Pelo 7º ano consecutivo, o Mur de Huy é o Mur de Breggen!

A campeão do mundo, Anna Van der Breggen, da SD Worx, venceu a 24ª edição da clássica La Flèche Wallonne Féminine, triunfando nesta prova pela sétima vez consecutiva! A holandesa revelou-se, mais uma vez, a mais forte no Mur de Huy, com o 2º posto a ficar para Katarzyna Niewiadoma, a única que pareceu ter capacidade para ameaçar Van der Breggen na sua prova fetiche.

O percurso da clássica belga apresentava uma ligação de 130.2 km, com partida e chegada em Huy. Ao longo do percurso, as corredoras enfrentavam diversas subidas, com destaque para as duas ascensões ao mítico Mur de Huy, a última das quais coincidente com a meta. A difícil escalada representa um desafio de apenas 1.3 km, mas com pendente média a 9.6 %, com zonas a rondar os 20 %!

A fuga da jornada demorou alguns km até se constituir e apenas ao fim de 20 km de prova Silvia Magri (Valcar Travel and Service) e Barbara Sniezynska (Doltcini Van Eyck) conseguiram isolar-se do pelotão. A vantagem da dupla nunca foi muito significativa e, com a sucessão de subidas, haveriam de ser mesmo alcançadas pelo pelotão, quando faltavam percorrer ainda mais de 60 km.

Nos km seguintes, os ataques sucederam-se, mas sem existirem margens decisivas sobre o pelotão, que ia ficando cada vez mais reduzido.

A 20 km do final, atacou Ashleigh Moolman Pasio (SD Worx), sendo seguida por Ruth Winder (Trek-Segafredo). A norte-americana atacou de seguida, conseguindo isolar-se do grupo de perseguidoras, onde ia atacando Demi Vollering (SD Worx), levando consigo a campeã europeia Annemiek van Vleuten (Movistar). Seguiu-se a movimentação de Elisa Chabbey (Canyon//SRAM), que acabou por ser bafejada pelo infortúnio, sofrendo uma queda à saída de uma curva quando perseguia Winder. Chabbey ainda retomou a corrida, seguindo com o pelotão.

Dentro dos 10 km finais, formou-se um grupo bem restrito na perseguição a Winder, com Elisa Longo Borghini, Cecilie Uttrup Ludwig, Marianne Vos, Anna van der Breggen, Kasia Niewiadoma, Amanda Spratt, Juliet Labous, Demi Vollering, e Mavi Garcia, donde iria sair a campeão da Flèche de 2021!

A 8 km do fim, ataca a hexa-campeã da prova, Anna Van der Breggen com Cecilie Uttrup Ludwig, embora sem consequência de maior. O muro de Huy aproximava-se a pedaladas largas e o grupo estava cada vez mais reduzido, com Winder ainda na frente, com uma margem de 15 segundos quando faltavam 6 km para a meta.

Com 4 km para o final e a diferença a crescer para os 30 segundos, impunha o ritmo no grupo perseguidor Demi Vollering.

No Mur de Huy, Winder cedeu, acabando por ser alcançada nos 300 m finais pelo grupo de favoritas, que ia sendo encabeçado por Van der Breggen. A campeão do mundo pretendia continuar a fazer história nesta competição, mostrando-se muito forte nas difíceis inclinações finais. Apenas Katarzyna Niewiadoma parecia ter capacidade para ameaçar a sétima vitória de Van der Breggen na Flèche. No entanto, nos metros finais, a holandesa fez valer a sua potência, pedalando em esforço mas com vigor, alcançando a meta em primeiro lugar, com a polaca a limitar-se a fechar alguns metros atrás de Van der Breggen. No 3º posto fechou a campeã italiana, Elisa Longo Borghini.

A campeã do mundo triunfa, assim, pela sétima vez consecutiva nesta clássica, um registo verdadeiramente brutal e que dificilmente alguém irá igualar!

Pódio final da Flèche Wallone

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