O monstro da Irlanda mete a quinta!

O irlandês Sam Bennett (Deceuninck – QuickStep) venceu a OxyClean Classic Brugge – De Panne, clássica World Tour belga que introduz o pelotão a duas duríssimas semanas na Flandres, com 203.9km de extensão, batendo ao sprint o belga Jasper Philipsen (Alpecin – Fenix) e o alemão Pascal Ackermann (Bora – Hansgrohe) ambos terminando com o mesmo tempo do vencedor.

Dia de regresso às estradas belgas e às estradas da Flandres com a Clássica de De Panne, uma corrida com muita história num passado recente, que já teve um formato diferente, mas é agora uma prova de um dia. A fuga do dia formou-se pouco após o km 15 com Alexis Gougeard (AG2R Citroën Team), Gerben Thijssen (Lotto Soudal), Barnabas Peak (BikeExchange),  Ruben Apers (Sport Vlaanderen – Baloise), Erik Resell (Uno-X Pro Cycling Team) e Wout van Elzakker (Vini Zabu).

A vantagem dos escapados chegou a ser superior a 4:30, mas o pelotão esteve sempre no controlo, e não deixou que a fuga ganhasse vantagem em demasia. O vento começou a aparecer na chegada a De Panne e ao circuito final. O ritmo aumentou e a fuga acabou por ser alcançada ainda a 76km da chegada, com a Bora – Hansgrohe e a AG2R Citroen Team na frente do pelotão.

O espanhol Sebastian Mora (Movistar) atacou pouco depois e abriu cerca de 30s de vantagem para o pelotão, que o acabou por alcançar cerca de 30km depois, numa fase em que as quedas acabaram por acontecerem, e levaram Jake Stewart (Groupama – FDJ) e Christophe Noppe (Arkea – Samsic), entre outros, ao chão, mas sem gravidade. O pelotão entrou na frente para a última volta da corrida, com a Lotto Soudal a tentar acelerar para forçar os cortes na zona exposta ao vento.

A corrida acabou por acalmar um pouco sem que cortes se conseguissem fazer e Davide Martinelli (Astana – Premier Tech) e Lluis Mas (Movistar) lançaram-se ao ataque, mas a vantagem também nunca foi superior aos 20s, e o duo foi alcançado a 21.5km da chegada. Brent van Moer (Lotto Soudal) também tentou a sua sorte pouco depois, mas o seu destino não foi diferente e foi alcançado pelo pelotão a 11km da chegada.

A distância eliminou que outros ataques acontecessem com as equipas dos sprinters a assumirem a dianteira do pelotão. Edward Theuns (Trek – Segafredo) acabou por não ter a maior das sortes e sofreu um furo a 8km da chegada, que o obrigou a gastar forças e a não poder discutir o sprint final. A QuickStep e a FDJ assumiram a dianteira do pelotão, para lançarem os super candidatos Bennett e Demare e assim prosseguiu a corrida até final.

Tosh van der Sande (Lotto Soudal) ainda tentou atacar dentro dos últimos 2km mas o comboio da Deceuninck assumiu o pelotão e fez com que tudo parecesse fácil! Um lançamento de manual, quase a fazer lembrar os tempos da histórica HTC Columbia, viu Bennett ter uma potência astrondosa e bater Philipsen e Ackermann com uma superioridade incrível, e assim conquistar a quinta vitória da temporada, e a quinta no escalão World Tour também na temporada!

Rui Oliveira (UAE Team Emirates) foi vítima de um problema mecânico, e terminou com a bicicleta pela mão, em 158º a 4:52, ainda oferecendo um bidon a uma criança que assistia à corrida, num bonito gesto.

O sprint final

Classificações

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