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Amaury Capiot bate Mads Pedersen e conquista GP La Marseillaise!

O belga Amaury Capiot (Arkea – Samsic) venceu esta tarde a 44ª edição do GP La Marseillaise, primeira clássica da categoria ProTour do ano, com 174.3km de extensão com partida e chegada em Marselha, batendo ao sprint o ex-Campeão Mundial Mads Pedersen (Trek – Segafredo) e o espanhol Francisco Galvan (Equipo Kern Pharma), após uma jornada muitíssimo disputada!

Sem Ivo Oliveira, Matteo Trentin e Edward Theuns que não alinharam à partida para a corrida francesa, o pelotão arrancou desde logo a um ritmo elevado, com vários ciclistas a tentarem formar a fuga do dia. Foi só ao km15 que a escapada se formou, composta por seis elementos, sendo eles Nicolas Debeaumarche (St. Michel – Auber 93), Clement Carisey (Go Sport – Roubaix Lille Métropole), Louis Blouwe (Bingoal – Pauwels Sauces – WB), Aaron van Poucke (Sport Vlaanderen – Baloise), Alexis Gougeard (B&B Hotels – KTM) e Danny van der Tuuk (Equipo Kern Pharma). Rapidamente van Poucke voltariam ao pelotão, sem grandes pernas para continuar o esforço, mas a frente receberia mais dois elementos com a chegada de Jordan Jegat (Team U Nantes Atlantique) e Julien Amadori (Nice Métropole Côte d’Azur).

O pelotão deixou a fuga distanciar-se, ganhando quase 7min de vantagem com ainda 30km percorridos, mas imediatamente as principais equipas francesas assumiram a dianteira e fizeram a diferença cair para os 5:30, onde estabilizou. Na frente, os ciclistas iam disputando os diversos prémios intermédios do dia, animando uma jornada que prometia aquecer nos kms finais.

Com pouco mais de 70km percorridos, Amadori era o primeiro a perder terreno e a distanciar-se da frente da corrida. Cerca de 20km depois eram Debeaumarche e Gougeard a atacarem, numa movimentação que acabou por eliminar também o francês Jegat.

A 60km do fim, a vantagem era já de apenas 4:00, e o pelotão ia se aproximando progressivamente! O ritmo também ia aumentando na frente e a eliminação natural ia sucedendo. Com 45km para a chegada, eram já apenas van der Tuuk, Gougeard e Debeaumarche na dianteira, com o pelotão já a apenas 1:45. A Cofidis e a TotalEnergies comandavam o pelotão, mas um ataque de Diego Ulissi acabou por fazer o pelotão esticar e obrigar outras equipas a reagir, com a vantagem a cair para o 1:00. Na frente, van der Tuuk descolava, enquanto Ulissi e Pierre Latour (Team TotalEnergies) ganhavam algum espaço para o pelotão e procuravam chegar à frente.

A 33k da meta deu-se a junção, com Latour e Ulissi a chegarem a Debeaumarche e Gougeard, trazendo de novo van der Tuuk para a frente. Sem medo de atacar, Ulissi voltou a fazê-lo e a isolar-se, com o grupo da frente a quebrar, enquanto no pelotão era Guillaume Martin (Cofidis) a atacar, na companhia de Sandy Dujardin (Team TotalEnergies). Formava-se um novo grupo na perseguição, com Martin, Dujardin, Debeaumarche, Gougeard e ainda Alexys Brunel (UAE Team Emirates), que havia feito a ponte, a 15s, com o pelotão a 45s de diferença.

Ulissi acabou por ser alcançado com pouco mais de 20km para o final, com a força dos números na perseguição a fazer-se valer. Com 17km para a meta, Martin atacou e isolou-se, enquanto no pelotão, pouco depois, era Benoit Cosnefroy (AG2R Citroen Team) a atacar e a fazer o ritmo aumentar bastante, com o pelotão a aproximar-se de Martin. A tentativa era de endurecer a corrida, para que os homens mais rápidos cedessem terreno, mas tal não aconteceu, e já sem subidas pela frente, com Martin a apenas 15s, a UAE aumentou o ritmo e fechou o espaço, com pouco menos de 7km por percorrer.

A UAE aguentou o trabalho até aos kms finais, preparando um possível sprint de Alessandro Covi ou de Diego Ulissi, mas a falta de Ivo Oliveira e de Matteo Trentin fez-se sentir na força da equipa. A TotalEnergies surgiu em força para os metros finais, com Julien Simon a lançar Edvald Boasson Hagen, mas o norueguês não teve a força suficiente para chegar ao triunfo. De trás de si saíram Mads Pedersen e Amaury Capiot, mas foi o belga a levar a melhor e a conquistar o triunfo. Hagen parecia ficar em terceiro, mas Kiko Galvan passou-o sobre o risco de meta para garantir o último lugar do pódio.

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