Ulissi intratável! João Almeida em grande novamente!

O italiano Diego Ulissi, da UAE-Team Emirates, venceu a segunda etapa do Giro d’Itália, batendo Peter Sagan (BORA-hansgrohe) e Mikkel Frølich Honoré (Deceuninck-Quick Step). O trio discutiu a etapa entre si após se ter distanciado por cinco segundos do pelotão, onde o primeiro foi Michael Matthews, seguido de Luca Wackermann e de João Almeida, sexto na etapa, em mais uma grande exibição do ciclista da Deceuninck.

A segunda etapa do Giro d’Itália apresentava-se como a primeira etapa em linha da competição, consistindo numa ligação de 149 km entre Alcamo e Agrigento, ainda na ilha da Sicilía. A etapa era predominantemente plana, embora com duas contagens de montanha de quarta categoria, uma na primeira metade da etapa e outra coincidente com a linha de meta. Seria um final que à partida afastava os sprinters mais pesados do pelotão, uma vez que a subida em Agrigento apresentava 3.7 km de extensão e 5.3% de inclinação média. Contudo, o km final era bastante mais suave do que a restante subida.

Havia alguma expetativa sobre a possibilidade de existirem corredores a atacarem a camisola rosa de Filippo Ganna, nomeadamente o segundo classificado, João Almeida, que se encontrava a 22 segundos da liderança.

A fuga do dia consistiu numa movimentação de cinco homens: Ben Gastauer (AG2R La Mondiale), Alessandro Tonelli (Bardiani-CSF-Faizanè), Etienne van Empel (Vini Zabù-KTM), Mattia Bais (Androni Giocattoli-Sidermec), e Thomas de Gendt (Lotto Soudal), que conseguiu uma vantagem de cinco minutos sobre o pelotão que ia sendo controlado pela equipa do líder, a INEOS, e pelas equipas dos favoritos à etapa, como a Team Sunweb, para Michael Matthews, e a UAE-Team Emirates, para Diego Ulissi. Um dos ciclistas que passava na frente era o dinamarquês Mikkel Bjerg, envergando a camisola da juventude embora fosse o terceiro nessa classificação atrás de Ganna, que levava a rosa, e de Almeida, que levava a malha ciclamino.

A meio da jornada, deu-se o abandono de forma surpreendente de Aleksandr Vlasov, o braço direito de Fuglsang na Astana, aparentemente devido a problemas gástricos.

O pelotão foi recuperando o tempo para a frente paulatinamente e, com 50 km para o final, a ventagem dos escapados cifrava-se já abaixo dos três minutos. Os fugitivos foram alcançados já dentro dos 10 km finais, com o pelotão depois a preparar-se para a abordagem à subida final. Equipas como a Mitchelton-Scott iam controlando, na tentativa de colocar o seu líder na melhor posição.

As movimentações para a vitória apenas surgiram à entrada do km final, com a UAE-Team Emirates a preparar o sprint de Ulissi, o que alongou a parte da frente do pelotão. Dentro do km final, ataca Luca Wackermann (Vini Zabù), com Ulissi, Honoré, e Sagan a conseguirem encostar. Nos metros finais, Honoré lançou o sprint, com Sagan e Ulissi a seguirem, e aí o italiano foi mais forte vencendo com conforto sobre os seus rivais.

A encabeçar o pelotão vinha Michael Matthews, que fez quarto na etapa, e logo depois Wackermann e João Almeida. Sexto lugar para o português, a confirmar mais uma vez o seu excelente momento. Ruben Guerreiro terminou na 25ª posição, integrado no grupo principal.

Na classificação geral, a liderança continua do lado de Filippo Ganna, da INEOS, com João Almeida em segundo, a 22 segundos. O terceiro é agora Geraint Thomas, também da INEOS, a 23 segundos de Ganna. O português é também segundo na classificação da juventude, o que significa que irá envergar a camisola branca na etapa de amanhã. Ruben Guerreiro é agora 37º, a 1:37.

A terceira etapa do Giro trará a primeira etapa de alta montanha, com 150 km entre Enna e o Monte Etna, uma primeira categoria de 19 km e 6.7 % de inclinação média. Será a primeira oportunidade para se aferir a forma dos homens da geral e mais um teste às capacidades daquele que vai sendo a grande revelação desta Volta a Itália, João Almeida.

Miguel Simões vence a segunda etapa do Passatempo e assume a liderança da Classificação Geral!

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