Diário Olímpico da Pista III – Itália com Ouro histórico e Recorde Mundial! Muitas quedas e muita velocidade!

Filippo Ganna liderou a sua Itália ao primeiro Ouro na Perseguição Coletiva no terceiro dia na Pista em Tokyo 2020, algo que não acontecia desde que correram em casa em Roma 1960, fazendo cair novamente o Recorde Mundial. A Itália é assim a nova Campeã Olímpica e obteve a medalha de ouro com classe, com Simone Consonni, Francesco Lamon, Jonathan Milan, e a estrela da companhia Filippo Ganna, a pararem o cronómetro em 3:42:032 e a tirarem quase três décimos de segundo ao tempo feito na meia final no dia anterior.

A Dinamarca ficou com a Prata, com aquele que foi o segundo melhor tempo da história, 3:42:198. A Itália começou a prova bastante forte, mas com 1km para o fim a Dinamarca estava na frente, por apenas oito décimos de segundo. Foi então que Seleção Italiana voltou a puxar do seu ás de trunfo, e Ganna passou para a frente da formação Azzuri e levou-a a uma Medalha de Ouro histórica.

A formação Dinamarquesa em ação na final.

A Austrália ganhou o duelo da Oceânia com a Nova Zelândia, elas que são duas nações clássicas da Perseguição Coletiva e arrecadou o Bronze. A formação Neozelandesa perdeu um corredor num acidente, após um toque na roda do companheiro de equipa que seguia à sua frente, e os outros três não foram capazes de lutar contra um forte quarteto australiano.

O Canadá levou de vencida a discussão pelo quinto lugar, estabelecendo um novo recorde nacional em 3:46:324, ao superiorizarem-se perante o conjunto Alemão, que terminou em 3:50:023 já nas voltas finais. Por fim, a Grã-Bretanha venceu a Suíça e terminou no sétimo lugar final, com um tempo de 3:45:636, enquanto o conjunto suíço fixou um tempo de 3:50:041 para ficar com a oitava e última posição.

Sprint Masculino

Os atletas masculinos de velocidade tiveram hoje a sua ronda de qualificação, assim como os 32 avos e os 16 avos de final. Os holandeses Jeffrey Hoogland e Harrie Lavreysen foram os mais rápidos nas qualificações do Sprint masculino, tendo ambos estabelecido um tempo exato de 9,215s para os 200 metros, e estabelecido ambos um novo Recorde Olímpico no processo.

Jeffrey Hoogland bateu o recorde Olimpico durante a qualificação

Jack Carlin, da Grã-Bretanha, estabeleceu o terceiro tempo mais rápido com 9,306s, e foi o primeiro a bater o recorde Olímpico estabelecido por Jason Kenny no Rio 2016, mas a dupla holandesa, mais tarde, veio bater o seu tempo. O recordista Mundial, Nicholas Paul, de Trinidad e Tobago, foi o quarto, com um tempo de 9,316s, desvanecendo-se ligeiramente após um início rápido.

O antigo recordista Olímpico e vencedor do Ouro em 2012 e 2016, Jason Kenny, foi o último corredor na pista, mas não foi capaz de desafiar os primeiros lugares, terminando em oitavo lugar com um tempo de 9,510s. O australiano Matthew Glaetzer, quarto no Rio, teve de desistir antes do início do evento, pois não se encontrava bem, e foi substituído pelo compatriota Matt Richardson, que se qualificou na 21ª posição.

A Grã-Bretanha tem dominado o sprint masculino nas mais recentes edições dos Jogos Olímpicos, com Kenny a vencer as duas últimas medalhas de ouro Olímpicas no evento, enquanto que Chris Hoy ganhou em Pequim 2008, com Kenny em segundo lugar.

Keirin Feminino

O Keirin feminino contou com cinco Séries de qualificação, sendo que as duas primeiras de cada passavam automaticamente para os Quartos de final, enquanto as restantes teriam de passar por uma ronda de repescagens. Várias ciclistas de renome foram obrigadas a colocar mais uma ronda nas pernas, mas o destaque foi, pela negativa, para as eliminações precoces da russa Anastasiia Voinova e da francesa Coralie Demay.

Mathilde Gros liderando numa das séries do Keirin Feminino.

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