Tim Merlier e Alpecin voltam a fazer das suas e vencem a Bredene Koksijde Classic!

O belga Tim Merlier (Alpecin – Fenix) alcançou a sua terceira vitória da época, conquistando a Bredene Koksijde Classic à frente do antigo Campeão Mundial, o dinamarquês Mads Pedersen (Trek – Segafredo) e do francês Florian Sénéchal (Deceuninck – QuickStep) num sprint entre 20 corredores, com Rui Oliveira (UAE Team Emirates) incluído.

Um dia ventoso, mas ensolarado, saudou os ciclistas em Bredene, para corrida de 199km. As duplas subidas ao Kemmelberg separaram o grupo e decidiram a corrida, com um grupo de 13 corredores em fuga, perseguidos por outros 18. Nunca mais o pelotão foi capaz de alcançar estes.

O grupo incluía Tim Declercq e Florian Senechal (Deceuninck – QuickStep), Lasse Norman Hansen, Reinardt Janse Van Rensburg e Max Walscheid (Team Qhubeka Assos), Alex Kirsch e Mads Pedersen (Trek – Segafredo), Andreas Leknessund (Team DSM), Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Edward Planckaert (Alpecin – Fenix), Nils Politt e Lukas Pöstlberger (Bora – Hansgrohe), e Tom Van Asbroeck (Israel Start-Up Nation).

Com 45km ainda por correr, o segundo grupo de 18 corredores tinha 36 segundos de atraso, e o pelotão já levava mais de dois minutos. Esse grupo continha Josef Černy (Deceuninck – QuickStep), Mikkel Bjerg e Marco Marcato (UAE Team Emirates), Michal Golas (Ineos Grenadiers), Alexander Kamp (Trek – Segafredo), Jake Stewart (Groupama – FDJ), Harry Sweeny (Lotto Soudal), Tim Merlier e Jonas Rickaert (Alpecin – Fenix), Christophe Noppe e Bram Welten (Team Arkea – Samsic), Eduard Michael Grosu e Dušan Rajović (Delko), Cyril Lemoine (B&B Hotels p/b KTM) e Stanisław Aniłkowski (Bingoal WB).

Um momento caricato da corrida deu-se na primeira das 3 voltas do circuito final, quando o grupo que seguia na frente se enganou no percurso, numa altura em que era encabeçado pela Qhubeka Assos que tentava endurecer a prova e dificultar a entrada do grupo perseguidor. A saída de estrada obrigou a que o grupo se reorganizasse, o que levou a que perdessem 15s dos 36s que detinham.

O austríaco Lukas Pöstlberger (Bora – Hansgrohe) atacou o grupo que seguia na frente a 30km da meta e parecia pronto para a vitória a solo, com a perseguição a ser pouco coordenada, e o seu colega de equipa Nils Politt a ajudar a quebrar a força de quem o tentava alcançar, mas um excelente trabalho de perseguição do checo Josef Černý (Deceuninck – QuickStep), já após os dois grupos da dianteira da corrida se juntarem, eliminou as esperanças da Bora.

Postleberger foi alcançado a 1.4km da meta, ficando muito próximo de levantar os braços uma vez mais com um ataque destes. A decisão veio a acontecer ao sprint num grupo restrito, com o companheiro de equipa de Merlier, Jonas Rickaert, a liderar o grupo até às últimas centenas de metros. Merlier teve timing e teve mais força do que os adversários, acabando por lançar o seu sprint a 200m da chegada, com Pedersen e Senechal na sua roda, mas nem um nem outro tiveram força para o passar.

Rui Oliveira e Mikkel Bjerg (UAE Team Emirates), que tão bem entraram nos últimos 2km, ficaram completamente perdidos e não conseguiram colocar-se para disputar o sprint pelas primeiras posições. O português foi 13º, enquanto o dinamarquês 15º.

José Gonçalves (Delko) e André Carvalho (Cofidis) completaram a prova para lá dos cinco minutos depois do grupo vitorioso, na 82ª e 87ª posição. Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) não terminou.

Classificação

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