O Mundo aos pés de Anna van der Breggen!

A holandesa Anna van der Breggen é a nova campeã do Mundo de fundo em elites, após vencer a prova de 143km realizada ao redor da região de Ímola, com final no tradicional autódromo local. Na luta pelos restantes lugares de pódio, Annemiek van Vleuten bateu Elisa Longo Borghini na luta pela segunda posição, ambas a 1:20 da vencedora.

Campeonato do Mundo para as senhoras, numa prova com bastante dureza, mas que assentava num perfil para puncheurs, para ciclistas com explosividade. A corrida começou com um ritmo baixo, quase com as ciclistas a fazerem uma volta de reconhecimento ao circuito que as esperava, e só depois na segunda volta é que foi ganhando novo ânimo.

Os ataques começaram a surgir, com uma fuga de 9 ciclistas a formar-se na terceira de 5 voltas, com Mavi Garcia (Espanha), Juliette Labous (França), Katia Ragusa (Itália), Christine Majerus (Luxemburgo), Lisa Brennauer (Alemanha), Amy Pieters (Holanda), Hannah Barnes (Reino Unido), Alison Jackson (Canadá) e Tayler Wiles (EUA). O pelotão tirou um pouco o pé, e deixou a vantagem chegar a cerca dos 2:30, com a eslovena Eugenia Bujak a situar-se em posição interméda, a cerca de 1:00 da frente.

Na penúltima volta a Holanda acelerou, atacou a corrida e fez a seleção com Marianne Vos e Annemiek van Vleuten a aumentarem e muito o ritmo, alcançando as escapadas e partindo completamente a corrida. A frente de corrida ficou com Breggen, Vleuten, Elisa Longo Borghini (Itália) e Cecilie Uttrup Ludwig (Dinamarca), e com Vleuten a colocar ritmo, Breggen foi embora, com a compatriota ainda a tentar responder na defesa do título, mas a não ser capaz de fechar o espaço.

Na perseguição, o trio ainda ganhava a companhia da britânica Lizzie Deignan, mas a falta de colaboração levou-as de novo ao pelotão, que seguia a 1:35 de Breggen. Na entrada para a última volta a vantagem era de 1:43, que as equipas perseguidoras ainda conseguiram fechar para 1:30, desvantagem com que chegaram às duas subidas da última volta da corrida.

Na primeira subida da última volta o pelotão entrou mais devagar, para não se perderem logo gregárias, e Breggen fez crescer a vantagem para 1:50, com a seleção britânica na frente do pelotão. A vantagem foi crescendo cada vez mais, com as ciclistas a tirarem pé no pelotão, liderado pelo Reino Unido e pela Itália, que já se preocupava em poupar forças para discutir as posições mais baixas de pódio.

Na última subida da prova, Ludwig e Borghini atacaram, e Vleuten parecia que não ia conseguir seguir, mas veio de trás, e foi fechando o espaço, com Ludwig a ceder na fase final, e a encostar num grupo atrás com Marianne Vos, Liane Lippert (Alemanha), Lizzie Deignan e Kasia Niewiadoma (Polónia).

Breggen seguiu sozinha até final, e até levantou o pé na descida para não correr o risco de cair, vencendo o seu segundo título mundial de fundo, com tempo para levantar os braços e celebrar. Na luta pelo segundo lugar Vleuten bateu Borghini ao sprint, num momento em que as coisas até podiam ter corrido pior para as duas ciclistas. Vos levou a melhor no grupo de 4 ciclistas que chegou a seguir, já a 2:01, com Ludwig a chegar a 2:41, após ter sido obrigada a trocar de bicicleta já na fase de descida final.

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