No melhor pano caiu a nódoa!

O francês David Gaudu (Groupama – FDJ) conquistou hoje a sexta e última etapa da Itzulia Basque Country – Volta ao País Vasco, numa ligação de 111.9km, entre Ondarroa e Arrate! O esloveno Primoz Roglic (Jumbo – Visma) foi o segundo classificado, com o mesmo tempo do vencedor, e garantiu a vitória na classificação geral final. O espanhol Alejandro Valverde (Movistar) foi terceiro, liderando o grupo perseguidor que chegou a 35s.

Dia decisivo da Volta ao País Vasco com uma jornada curta, mas muito montanhosa a esperar o pelotão. Com as subidas perfeitamente espalhadas e sem grandes espaços planos, os ataques começaram desde cedo no pelotão. Hugh Carthy (EF Education – Nippo) foi um dos ciclistas mais ativos, e tentou durante bastante tempo isolar-se para recuperar tempo. As equipas com intenções à etapa e a recuperar tempo foram obrigadas a pegar no pelotão, e a Movistar aproveitou também para lançar Enric Mas e Carlos Verona na frente da corrida, numa fase em que Patrick Bevin (Israel Start-Up Nation), Richard Carapaz (Ineos Grenadiers), Ben O’Connor (AG2R Citroen Team), Omar Fraile (Astana – Premier Tech) e Antwan Tolhoek (Jumbo – Visma) estavam já adiantados e acompanhavam Carthy.

Com Carthy a ser o melhor colocado na geral a mais de 2:30 de McNulty, a UAE Team Emirates não tinha intenções de acelerar a corrida, e manteve-se num ritmo constante, permitindo que a vantagem da fuga crescesse acima de 1 minuto. Mais tempo a equipa de Pogacar queria dar aos escapados, mas as restantes equipas não tinham intenções de perderem mais tempo. Bahrain Victorious e Cofidis lançaram as suas cartas também e o ritmo do grupo voltou a acelerar, reduzindo a vantagem para apenas 15-20s.

A UAE Team Emirates controlou na perfeição todas as movimentações das primeiras 4 subidas, mas um erro crasso da equipa acabou por deitar tudo a perder. Um mau posicionamento após a segunda categoria de Elosua-Gorla foi decisivo, com a equipa de Matxin a relaxar em demasia e a vir até à cauda do pelotão. A Astana aproveitou o mau posicionamento e atacou a descida full gas com Roglic muito atento a seguir na roda e o corte a acontecer. A 60km da chegada, já no final da descida, os grupos eram já bem visíveis e a Emirates atravessava um momento crítico.

Marc Hirschi estava adiantado para controlar Roglic, mas Rafal Majka e Diego Ulissi não duraram muito, e o suíço foi obrigado a baixar para ajudar os líderes. De 20s a vantagem foi crescendo para 30s, e para 30s, e foi Pogacar quem teve de entrar ao serviço na quinta subida do dia, a primeira categoria de Krabelin. O esloveno colocou um excelente ritmo, que deixou McNulty em dificuldades e não esperou pelo norte-americano, já que era previsível que iria fazer melhor que ele na geral. Jonas Vingegaard (Jumbo – Visma) e Adam Yates (Ineos Grenadiers) foram os que melhor o acompanharam, e a vantagem foi caindo para os 15s de diferença. Vingegaard comunicou a aproximação a Roglic, que rapidamente assumiu o controlo da dianteira da corrida e aumentou o ritmo, eliminando adversários do grupo e fazendo a diferença crescer de novo para a casa dos 30s.

McNulty passava por grandes dificuldades para seguir o ritmo e cruzava o topo da subida 1:30 depois de Roglic, que já seguia apenas na companhia de Gaudu e Carthy. Valverde, Mauri Vansevenant (Deceuninck – Quick Step) e Mikel Landa (Bahrain Victorious) juntaram-se ao grupo de Pogacar que ganhou assim preciosos aliados. Na descida e na zona plana, porém, a vantagem acabou por crescer e chegar a 1 minuto, com Pogacar a ter de fazer grande parte do esforço sozinho, até ter reentrado Pello Bilbao (Bahrain Victorious) na companhia de outros líderes.

Marc Hirschi tentando levar Pogacar e McNulty ao grupo de Roglic.

Pogacar ainda se queixou da falta de colaboração dos restantes companheiros de grupo, mas não recebeu grande ajuda. Na frente, era praticamente apenas Roglic quem puxava pelo trio, mas começou a receber o auxílio de Gaudu e Carthy quando a corrida entrou na penúltima das subidas do dia. Valverde tentou atacar e ganhar vantagem ao grupo de Pogacar com 26km para o fim, e acabou por despoletar um bocadinho os adversários, com a vantagem a cair de novo para os 45s, onde acabou por estabilizar.

Na entrada nas rampas não categorizadas, o trio voltou a ganhar uns segundos que rapidamente perdeu com a entrada na subida final onde a corrida se decidiu. David Gaudu entrou ao ataque na subida, e conseguiu eliminar Carthy da disputa, enquanto Roglic se agarrou à sua roda com bastante dificuldade. O duo aproveitou a conjugação de interesses, e Gaudu não teve problemas em levar Roglic para o risco, sabendo que o esloveno lhe daria a vitória na etapa.

Mais atrás, Valverde imitou Gaudu e entrou também ele com tudo na subida, atacando para eliminar os adversários. Com alguma surpresa (ou então não) foi o próprio Pogacar quem melhor respondeu, tendo Vingegaard agarrado a sua roda com tudo o que tinha, e Adam Yates feito a ponte pouco depois. O quarteto seguiu junto até final, recuperando alguns dos segundos que tinham de atraso, mas sem sucesso de alcançar o duo. Carthy foi passado diretamente, e a luta foi pela terceira posição, com Valverde a levar a melhor.

McNulty sofreu a bem sofrer e terminou na 23ª posição, já a 7:57 de Gaudu, o que o atirou para 17ª na classificação geral, terminando assim a 7:46 de Roglic.

Com a prestação no dia de hoje, Roglic assegurou a vitória na classificação geral, dos pontos e da montanha, enquanto o seu colega de equipa Vingegaard venceu a juventude, depois de uma excelente etapa em que foi 6º classificado e assegurou a segunda posição na geral final.

A Jumbo – Visma limpou todas as classificações desta Volta ao País Vasco.

Classificações

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