Moscon vence 1ª dos Alpes graças a uma benesse norueguesa!

O italiano Gianni Moscon, da Ineos Grenadiers, venceu a 1ª etapa da 45ª edição do Tour of the Alps, concretizando um ataque a 4 km da meta! Perante o pelotão a aproximar-se rapidamente, Moscon aproveitou a ataque de Idar Andersen (Uno-X Pro Cycling Team), para se colocar na roda do norueguês antes de lançar o seu sprint, vencendo com curta margem sobre Andersen e sobre o restante pelotão.

A 1ª etapa da Volta aos Alpes de 2021 consistia numa ligação de 140.6 km entre Brixen e Innsbruck, num percurso de média montanha pontuado pela subida a Brenner (contagem de 2ª categoria), na primeira metade da jornada, e por um circuito com duas ascensões a Axams (uma delas com estatuto de 3ª categoria), na metade complementar.

Como seria de esperar numa Volta aos Alpes, a 1ª etapa começou, logo a partir do km 0, em ascensão. Nesses km iniciais, surgiram alguns ataques e a fuga do dia formou-se rapidamente, tendo sido composta por 3 elementos: Alessandro De Marchi (Israel Start-Up Nation), Marton Dina (Eolo-Kometa), e Felix Engelhardt (Tirol-KTM).

Alessandro De Marchi, Marton Dina, e Felix Engelhardt, os integrantes da fuga do 1º dia de Volta aos Alpes (Foto: Getty Images)

O pelotão estava satisfeito com a situação de corrida, permitindo à fuga que aumentasse a sua vantagem para a casa dos 5 minutos. No grupo principal, ia controlando a Astana, a equipa cazaque que apresenta Aleksandr Vlasov como chefe de fila para esta competição, mas também nomes interessantes como Fabio Felline, Harold Tejada, ou o campeão espanhol Luis Leon Sanchez, o que oferece várias hipóteses para atacar as etapas.

No cimo da subida de Brenner, com o pelotão a enfrentar muita neve, passou em primeiro De Marchi, garantindo assim a liderança da classificação da montanha no final da jornada.

A 75 km do fim, com BikeExchange e Bahrain a juntarem-se à perseguição, a vantagem dos escapados caía para os 3 minutos.

A 50 km da meta, a diferença era de apenas 1 minuto, e o destino da fuga parecia fadado ao insucesso.

No circuito final, com a primeira ascensão a Axams, De Marchi mostrou que era claramente o homem mais forte da fuga, deixando os seus dois companheiros de ataque para trás, e encetando um desafio de 35 km em solitário. No cimo da subida, o homem da Israel possuía 1:35 de vantagem sobre o pelotão.

Nos km seguintes, o italiano deu tudo para se manter com uma vantagem confortável antes da segunda ascensão a Axams.

A 22 km do final, a margem de De Marchi era de menos de 1 minuto, e começavam os ataques no pelotão, para infortúnio do italiano. Primeiro foi Karel Vacek (Qhubeka Assos) e depois Hugh Carthy (EF Nippo), embora sem grande consequência, seguindo-se Sergio Martin (Caja Rural) e Attila Valter (Groupama-FDJ), com o espanhol e o húngaro a conseguirem alcançar De Marchi. O pelotão rolava, contudo, apenas alguns metros atrás do trio, anulando-o rapidamente.

Estávamos a 18 km do final, e os ataques continuavam a surgir em catadupa, agora com nomes como Felix Grossschartner (BORA), Nicolas Roche (Team DSM), ou Luis Leon Sanchez (Astana). Quem também ia mostrando as cores da sua camisola era o Iceman de Pegões, Ruben Guerreiro (EF Nippo), muito atento numa etapa que estava completamente em aberto. Sem grandes sprinters em prova, o final em plano desta 1ª etapa permitia a muitos corredores terem uma grande oportunidade para arrecadar uma importante vitória. Apesar de alguns homens rápidos no grupo, como Enrico Battaglin (Bardiani) ou Fabio Felline (Astana), ciclistas com boa ponta final com Ruben Guerreio eram um claro perigo para o sprint.

Após uma série de ataques, um grupo de quatro corredores conseguiu isolar-se, com Pello Bilbao (Bahrain), Santiago Umba (Androni), Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo), e Daniel Savini (Bardiani). Este grupo conseguiu abrir um espaço de alguns segundos sobre o pelotão, mas lá atrás continuavam mais e mais ataques, num final completamente diabólico!

A 9 km do final, os quatro da frente levavam 10 segundos de avanço e, com a situação mais calma no pelotão, pareciam ter alguma hipótese de discutir a etapa. Ineos, Ag2R, e Caja Rural trabalhavam no grupo principal, mas a vantagem dos fugitivos abria para os 14 segundos com 6 km para o fim.

O trabalho de perseguição resultou e, com 4 km para a meta, o pelotão anulou a fuga. Nesse ponto, atacou Gianni Moscon (Ineos), acelerando em potência na última pequena inclinação da etapa e entrando a grande velocidade na parte rápida que iria encerrar a etapa. Moscon reside na região de Innsbruck, pelo que teria já certamente estudado o ataque neste ponto preciso da jornada.

Com 2 km para a meta, Moscon seguia com 6 segundos sobre o pelotão e parecia difícil de o italiano conseguir prevalecer perante o numeroso grupo.

À entrada do km final, arrancou do pelotão Idar Andersen, da Uno-X, alcançando Moscon, o que acabou por se revelar precioso para o italiano. Os dois colaboraram durante alguns metros e tinham a vitória à sua mercê. No sprint a dois, Moscon fez valer a sua experiência, arrancando de forma decisiva perante a distração de Andersen. O italiano acaba por vencer de forma tranquila, com Andersen atrás de si, e logo de seguida o pelotão, liderado por Alexandr Riabushenko (UAE-Team Emirates).

O ataque do norueguês permitiu a Moscon ter uma pequena colaboração nos metros finais, mas fundamentalmente concedeu-lhe alguns segundos na roda antes do sprint, o que foi decisivo para que o homem da Ineos pudesse regressar às vitórias, o que já não sucedia desde outubro de 2018, quando venceu o Tour de Guangxi.

Destaque para Ruben Guerreiro, que esteve em bom plano durante a jornada e que acaba por fechar no 8º lugar da etapa.

Amanhã, disputa-se a 2ª etapa da Volta aos Alpes, com 121.5 km entre Innsbruck e Feichten im Kaunertal, num dia com muita montanha e um final em alto que promete muita emoção!

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