Nizzolo surpreende e vence uma chegada bastante rápida!

O italiano Giacomo Nizzolo (NTT Pro Cycling Team) venceu hoje a quinta etapa do Tour Down Under, uma ligação de 149.1km com partida em Glenelg e chegada em Victor Harbor, batendo ao sprint o compatriota Simone Consonni (Cofidis) e o irlandês Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep) em 3h32’45”.

Quinta e penúltima etapa deste Tour Down Under, e a última oportunidade para alguns dos sprinters poderem marcar uma vitória neste início de temporada. A etapa de hoje apresentava um perfil de média montanha, com várias colinas ao longo de todo o traçado, no entanto, a única categorizada apresentava o seu topo a 20km do final e era aí que as principais diferenças iam ser feitas.

Uma vez mais a etapa começou a um ritmo muito elevado, com os sprints intermédios posicionados nos primeiros 50kms, a Mitchelton não deixou ninguém sair, com o objetivo de ver Impey bonificar segundos que o levassem à liderança da geral. O sul-africano lutou com o campeão do mundo, Mads Pedersen, que defendia a liderança de Richie Porte, sendo segundo e primeiro, respetivamente, nos dois sprints do dia, o que o levou ao topo da geral virtualmente com dois segundos de vantagem sobre o australiano da Trek.

Logo a seguir ao segundo sprint, um ataque de Rohan Dennis no início de um colina, a levar consigo Simon Yates, o que obrigou Richie Porte a responder, e com ele mais uma série de ciclistas, mas a vantagem não durou muito e a Jumbo-Visma conseguiu fazer o pelotão reencostar já em fase de descida, apenas 5km depois.

Já depois de metade da etapa estar percorrida, tivemos a primeira fuga digna desse nome a formar-se com o campeão do Mundo Mads Pedersen (Trek-Segafredo), Ian Stannard (Team Ineos), Josef Cerny (CCC Team) e Ide Schelling (Bora-Hansgrohe). O quarteto trabalhou bem em busca de ganhar tempo, mas o pelotão nunca lhes deu mais que dois minutos, e o grupo foi alcançado à entrada da única subida categorizada do dia.

Fuga alcançada, início de subida, foi a Mitchelton a impor um ritmo forte com Lucas Hamilton na frente do pelotão e a quebrar este com uma facilidade incrível. A cada pedalada, era possível ver o pelotão a perder elementos, e o grupo que ao topo chegou em primeiro lugar continha apenas 10 ciclistas, mas quer Richie Porte, quer Simon Yates, Daryl Impey, Rohan Dennis ou Pavel Sivakov estavam nesse restrito grupo na frente da corrida.

Mais atrás, alguns dos sprinters poderiam ter ainda uma palavra a dizer na discussão da etapa e a perseguição foi a todo o gás, muito graças à Lotto-Soudal e ao fabuloso trabalho de Thomas de Gendt. O final foi a todo o gás, com muitos pedaços de estrada em ligeira descida e o pelotão a embalar ao ritmo da NTT que com a força dos números ficou sozinha na frente.

Roger Kluge da Lotto-Soudal entregou o pelotão aos metros finais, e atrás dele seguiam Giacomo Nizzolo, Simone Consonni e Ryan Gibbons, mas o sul-africano não aguentou o ritmo e deixou os dois italianos com possibilidade de discutir a etapa, cortando o pelotão em meia dúzia de metros. Lado a lado, Nizzolo partiu com vantagem e Consonni não teve força para bater o compatriota que assim alcançou a primeira vitória da temporada. Michael Morkov ainda lançou Sam Bennett, e o irlandês vinha cheio de força, mas já estava demasiado longe para alcançar a vitória.

Daryl Impey é o novo líder da classificação geral, tendo agora 2 segundos de vantagem sobre Richie Porte e 9 sobre Robert Power. A classificação dos pontos continua ao comando de Jasper Philipsen, enquanto o líder da montanha é Joey Rosskopf e Pavel Sivakov é o melhor jovem.

Amanhã é dia da mítica chegada a Willunga Hill, uma subida da qual Richie Porte gosta particularmente, e na qual vence há 6 anos consecutivos. Conseguirá o australiano voltar a vencer a a volta ao seu país?

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