Diário Olímpico VII – Tata Martins encerra participação portuguesa com Diploma Olimpico!

Os Jogos Olímpicos terminaram esta madrugada para o Ciclismo de Pista, e com as cores lusas em destaque! Tata Martins foi a primeira pistard portuguesa a integrar uma edição dos Jogos Olímpicos, e em Tokyo 2020 cumpriu com uma prestação consistente e excecional, que lhe valeu a sétima posição final e um diploma Olímpico na prova de Omnium Feminino que certamente ficará na memória da jovem ciclista portuguesa!

O dia teve, para além do Omnium das senhoras, as finais do Sprint Feminino e do Keirin Masculino, e as surpresas sucederam-se na conquista das diversas medalhas!

Sprint Feminino

A Alemã Emma Hinze era talvez a principal favorita para levar o Ouro no Sprint Feminino, mas não teve na madrugada deste domingo o seu dia. O Ouro sorriria à Canadiana Kelsey Mitchell, que a bateu numa meia-final decidida a três rondas, e que foi talvez a Série mais intensa de toda a competição! Na final, Mitchell bateu a Ucraniana Olena Starikova em apenas duas corridas, para alcançar assim a vitória mais importante de toda a sua carreira. Starikova superiorizou-se à ciclista de Hong Kong, Lee Wai Sze, na meia-final, mas não foi capaz de bater Mitchell na grande final.

A disputa pelo Bronze, entre Hinze e Wai Sze, prometia também ela ser de grande intensidade e emoção, mas a ciclista de Hong Kong levou facilmente a melhor em duas rondas, para arrecadar a sua segunda medalha Olímpica.

Keirin Masculino

Na prova de Keirin Masculino, história voltou a acontecer, com o Britânico Jason Kenny a conquistar o Ouro de uma forma única e irreverente! Com quatro voltas para o final, Kenny efetuou um fortíssimo ataque que lhe deu uma grande vantagem perante os adversários que não sabiam o que fazer! A vantagem alcançada foi enorme, e quando o Holandês Harrie Lavreysen acelerou, na penúltima volta, já era tarde! Kenny voou para alcançar o Ouro, com o homem da Malásia, Mohd Awang, a segurar a Prata, após se agarrar à roda de Lavreysen, e o superar na linha de meta. O holandês acabaria por ser terceiro e segurar a sua terceira medalha Olímpica nestes Jogos, após o Ouro conquistado no Sprint Individual e Coletivo.

Para Kenny, esta foi a sua oitava medalha Olímpica, a sétima de Ouro, que o tornou o ciclista Britânico mais condecorado de sempre nos Jogos Olímpicos, com nove medalhas!

Omnium Feminino

No Omnium a vitória sorriu à Norte-Americana Jennifer Valente, com 124 pontos, à frente da Japonesa Yumi Kajihara, com 110, e da Holandesa Kirsten Wild, com 108! Maria Martins foi sétima classificada, tendo fechado a sua participação com 95 pontos, e estado na luta pelo Bronze até ao último sprint! O Diploma Olímpico foi conquistado pela Portuguesa, numa participação consistente, com o sexto lugar em Scratch, o oitavo na Corrida por Tempo, e o quinto nas provas de Eliminação e na Corrida por Pontos.

A Corrida de Scratch abriu o Omnium feminino e logo da pior forma possível, com duas grande quedas a marcarem várias ciclistas importantes. A Britânica Laura Kenny, a Italiana Elisa Balsamo, a Belga Lotte Kopecky e a Francesa Clara Copponi foram quatro das ciclistas a irem ao chão, com a Belga a ter mesmo de abandonar, após se encontrar sem potência nas pernas. Maria Martins escapou à queda, e conseguiu estar na disputa da primeira corrida, fechando na sexta posição. A vitória no Scratch foi para Jennifer Valente, à frente de Yumi Kajihara e da Australiana Annette Edmondson.

Uma das quedas da corrida de Scratch.

Na Corrida por Tempo, Laura Kenny ressurgiu após a queda e levou a vitória à frente de Kirsten Wild e de Jennifer Valente, reentrando assim na disputa pela vitória final após a queda na primeira corrida. Kenny foi pontuando nos diversos sprints, e o pelotão acabou por partir em duas metades, com a maior a ficar à frente e a dar uma volta de avanço à segunda. Tata Martins não pontuou em qualquer dos sprints, mas completou a volta de avanço com o grupo maior, pelo que saiu em vantagem perante muitas das adversárias e fechou a corrida na oitava posição.

Jennifer Valente em lágrimas após conquistar o Ouro Olímpico!

A meio da prova, Jennifer Valente liderava com 76 pontos, enquanto Kirsten Wild era segunda com 70, empatada com a japonesa Yumi Kajihara. Tata Martins era sexta, com 56 pontos, empatada com a britânica Laura Kenny, que era quinta graças ao desempate lhe ser favorável, com uma corrida ganha.

A prova de Eliminação viu mais uma ciclista ressurgir e conquistar uma vitória, com a Francesa Clara Copponi a triunfar! O destaque pela negativa caiu para Annette Edmondson, para Laura Kenny e para Kirsten Wild, com ambas as ciclistas a terminarem fora das 10 primeiras, elas que se costumam dar bastante bem nesta especialidade. Tata Martins segurou-se até às últimas cinco, mas o quinto lugar foi mesmo o resultado da portuguesa, que foi eliminada a quatro voltas do fim. Logo de seguida era a líder da geral a pagar pior, com Jennifer Valente a não ir além da quarta posição, resultado que ainda assim lhe garantia a liderança para a prova final. A Dinamarquesa Amalie Dideriksen apareceu também em maior destaque para ser terceira, com Yumi Kajihara a ser segunda, atrás da Francesa.

Tata Martins na prova de Eliminação

Na Corrida por Pontos, Laura Kenny voltou a ressurgir, e inspirada pela Corrida por Tempo e pela prova de Madison, que venceu, arrecadou diversos sprints para alcançar o triunfo com 24 pontos, à frente de Kirsten Wild, com 18, e Jennifer Valente, com 14. Tata Martins foi quinta, com 7 pontos, resultado que fechou uma prova fantástica! O sprint final foi talvez o mais emotivo de todos, com Laura Kenny a arrecadar a pontuação máxima, que dobrava a pontuação normal de um sprint, que lhe permitiu subir à sexta posição final. Valente seria segunda para confirmar o Ouro, com Wild em terceira, e “Tata” Martins a ser quinta, após não conseguir superar a Norueguesa Anita Stenberg, quarta, que garantiu a quinta posição final no Omnium. Bastava a Portuguesa ter sido quarta no sprint, que teria fechado nas melhores cinco, mas não é isso que lhe retira todo o mérito da prova que realizou no Japão! A ciclista Portuguesa está mesmo de parabéns, e todos estamos gratos pela excelente prestação em representação das cores Portuguesas!

Tata Martins na corrida de Pontos

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