Sprinters anulados na Paris-Camembert!

O francês Dorian Godon, da AG2R La Mondiale, foi o mais forte na 81ª edição da clássica Paris-Camembert, concretizando uma movimentação a 25 km da meta. Godon bateu ao sprint o seu colega de ataque, o holandês Maurits Lammertink, da Circus-Wanty Gobert, enquanto na terceira posição ficou o francês Nacer Bouhanni, da Team Arkéa Samsic, o mais rápido do pelotão que chegou oito segundos depois dos dois primeiros classificados.

A veterana clássica francesa disputou-se ao longo de 194.5 km, numa ligação entre Pont-Audemer e Livarot-Pays-d’Auge. Perante os ciclistas, perfilava-se um dia difícil, com diversas subidas, sete delas categorizadas, destacando-se a ascensão ao Butte des Fondits (1.2 km a 8.4%) colocada a nove km da linha de meta. O perfil ondulado da jornada deixava em aberto qual seria o desfecho da corrida, podendo existir ataques de mais ou menos longe ou um eventual sprint num grupo mais ou menos reduzido.

Entre as equipas participantes, contavam-se três do World Tour (AG2R La Mondiale, Groupama-FDJ, e Cofidis), além de doze formações pró-continentais e duas continentais.

No início da corrida, formou-se a fuga do dia, composta por três unidades: Quentin Venner (Bingoal-Wallonie Bruxelles), János Pelikán (Androni Giocattoli-Sidermec), e Nickolas Zukowsky (Rally Cycling). O trio conseguiu alcançar uma vantagem interessante sobre o pelotão, na casa dos quatro minutos, mas o grupo principal parecia ter as operações sob controlo.

A 25 km do final, quatro corredores conseguiram sair do pelotão e alcançar os homens da frente, que nessa altura eram apenas dois: Pelikán e Zukowsky. Os quatro corajosos eram Kristian Aasvold (Riwal Securitas), Dorian Godon (AG2R), Jake Stewart (Groupama-FDJ), e Maurits Lammertink (Circus Wanty-Gobert).

Com o pelotão a tentar eliminar a movimentação, o grupo da frente desuniu-se, ficando apenas Godon e Lammertink no comando da corrida, isto quando faltavam 8 km para a linha de meta. A vantagem da dupla era de apenas 15 segundos para o grupo principal, onde seguiam pouco mais de 20 ciclistas, incluindo alguns homens rápidos, e o cenário de sprint era cada vez mais provável. Contudo, neste duelo de David e Golias, os dois fugitivos conseguiram equilibrar as forças com o pelotão, fruto de um bom trabalho de equipa e um ritmo muito elevado.

A força do grupo perseguidor acabou por se revelar escassa. Iria mesmo haver sprint para decidir a competição, mas seria apenas a dois! Aí, Godon foi mais forte, deixando Lammertink na segunda posição. Oito segundos depois chegava o pelotão, encabeçado por Nacer Bouhanni, mais forte do que Andrea Vendrame (AG2R) e Michael Grosu (NIPPO Delko One Provence) na luta pelo terceiro posto.

Godon consegue assim manter o título de Paris-Camembert dentro da AG2R La Mondiale, após o triunfo em 2019 de Benoît Cosnefroy, ao mesmo tempo que garante a sua primeira vitória da temporada.

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