Um salto com Telemark de Roglic no Col de Porte!

O campeão esloveno Primoz Roglic da Jumbo – Visma venceu a segunda etapa do Criterium du Dauphiné, uma ligação de 135km entre Vienne e o Col de Porte, uma chegada de categoria especial, batendo o francês Thibaut Pinot da Groupama – FDJ e o alemão Emanuel Buchmann da Bora – Hansgrohe, ambos a 8s do vencedor.

Segunda etapa do Criterium du Dauphiné, a primeira de alta montanha e também a mais curta desta edição, única abaixo dos 150km. A etapa começou logo com uma série de ataques, e uma fuga de oito ciclistas a formar-se com o líder da montanha, Michael Schar (CCC Team), Jérôme Cousin (Total Direct Energie), Geoffrey Soupe (Total Direct Energie), Bruno Armirail (Groupama-FDJ), Kasper Asgreen (Deceuninck-QuickStep), Jasha Sütterlin (Team Sunweb), Ben O’Connor (NTT Pro Cycling) e Fabien Doubey (Circus-Wanty Gobert).

O pelotão controlou sempre o grupo escapado, nunca o deixando obter mais do que quatro minutos de vantagem. Na entrada para o Côte Maillet a vantagem era de apenas 1:50, e durante a subida caiu para o 1:20, com a fuga a partir-se e vários elementos a serem alcançados por um pelotão liderado pelo camisola amarela Wout van Aert. Na frente mantiveram-se Schar e Armirail, com o suiço, líder da montanha, a desligar da corrida na entrada da subida final, já com a garantia de que ia manter a camisola por mais um dia.

Um pouco antes, com 22km para o fim, e a 5 da subida decisiva, uma queda provocada por Sergio Higuita (EF Pro Cycling), que seguia distraído, e que o levou ao chão e a mais uma dezena de ciclistas, incluindo Dan Martin (Israel – Start Up Nation), que ficou muito mal tratado.

Na entrada para a subida final, a Jumbo perdeu logo Robert Gesink e Wout van Aert, Gesink que ontem fez uma grande etapa de trabalho, e van Aert que apenas aguentou 1.5km da subida final, após um trabalho magnífico desde o Côte Maillet. A corrida manteve-se um pouco mais calma na fase inicial da subida, já que as equipas iam perdendo elementos de trabalho e ninguém queria correr riscos. Bob Jungels foi uma das surpresas, ao ceder ainda com 15km para o final.

A Ineos assumiu o pelotão com 12km para o fim, e para surpresa de todos, ainda com todos os elementos no grupo. A 10.5km mais nomes importantes a cederem, com Alexey Lutsenko, Tejay van Garderen e Felix Grossschartner a não conseguirem seguir o grupo principal. Dylan van Baarle era quem comandava o grupo e seguia mantendo um bom ritmo, com o único resistente da fuga, Armirail, a seguir na frente com 20s de vantagem.

9km para o fim, era Carl Fredrik Hagen (Lotto Soudal) a ceder, ele que foi top10 na última Vuelta a España. Meio km depois, Armirail era alcançado graças ao trabalho de Jonathan Castroviejo, que já havia substituído van Baarle, e Victor de la Parte (CCC Team) tentava escapar, mas não conseguia mais do que 5s de vantagem para o grupo controlado pela equipa britânica que cada vez era mais pequeno.

7.2km para o final, e desta vez era Tiesj Benoot a ceder, mais uma surpresa pela negativa. Logo de seguida, também Davide Formolo perdia terreno, assim como David de la Cruz, que deixavam Pogacar isolado no grupo principal. A 6km do final, era Julian Alaphilippe que ficava na ponta do grupo, e tentava dar tudo para não descolar, enquanto Michal Kwiatkowski assumia o grupo, com Castroviejo a finalizar o seu trabalho.

Com menos de 5km para o final, o grupo ficava cada vez mais curto, e era Valverde e Warren Barguil que cediam perante o ritmo de Kwiatkowski! 500m depois, Chris Froome era quem abria para o lado e tirava bilhete de ida sem regresso, sem sequer ter passado pela frente. Também Adam Yates descolava e sem suporte próximo ficava sem opções para reentrar.

Kwiatkowski finalizava o seu trabalho com 4km para o fim, e Geraint Thomas entrava ao serviço, perante um grupo cada vez mais curto! Enric Mas cedia com 3.3km para o final, com Dumoulin colocado na cada do grupo. 3km para o fim, era a vez de Rigoberto Uran ceder com Domenico Pozzovivo na mesma posição.

Geraint Thomas abriu para o lado com 3km para o final, e Pavel Sivakov entrou ao trabalho, com Steven Kruijswijk a ceder e Tom Dumoulin a controlar o grupo desde trás. Buchmann atacava com 2.5km para o fim, com resposta de Sepp Kuss e de Thibaut Pinot, com Bernal a precisar de seguir outros para responder e Sivakov a abrir para o lado.

Kuss era quem colocava ritmo a 2km do fim, com Tom Dumoulin a perder algum terreno, assim como Romain Bardet e Tadej Pogacar. Bernal tentou atacar com 1.6km para o final, mas Sepp Kuss não o deixou sair, saindo logo no seu encalço!

Com 800m para o fim, Roglic deixou-se descair a ver como respondiam os rivais, com Nairo Quintana a atacar, e Emanuel Buchmann muito bem a seguir na sua roda. Logo de seguida, quando Quintana se desligava a ver quem passava para a frente, ataque mortífero de Primoz Roglic, que sentado na bicicleta via nenhum dos adversários a ser capaz de seguir no seu ritmo.

Roglic acelerava para a vitória na etapa, e para assumir a liderança da classificação geral, numa tirada de grande qualidade por parte da equipa holandesa. Thibaut Pinot era quem ganhava a disputa pela segunda posição, enquanto Emanuel Buchmann fechava no lugar mais baixo do pódio, isto depois de ter sido Guillaume Martin a ter de acelerar perante a mexida de Roglic, e a acabar por não conseguir chegar às bonificações com o quarto lugar final.

Roglic é o novo líder da classificação geral depois da vitória na segunda etapa, com Wout van Aert a manter a liderança da classificação por pontos. Michael Schar continua líder da montanha, e Egan Bernal é ainda o melhor jovem.

Nelson Oliveira foi 72º a 13’29” e segue agora em 64º na geral a 16’24” de Roglic.

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