O canto do bardo!

O francês Romain Bardet, da Team DSM, venceu a etapa 14 da La Vuelta a España, ao ser o mais forte da fuga do dia! No 2º posto, terminou Jesus Herrada, da Cofidis, com Jay Vine, da Alpecin-Fenix, a fazer 3º!

A etapa 14 da La Vuelta trazia uma jornada de 165.7 km, entre Don Benito e Pico Villuercas, num dia com três subidas categorizadas: uma 3ª categoria para Puerto Berzocama, seguida da 1ª categoria para Puerto Collado de Ballesteros (2.9 km a 13.5 %), e depois a subida final, uma 1ª categoria para Pico Villuercas (14.4 km a 6.3%).

No início da etapa deram-se os primeiros ataques e ao fim de alguns quilómetros formou-se a fuga do dia, composta por 18 corredores: Clément Champoussin, Nicolas Prodhomme (AG2R-Citroën), Jay Vine (Alpecin-Fnix), Jan Tratnik (Bahrain Victorious), Dani Navarro (Burgos-BH), Aritz Bagües (Caja Rural-Seguros RGA), Jesus Herrada (Cofidis), Jens Keukeleire (EF Educaiton Nippo), Xabier Mikel Azparren (Euskaltel-Euskadi), Arnaud Démare, Kevin Geniets (Groupama-FDJ), Tom Pidcock (Ineos Grenadiers), Sep Vanmarcke (Israel Start-Up Nation), Matthew Holmes (Lotto Soudal), Andrey Zeits (Team BikeExchange), Romain Bardet (Team DSM), Dylan Sunderland (Team Qhubeka NextHash), e Ryan Gibbons (UAE Team Emirates). Com a Intermarché-Wanty-Gobert a controlar as operações na frente do grupo principal, a vantagem dos escapados foi crescendo até ultrapassar a barreira dos 10 minutos com 88 km para o final

No topo da subida para Puerto Berzocama a fuga passou na frente, liderada por Bardet, com a margem a rondar os 10 minutos quando faltavam 77 km para a meta.

Na subida seguinte, a difícil ascensão para Puerto Collado de Ballesteros, a fuga desintegrou-se, ficando na frente Bardet, que voltou a somar pontuação máxima, garantindo assim a subida à liderança da classificação da montanha por troca com Damiano Caruso. La atrás, a Jumbo-Visma pegava na corrida e começava a reduzir a diferença, que era de 9 minutos com menos de 70 km para a meta.

No acesso à subida final, com a fuga a reagrupar quase na totalidade, voltaram os ataques entre os fugitivos, com Holmes, Navarro, e Prodhomme a tentarem distanciar trepadores como Bardet. Pouco depois, azar para o homem da Lotto Soudal, com um furo a atrasar um dos três líderes da corrida.

A 40 km do final, o fosso entre a dianteira da corrida e o pelotão explodia para os 11 minutos e ficava claro que seria mesmo a fuga a discutir a vitória. Navarro e Prodhomme levavam agora cerca de 1 minuto sobre os mais diretos perseguidores. Pouco depois, Holmes conseguia recolar na frente, seguindo-se Vanmarcke, formando um quarteto que rodava com 44 segundos de avanço sobre a restante fuga e quase 12 minutos sobre o pelotão, com 30 km para o final. Depois, com a fuga a reagrupar, dá-se nova queda, com Navarro e Vanmarcke a irem ao chão!

No sopé da última ascensão, a 15 km da meta, entrou na frente Prodhomme com 1 minuto de avanço sobre Navarro Gibons e Zeits. Quando o pelotão chegou à subida, a Movistar tomou conta da frente do grupo principal, com Nelson Oliveira a surgir mais uma vez na dianteira! Grande demonstração de força e resiliência do português! Lá na frente, estávamos a menos de 8 km do final, com Prudohomme a rodar com 10 segundos de avanço sobre Zeits e 48 sobre um grupo de sete perseguidores.

A 6 km do final, houve junção na frente entre Bardet, Zeits, e Prodhomme, com o francês da DSM a passar direto, atacando rumo à vitória! Lá atrás, atacava do pelotão Gianluca Brambilla (Trek).

A 2 km do final, Bardet levava 45 segundos sobre Vine e Herrada e parecia selado o regresso aos triunfos em grandes voltas do peso-pluma gaulês, quatro anos depois da vitória na etapa 12 do Tour 2017.

No pelotão vinha para a frente a Cofidis, trabalhando para o ataque de Guillaume Martin à vermelha de Odd Christian Eiking. O aumentar de ritmo da equipa francesa causava um corte no pelotão, com cinco corredores a distanciarem-se dos restantes, com Eiking a passar dificuldades na cauda do grupo principal.

Entretanto, Bardet entrava isolado no quilómetro final com uma vantagem de quase 1 minuto e pouco depois levantava os braços, festejando a terceira vitória da DSM nesta Vuelta! Volvidos 44 segundos chegavam Herrada e Vine, seguindo-se Pidcock a 1:12, com os restantes elementos da fuga a chegarem depois a conta-gotas.

No pelotão, saía frustrado o ataque da Cofidis, com a junção dos grupos e o retomar do controlo por parte da Jumbo-Visma. Depois atacava Miguel Ángel López, com a Jumbo a tentar fecharo espaço, e com Eiking a rodar no último lugar do grupo, lutando para não perder o contacto! Kuss ia aumentando ainda mais o ritmo, preparando o ataque de Primoz Roglic. Mas Superman Lopez ia aguentando com alguns segundos de avanço, apesar da perseguição das abelhas assassinas!

No quilómetro final, Roglic acelerou, com os restantes favoritos na sua roda, tentando ainda alcançar Lopez. O colombiano conseguiu chegar à meta à frente de Rogla e companhia mas apenas por cerca de 4 segundos. Os favoritos chegavam à meta mais de 10 minutos depois do vencedor da etapa.

Na geral, Odd Christian Eiking mantém a vermelha, com 54 segundos de avanço sobre Guillaume Martin e 1:36 sobre Primoz Roglic.

Nelson Oliveira (Movistar) foi o melhor português em 93º a 24:22, Rui Oliveira (UAE Team Emirates) foi 124º, a 27:06.

Amanhã disputa-se a etapa 15, com 197.5 km, entre Navalmoral de la Mata e El Barraco, num dia bem duro, com quatro contagens de montanha, duas delas de 1ª categoria!

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