Não houve sol, mas houve Soler! Grande vitória e liderança na geral!

O espanhol Marc Soler, da Movistar, calou os críticos, vencendo de forma isolada na 3ª etapa do Tour de Romandie, depois de atacar a 10 km da meta, para não mais ser alcançado! O dia foi de chuva intensa e constante, com o ataque do espanhol a ser decisivo, numa fase que o pelotão não conseguia perseguir convenientemente. O pelotão chegou 22 segundos depois de Soler, com Magnus Cort a bater Peter Sagan para o 2º posto.

Rui Costa voltou a terminar entre os melhores, na 10ª posição, ocupando esse mesmo lugar na CG, que agora é liderada por Marc Soler, com 14 segundos de vantagem sobre Geraint Thomas, Richie Porte, e Sonny Colbrelli.

A 3ª etapa do Tour de Romandie apresentava uma ligação de 168.7 km, com partida e chegada em Estavayer, num perfil mais suave do que tinha acontecido nas outras etapas em linha já disputadas, no entanto, será marcado pelo circuito de três voltas com outras passagens pelas subidas de 3ª categoria de Châbles (1.8 km a 6.1 %) e de Les Granges (2.5 km a 7.8%).

O último destes topos surge a 8 km da meta, o que pode dar ideias de ataque a muitos corredores e baralhar as contas das equipas que procurem uma chegada em pelotão compacto.

No início da jornada, os ataques foram mais que muitos, embora sem nenhuma fuga a formar-se desde logo. Ao fim de alguns km, finalmente formou-se a movimentação que marcava a jornada, com o ataque de: Kobe Goossens (Lotto Soudal), Stefan Küng (Groupama-FDJ), Sander Armée (Qhubeka Assos), Matthias Reutimann ( Swiss Cycling), Stefan Bissegger (EF Education), Charles Quarterman (Trek-Segafredo), e Johan Jacobs (Movistar).

A fuga levava 2:20 de vantagem com 120 km para o fim, subindo a margem para os 3:00 a 100 km da meta, com a fuga a entrar no circuito de três voltas, incluindo seis subidas, que iria decidir a corrida.

Trabalhava a equipa do costume no pelotão, a Ineos, colocando Filippo Ganna na perseguição com os restantes homens de negro logo atrás. A fuga chegou aos 4 minutos, altura em que o grupo principal começou a recuperar o atraso para a frente da corrida.

A 50 km do final, os corajosos do dia possuíam apenas 1:16 de vantagem, com a chuva a fazer-se sentir de forma intensa e constante, aumentando de sobremaneira o esforço dos atletas.

Na frente, os três suíços Küng, Jacobs, Bissegger e também o belga Goosens, forçavam o andamento, o que fazia descolar os outros elementos da fuga. O esforço deste quarteto, aliado às dificuldades do pelotão em perseguir de forma efetiva, com a chuva a tornar o piso muito perigoso, faziam a vantagem da fuga voltar a crescer, situando-se nos 2:31 com 44 km para a meta.

A 15 km da meta, azar para Küng, com uma aparatosa queda causada pelos lençóis de água na descida. O campeão suíço saiu literalmente disparado, escorregando pela estrada antes de dar um salto num banco de relva à beira da estrada. A queda não pareceu ter consequências de maior, além claro de arredar King Küng da luta pela etapa.

Na frente da corrida, à entrada da subida final, ficou apenas o homem da Lotto-Soudal, Goosens, seguindo isolado a 12 km da meta, com 37s de avanço sobre o grupo principal.

A 10 km da meta, acelerava Fausto Masnada, com o pelotão a alinhar atrás de si. Era então apanhado Goosens, o último sobrevivente da fuga, ainda antes do topo da ascensão.

Quem também estava em dia de azar era Rohan Dennis, igualmente vítima de queda antes da última subida, pedalando em esforço, com o fato rasgado e feridas bem evidentes. Era um dia de sofrimento para todos e a Ineos via agora não só o líder da corrida, mas também aquele que tem sido o verdadeiro capitão da formação, perseguindo, fechando espaços, protegendo os seus líderes, ficar atrasado numa fase crucial.

Perto do cimo da subida, atacava Marc Soler (Movistar), seguido de Gorka Izagirre, com a Ineos a assumir a frente do pelotão através de um dos líderes, Richie Porte, deixando protegido Geraint Thomas. Depois de tanto controlo, a formação britânica podia ver a liderança fugir para as mãos da equipa espanhola.

Soler acabou por conseguir uma margem de cerca de 30s que se revelou suficiente para as suas aspirações. Sobre a meta, o espanhol ergueu-se e festejou, encostando depois o dedo aos lábios, como que a silenciar os seus críticos!

Volvidos 22 segundos, chegava o pelotão, bastante reduzido, com Magnus Cort (EF Nippo) a bater Peter Sagan (Bora) para o 2º posto da jornada. Rui Costa voltou a terminar perto da frente, fechando com o 10º posto da jornada. Na CG, o campeão português, que era 12º, sobe duas posições, entrando agora no top 10 da prova, com 24 segundos de atraso para o líder.

Líder esse que é agora Marc Soler, com 14 segundos de vantagem sobre o trio que se segue na tabela geral: Geraint Thomas e Richie Porte, da Ineos, e Sonny Colbrelli, da Bahrain.

Amanhã disputa-se a 4ª etapa, naquela que será a jornada rainha da competição e que será fulcral para a definição do vencedor. Serão 161.3 km, entre Sion e Thyon, com duas subidas de 1ª categoria e a ascensão final de categoria especial, um monstro de 20.7 km e 7.6 % de inclinação média, e que irá coincidir com a meta!

Classificação Completa

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Releated

Please turn AdBlock off  | Por favor desative o AdBlock