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Davide Cimolai explica a influência da alimentação na sua carreira e no ciclismo!

Italian Davide Cimolai of Israel Cycling Academy celebrates as he crosses the finish line to win the third stage of the Tour De Wallonie cycling race, 194,2 km from La Roche-en-Ardenne to Verviers, on Monday 29 July 2019. BELGA PHOTO KRISTOF VAN ACCOM (Photo credit should read KRISTOF VAN ACCOM/AFP/Getty Images)

Davide Cimolai, o sprinter da israelita Start-Up Nation, falou sobre os distúrbios alimentares e o foco do ciclismo profissional na perda de peso, dizendo que desperdiçou vários anos do início da sua carreira por causa disso.

Cimolai chega agora ao 12º ano como profissional e falou sobre como alguns treinadores e pessoal do desporto tinham uma “mentalidade antiga” em relação à nutrição e ao peso, particularmente dentro do ciclismo italiano. Disse que desejava ter tido alguém que o tivesse guiado como ciclista quando andava ainda na formação.

Numa entrevista à Bici.pro, Cimolai afirmou que teria abandonado a modalidade caso não tivesse descoberto uma solução para si próprio e propôs que as equipas deveriam ter membros de staff a aconselhar os jovens sobre o assunto depois de se tornarem profissionais.

“Infelizmente, a velha geração ainda ensina metodologias que, na minha opinião, estão erradas. Experimentei o problema há 12 anos atrás quando me tornei profissional. Se aqueles que te orientam têm a velha mentalidade – se após cinco horas de treino te dão uma maçã ou fruta – compreende que algo está errado. Portanto, tornam-se profissionais e pensam que ser leve é a única coisa que importa, talvez essa seja a diferença entre ir depressa e parar de correr. Aprendi isso da maneira mais difícil. Eu teria preferido encontrar alguém no meu caminho que me pudesse ensinar a comer bem. Se não o tivesse descoberto por mim próprio, teria realmente parado de correr. As equipas precisariam de alguém capaz de o explicar aos ciclistas que chegam ao pelotão. No estrangeiro agora é possível encontrar certas figuras, mesmo nas categorias de jovens, enquanto em Itália ainda há demasiada incompetência”.

Davide Cimolai em entrevista à BICi.PRO

Cimolai disse que conhece corredores que pararam de correr devido a distúrbios alimentares, acrescentando que conhecia outros que demoraram anos a ultrapassar o seu problema. No caso dele, admite ter perdido dois ou três anos da carreira carreira, os primeiros como profissional, antes de mudar a forma de comer.

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