O Grand Colombier é esloveno!

O esloveno Tadej Pogacar da UAE Team Emirates venceu a décima quinta etapa do Tour de France, uma ligação de 174.5 km entre Lyon e o alto do Grand Colombier, numa contagem de categoria especial, batendo o compatriota Primoz Roglic da Jumbo – Visma ao sprint, e o australiano Richie Porte da Trek – Segafredo por 5 segundos!

Décima quinta etapa do Tour de France, a etapa mais dura desta edição, até agora, em que a alta montanha apareceu em mais força que nos outros dias. A luta pela fuga do dia foi elevada, mas um grupo de oito ciclistas acabou por conseguir escapar por volta do km 30, com Kévin Ledanois (Arkéa – Samsic), Simon Geschke e Matteo Trentin (CCC Team),  Jesús Herrada (Cofidis), Marco Marcato (UAE Team Emirates), Niccolo Bonifazio (Total Direct Energie), Michael Gogl (NTT Pro Cycling) e Pierre Rolland (B&B Hotels – Vital Concept).

Enquanto a fuga ia conquistando espaço e o pelotão colocando o seu ritmo, Sergio Higuita (EF Pro Cycling) abandonava, após ter caído duas vezes no dia de hoje, com uma das quedas a envolver uma desatenção com Bob Jungels (Deceuninck – QuickStep), que levou o campeão colombiano a cair desamparado no chão.

A vantagem da fuga chegou aos 4 minutos, vantagem a partir da qual a Jumbo – Visma controlou, não deixando aumentar a diferença ainda mais. No sprint intermédio Sam Bennett ganhou mais dois pontos a Peter Sagan, e a corrida seguiu até entrarmos nas subidas do dia. A primeira delas, o Montèe de la Selle de Fromentel, acabou por fazer uma grande seleção do pelotão, com apenas 50 ciclistas a conseguirem aguentar o ritmo da Jumbo e da Emirates, que fez Polanc passar para a frente e roubar 1 minuto aos restantes escapados. Na frente, a fuga reduzia-se a metade, com Herrada a ser o primeiro a cruzar o alto, seguido de Rolland, Geschke e Gogl. Bernal foi visto em dificuldades, mas o colombiano aguentou-se no pelotão.

A Jumbo controlou a segunda subida, com Robert Gesink a impor o ritmo na frente, para não deixar ninguém confortável. Na frente, Rolland ficava apenas com Gogl, após Herrada e Geschke cederem, e cruzava o alto do Col de la Biche na frente, já isolado, com Gogl e Herrada a juntarem-se pouco depois, e Geschke a seguir mais atrás. O pelotão cruzava o alto a 1:55 da frente, preparando-se para fechar o espaço e discutir a etapa na subida final.

Robert Gesink tomou o controlo do pelotão até à entrada da subida final, alcançando Geschke, e reduzindo a diferença para o 1:30 até à entrada para a subida final, onde abriu para o lado, e deu a vez a Wout van Aert, que entrou na subida final na frente do pelotão. Guillaume Martin sofria para voltar a entrar, após ter tido a necessidade de trocar de bicicleta mesmo antes de começar a subir.

Na frente, Pierre Rolland ficava sozinho após ter atacado Michael Gogl apenas com 2km subidos, e o pelotão ficava cada vez mais selecionado, com o ritmo do belga da Jumbo – Visma. Na parte de trás do pelotão os gregários iam perdendo terreno, com Jan Polanc e Warren Barguil entre os afastados. Gogl era alcançado a 13.7km do final, com Rolland já a apenas 30s, e Guillaume Martin a reentrar no grupo, mas gastando muitas forças para o fazer.

A 13km do final, Nairo Quintana e Egan Bernal sucumbiam ao ritmo da Jumbo, descolando de um grupo ainda com 20 unidades, com Rolland alcançado. O trabalho de van Aert foi monstruoso, deixou toda a gente no elástico e não permitiu que ninguém reentrasse, fazendo lembrar os velhos tempos da Sky. 5 homens da Jumbo, perante os favoritos das outras equipas quase todos eles isolados!

Van Aert fez 9km da subida na frente do pelotão, num esforço brutal, destruiu a Arkea e a Ineos, e deu mostras de toda a sua qualidade! Abriu para o lado a 8.8km do fim, com o seu dever cumprido, e deu a vez a George Bennett, que acabou com Guillaume Martin. O melhor francês na geral lutou, mas acabou por pagar os esforços de reentrar no pelotão, e cedeu a 8km da chegada.

Adam Yates lançou um ataque a 7km da chaegada, e George Bennett acelerou, e abriu para o lado, dando a vez a Tom Dumoulin, que controlou o espaço para o britânico, e colocou os grupo com os favoritos bem alongado, sobrando 11 ciclistas mais Yates na frente: Dumoulin, Roglic, Kuss, Pogacar, Landa, Uran, Porte, Lopez, Mas, Valverde e Bilbao. Yates foi alcançado a menos de 6km para o fim, e Tom Dumoulin continuou a carbura no grupo dos favoritos!

Um ritmo incrível por parte de Dumoulin não deixou ninguém sair, e entraram a todo o gás nos últimos 3km. Bernal por outro lado, perdeu as hipóteses de ganhar o Tour, e levava já 4 minutos de atraso! Os 12 seguiam no grupo comandado por Dumoulin, mas não dava para ninguém atacar com a velocidade imposta pelo holandês, um trabalho absurdo, a quem Roglic terá sem dúvida de agradecer e muito!

Dumoulin liderou a entrada no último km, e Roglic atacou a 600m, com resposta de Pogacar, Porte, Lopez e Kuss, que ainda passou pela frente. mas Porte atacou a 350m, seguido pelos eslovenos e por Lopez, com Kuss a tirar pé. Porte não teve forças para o sprint final, e no 1 para 1 Pogacar bateu o compatriota, levando a segunda etapa nesta edição do Tour, com Porte a ser terceiro a 5s, Lopez quarto a 8s, e os restantes do grupo a chegarem a conta-gotas. Dumoulin foi 12º a 34s, numa etapa brutalíssima do holandês, que o colocou nos 10+ da classificação geral!

Roglic continua na liderança da geral, agora com Pogacar a 40s, e Rigoberto Uran a 1:34. Sam Bennett continua na liderança dos pontos, e Cosnefroy mantém se na frente da montanha, com dois pontos de vantagem para Pogacar e três para Roglic! Na juventude, Pogacar tem agora 2:35 sobre Mas, e 7:45 sobre Bernal, que hipotecou as hipóteses de vencer a classificação geral!

Nelson Oliveira foi 68º a 27:38 de Pogacar, e segue agora em 61º da geral, a 2:08:09 de Primoz Roglic.

Flávio Vale volta a vencer no Passatempo, e sobe a 4º na geral. Daniel Meneses segue líder!

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