos metros finais, também eles inclinados, já após a passagem pela contagem de montanha, a 2.2km do fim, e o grupo, agora de sete unidades, fragmentou-se ainda mais, com a etapa a ser discutida num sprint a três. Van Eetvelt foi o mais forte e conquistou a vitória, com Franco a ser surpreendentemente segundo e Porter terceiro. Mathias Vacek não teve pernas nos metros finais e foi quarto, a 4s.
Com o triunfo, van Eetvelt lidera a geral e a classificação por pontos, enquanto Vacek é, ainda assim o melhor jovem, estando em terceiro na geral, a 14s do belga. Porter é segundo, a 13s. Geleijn lidera a montanha e a Bélgica é a melhor nação.
Pedro Silva foi o melhor português, em 14º a 1:19, mas Helder Gonçalves chegou logo atrás, fechando o top15, a 1:21 do vencedor. Na geral, Pedro é 13º a 1:38, enquanto Hélder é 17º a 1:49. Coletivamente, Portugal ocupa a 8ª posição.
Classificações
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