Sem espinhas! Pocket Rocket bisa com autoridade!

E sai mais uma para o Pocket Rocket! O australiano Caleb Ewan venceu a 7ª etapa do Giro d’Italia, ao ser o mais forte no exigente sprint final, e garantindo o seu segundo triunfo nesta edição! No 2º posto terminou o italiano Davide Cimolai, da Israel Start-Up Nation, com Tim Merlier, da Alpecin-Fenix, a fechar no 3º lugar.

Na classificação geral, não houve alterações, com a camisola rosa a manter-se no corpo de Attila Valter, da Groupama-FDJ, com 11 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel, da Deceuninck Quick-Step, e 16 sobre Egan Bernal, da Ineos Grenadiers.

Quanto aos portugueses em prova, João Almeida terminou integrado no pelotão, na 32ª posição, enquanto Nelson Oliveira fechou no 130º posto, a 1:13 do vencedor da etapa, com Ruben Guerreiro a ser apenas 166º, perdendo 2:43 para a frente. Na CG, o mais bem colocado é agora Almeida, no 26º posto, a 4:49 da rosa.

A 7ª etapa apresentava uma ligação de 181 km, entre Notaresco e Termoli, e um final que seria discutido pelos sprinters, mas que apresentava algumas curvas apertadas e um perfil ascendente que podia alterar a hierarquia habitual dos valocistas.

A jornada iniciou-se de uma forma bem típica neste Giro, com a fuga a formar-se graças a um ataque de três corredores logo no primeiro km, em representação das três formações italianas do escalão UCI ProTeams: Simon Pellaud (Androni), Umberto Marengo (Bardiani), e Mark Christian (Eolo-Kometa). A vantagem dos escapados foi crescendo, situando-se nos 5 minutos, com 162 km para a meta.

A fuga do dia na 6ª etapa da Volta a Itália (Getty Images)

Equipas como a Qhubeka Assos, a UAE-Team Emirates, a Lotto Soudal, e a Groupama-FDJ, do líder Attila Valter, iam controlando no pelotão, com a margem da fuga a começar a decrescer. A 100 km do final, a diferença entre os três fugitivos e o grupo principal era de 2:41.

A 88 km do final, no primeiro sprint intermédio do dia, colocado numa subida com cerca de 1 km a 5.5 %, a BORA-hansgrohe mostrou as suas intenções, atacando do pelotão com Daniel Oss e Peter Sagan. O primeiro dos fugitivos a passar no sprint foi Marengo, com Sagan a garantir mesmo o 4º posto, sem que nenhum dos outros sprinters do pelotão fosse contestar os pontos em disputa.

Quando faltavam 50 km para a meta, a diferença do pelotão para a frente da corrida era de 1:37, com as equipas dos candidatos à vitória, nomeadamente Alpecin-Fenix, Lotto Soudal, Qhubeka, e Emirates, a controlarem o andamento.

Com o ritmo a aumentar na abordagem aos km finais, e com a Cofidis a juntar-se na cabeça do pelotão, o avanço dos escapados baixava da barreira dos 30 segundos, com 25 km para a meta. E à entrada dos 17 km finais, a fuga foi mesmo recolhida pelo pelotão, e começava a preparação para uma chegada em pelotão compacto, num final técnico, sinuoso, e ascendente.

A luta por posição era intensa, com as equipas dos sprinters e as dos favoritos à geral a esgrimirem argumentos em direção a Tremoli. As estradas de acesso à localidade costeira tinham largura suficiente para esta luta, mas esse cenário iria mudar quando o pelotão entrasse na zona urbana e nos últimos 2 km. Era necessário uma gestão muito bem feita do timing de cada formação para se colocar na frente do grupo, com o risco de darem tudo demasiado cedo e não terem capacidade para estarem bem colocadas no acesso final à meta.

A 3 km do risco, com as rotundas a sucederem-se, e já sem as equipas da geral na frente do pelotão, entrou na frente a Jumbo-Visma e a Lotto Soudal. Antes do km final, a estrada começava a subir, e nesse ponto dá-se um ataque de um homem da Eolo-Komete e outro da BORA, embora sem consequência.

À entrada dos derradeiros 500 metros, na frente estava a Lotto Soudal, mas o primeiro a começar o sprint foi Fernando Gaviria (UAE-Team Emirates), lançando o seu ataque bem cedo! O colombiano ainda abriu um espaço para o pelotão, mas Caleb Ewan conseguiu fechá-lo, e nos metros finais o Pocket Rocket não deu hipótese, passando por Gaviria com rapidez e autoridade, para uma vitória fácil sobre o risco!

No 2º posto ficou o italiano Davide Cimolai, com o 3º lugar a ficar para Tim Merlier, embora nenhum deles tenha ameaçado verdadeiramente o segundo triunfo de Ewan neste Giro. Gaviria acabaria por não fazer melhor que o 6º posto no final, com o maior azarado do dia a acabar por ser Peter Sagan, que deu um toque numa barreira, com a corrente da bicicleta a saltar, o que o impediu de lutar pela vitória.

Na CG, não houve mudanças, com Attila Valter a manter a rosa, com 11 segundos de avanço sobre Evenepoel e 16 sobre Bernal.

Quanto aos portugueses, apenas João Almeida terminou integrado no pelotão, na 32ª posição, enquanto Nelson Oliveira foi o 130º da jornada, a 1:13 da frente, com Ruben Guerreiro a fechar no 166º, a 2:43. Na CG, o mais bem colocado é agora Almeida, no 26º posto, a 4:49 da rosa, com Ruben Guerreiro a descer para o 28º lugar, a 5:49, e Nelson Oliveira a manter o 37º posto, a 15:09 de Attila Valter.

Amanhã, disputa-se a 8ª etapa da Volta a Itália, com um desafio de 170 km, com partida em Foggia e chegada em Guardia Sanframondi, numa jornada de média montanha, que irá terminar numa subida de 4ª categoria, e que pode voltar a sorrir à fuga.

Attila Valter, da Groupama-FDJ, mantém-se na liderança da competição (Getty Images)

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