Rui Costa batido por Cort e Roglic em sprint de luxo!

O dinamarquês Magnus Cort (EF Pro Cycling) venceu a 16ª etapa da Volta a Espanha, batendo ao sprint aquilo que restava do pelotão. O grupo principal foi obrigado a uma perseguição a alta velocidade ao sobrevivente da fuga do dia, Remi Cavagna (Deceuninck-Quick Step), que estava a dar água pela barba ao pelotão! No 2º posto da jornada ficou o líder da classificação geral, Primoz Roglic (Team Jumbo-Visma), que assim arrecadou mais 6 segundos de bonificação, enquanto no 3º lugar ficou o campeão nacional, Rui Costa (UAE-Team Emirates). Depois do final da etapa, o sprint do português foi considerado como irregular pelos comissários, e o luso foi desclassificado, ficando com a última posição do grupo.

A 16ª etapa da Volta a Espanha apresentava uma ligação de 162 km entre Salamanca e Ciudad Rodrigo, no 3º dia seguido de média montanha. No geral, era mais uma jornada difícil, com muito sobe e desce, apenas com duas subidas categorizadas, mas que seriam de 2ª e de 1ª categoria, esta última o Puerto El Robledo (11.8 km a 3.9%), colocado a 35 km da meta.

Como não podia deixar de ser, a corrida iniciou-se num ritmo elevado, com muitos ciclistas a tentarem isolar-se. Ao fim de quase 20 km de corrida, dois ciclistas da Burgos conseguiram escapar: Angel Madrazo e Juan Felipe Osorio. Do pelotão saía também Remi Cavagna, tentando alcançar a dupla de escapados, que seguia já com 2 minutos sobre o grupo principal, e depois mais um Burgos, Jesus Ezquerra, e ainda Robert Stannard (Mitchelton-Scott) e Kobe Gossens (Lotto Soudal).

Formou-se assim um grupo de 6 na frente que, com 90 km para final, levava uma vantagem de 4:15 sobre o pelotão. BORA e UAE-Team Emirates controlavam o ritmo no pelotão.

No topo da subida de 2ª categoria, com 71 km para o final, passaram na frente os fugitivos, já sem Osorio, que tinha perdido o contacto. O pelotão seguia com uma desvantagem de 4:44 quando a fuga passou na contagem, mas no cimo da subida essa diferença já era só de 3:48, fruto de um grande trabalho de endurecimento por parte da INEOS. A equipa britânica aumentou o ritmo de forma evidente, começando a descida na frente. Froome liderava à frente de Carapaz, com Roglic na roda do equatoriano, tentando evitar ser apanhado de surpresa.

A 52 km do final, com os ciclistas a entrarem na subida de 1ª categoria, os fugitivos apenas dispunham de 1:43 sobre o pelotão.

A 40 km do final, isolou-se na frente Remi Cavagna, sentindo que era agora ou nunca para poder escapar ao pelotão. A INEOS mantinha o ritmo alto, o que ia causando várias vítimas no pelotão, nomeadamente os homens mais pesados que ainda sobreviviam. Entretanto, Stannard alcançava Cavagna, formando uma dupla de corajosos na frente da corrida.

No topo da subida, a 35 km da meta, passaram 1º Cavagna e Stannard, com o pelotão, que continha apenas cerca de 50 corredores, a meros 10 segundos de diferença. Os dois ainda se mantiveram na frente por alguns km e quando estavam prestes a ser alcançados, já dentro dos 20 km finais, Cavagna voltou a tentar a sua sorte, arrancando sozinho rumo à meta. O campeão francês de contrarrelógio fez uso dos seus dotes de rolador, ganhando terreno ao pelotão nos km seguintes.

A 7 km da meta, Cavagna possuía uma vantagem de 20 segundos sobre o grupo principal. Não estava fácil de eliminar o último sobrevivente da fuga!

As baterias do francês começaram então a esgotar-se finalmente, e o pelotão foi eliminando os segundos que o separavam do fugitivo. A 2.5 km do fim, o grupo principal encabeçado pela Movistar alcançou mesmo Cavagna, e o palco estava preparado para um sprint em pelotão reduzido. Bruno Armirail (Groupama-FDJ) ainda atacou, mas a Movistar eliminou a tentativa do francês.

Nos metros finais, Valverde lançou o seu sprint, com o campeão português, Rui Costa, e com o camisola vermelha, Primoz Roglic, na sua roda. Mas bem colocado estava também o Magnus Cort (EF Pro Cycling), impondo a sua velocidade superior perante a concorrência!

Grande vitória do dinamarquês, vencendo num sprint de luxo onde além de Rui Costa e Roglic estavam ciclistas tão distintos como Valverde, Carapaz, ou Dion Smith.

O 3º posto de Rui Costa acabaria por ser anulado, com os comissários a considerarem que o português realizou manobras irregulares no sprint final

Na geral, Rogla arrecada mais 6 segundos com a bonificação do seu 2º lugar, passando agora a ter uma vantagem de 45 segundos sobre Richard Carapaz (INEOS) e 53 sobre Hugh Carthy (EF Pro Cycling).

Amanhã, decide-se a Volta a Espanha, na penúltima etapa da competição, a última de alta montanha. Serão 178.2 km entre Sequeros e o Alto de la Covatilla  e 6 contagens de montanha, incluindo a última, coincidente com a meta, uma categoria especial com 11.7 km a 6.9% de inclinação média!

Rodrigo Rodrigues voltou a bater a concorrência no Passatempo e assume-se cada vez mais como líder da geral!

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