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Groenewegen recebe proteção policial depois de ameaças de morte!

Dylan Groenewegen revelou que lhe foi dada proteção policial no meio de uma onda de correio de ódio e até ameaças de morte após o acidente do Tour de Pologne que deixou Fabio Jakobsen a lutar pela sobrevivência. Numa entrevista à revista holandesa Helden, o ciclista da Jumbo – Visma contou uma série de episódios, como uma encomenda que recebeu, e que continha corda para que ele e a sua esposa enforcassem o seu filho recém-nascido.

“Houve ameaças tão concretas e sérias que chamámos a polícia alguns dias após o acidente. Nos dias e semanas seguintes, a polícia começou a vigiar a nossa porta. Já não podemos abandonar espontaneamente a casa. Se eu quiser sair, por um momento, havia um agente ao meu lado para que nada pudesse acontecer. Recebemos cartas manuscritas no correio, nas quais até uma corda, com o qual podíamos enforcar nosso filho. Quando lemos essa mensagem e vemos esse pedaço de corda, ficamos aterrorizados. Esse foi o fator decisivo para mim, que não podia continuar assim. A polícia tomou imediatamente medidas depois de ver essas cartas. Claro que isso me afeta. O que aconteceu aqui? Como é que isto é possível? Em que mundo doentio vivemos nós? As coisas mais loucas passam-lhe pela cabeça. Sair da cama de manhã foi um grande desafio nesse período”.

Dylan Groenewegen em declarações à revista Helden

O debate continua muito acesso, e apesar de em Portugal já não se falar muito do assunto, na Hoalnda o tema é assunto diariamente nos jornais desportivos. A UCI rotulou imediatamente a sua manobra de “inaceitável”, enquanto o diretor da Deceuninck – QuickStep, Patrick Lefevere, lançou publicamente um processo judicial contra ele.

No entanto, embora seja evidente o desvio de Groenewegen que provocou o acidente, não sendo nem o primeiro nem o último, muitos têm argumentado que os ferimentos resultantes estão relacionados com as barreiras se comportaram no impacto a alta velocidade de Jakobsen, não sendo de todo as indicadas para uma chegada daquele tipo.

Groenewegen fez uma pausa prolongada nas idas às redes sociais e mesmo na leitura das notícias, mas quando os abusos começaram a chegar, o holandês admite que teve um grande impacto no seu estado mental.

“Temos um alarme na nossa casa e ele disparou exatamente durante esse período. Depois começa-se a pensar nas coisas mais loucas. Também tivemos um falso alarme algumas vezes – quando simplesmente me tinha esquecido de desligar o alarme de manhã – mas depois ficamos assustados. Lembro-me também que uma noite jantámos com os meus pais. No caminho, um carro vinha atrás de nós. Começou a fazer sinal e conduziu diagonalmente atrás de nós. No final, ultrapassou-nos numa estrada onde isso era realmente impossível. O pânico instala-se então. Momentos depois ele vira à direita e não há nada de errado. Começa-se a imaginar coisas que não estão de todo lá”

Resultado do acidente na Volta a Polónia, Groenewegen, recebeu da UCI, em Novembro, uma proibição histórica de competir durante nove meses. Em maio estará pronto a regressar às corridas no Tour de Hongrie.

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