Mollema replica Lombardia de 2019 e vence o Trofeo Laigueglia!

O holandês Bauke Mollema (Trek – Segafredo) venceu a 58ª edição do Trofeo Laigueglia, uma das clássicas italianas que mais atrai as equipas World Tour pelo seu perfil ofensivo, chegando isolado à linha de meta. O segundo lugar foi para o colombiano Egan Bernal (INEOS Grenadiers) e o terceiro para o belga Mauri Vansevenant (Deceuninck – QuickStep), ambos a 39s do vencedor.

Dia de Trofeo Laigueglia, uma prova que trazia um pelotão muito interessante com Deceuninck – QuickStep, Ineos Grenadiers, Groupama – FDJ, Trek – Segafredo, Bahrain Victorious, AG2R Citroen ou Cofidis a serem as equipas de maior relevo, que apresentavam algumas das suas melhores cartas. O dia prometia espetáculo, ataques e contra-ataques, e assim foi!

A luta pela fuga do dia foi intensa, e só após o km25 se definiu a escapada com 12 homens a ganharem avanço ao pelotão. Nikita Stalnov (Astana – Premier Tech), Nicolas Edet (Cofidis), Mattia Bais (Androni Giocattoli – Sidermec), Mulu Kinfe Hailemichael (Delko), John Archibald (EOLO – Kometa), Unai Cuadrado (Euskaltel – Euskadi), Mathias Vacek (Gazprom – RusVelo), Veljko Stojnic e Alessandro Iacchi (Vini Zabù), Niccolò Salvietti (MG Kvis VPM), Davide Persico (Team Colpack Ballan) e Juri Hollmann (Movistar) ganharam mais do que quatro minutos ao pelotão, mas estiveram sempre controlados, e eles próprios sabiam que não iam ter sucesso no dia.

A vantagem foi progressivamente reduzindo-se, mas a decisão da corrida deu-se com a entrada no duro circuito final. Enquanto na frente Edet selecionava o grupo, aguentando-se apenas Bais e Hollmann com ele, no pelotão eram Egan Bernal (INEOS Grenadiers) e Giulio Ciccone ao ataque, a fazer a primeira grande seleção do dia. O pelotão partiu-se com um conjunto de uma dúzia de trepadores a ganhar vantagem, mas com a falta de colaboração foram alcançados por um pequeno pelotão de 50 ciclistas à entrada de nova volta.

A Deceuninck – QuickStep assumiu a frente na entrada da primeira subida da segunda volta, mas Nairo Quintana (Arkea – Samsic) deu ordens a Diego Rosa para acelerar mais na frente, e o italiano não se fez rogado e tomou a dianteira do pequeno pelotão. Enquanto na frente Hollmann cedia e perdia terreno, o pelotão tinha uma subida um pouco mais calma, e era Ciccone que tentava ganhar vantagem a descer, acabando por não ter grande sucesso, com Hollmann a ter um espaço para respirar e encostar em Bais e Edet.

A terceira volta começou efetivamente a decidir a corrida. Eddie Dunbar (INEOS Grenadiers) atacou para abrir caminho a Egan Bernal, e levou na roda James Knox (Deceuninck – QuickStep) e Clement Champoussin (AG2R Citroen Team). O francês aproveitou o embalo e continuou a acelerar, e o pequeno pelotão teve mesmo de reagir, com Egan Bernal, Giulio Ciccone e Biniam Girmay (Delko) a lançarem-se em busca do francês, mas só Bernal conseguiu lá chegar. Faltavam 22km para a chegada e assistimos a três ataques consecutivos de Bernal, mas nenhum deles teve o condão de destruir Champoussin que se aguentou com todas as suas forças! Um pequeno grupo colocou-se atrás, a pouco mais de 12s, com Mollema, Ciccone, Vansevenant, Mikel Landa (Bahrain Victorious) e Girmay, que depois acabariam por juntar ao duo da frente já na descida. Valentin Madouas (Groupama – FDJ) estava mais atrás, mas reentrou também, e os 8 preparavam-se para entrar na última volta para discutir a corrida. Porém…

A 16.8km da chegada Bauke Mollema, inspirado pela sua vitória na Il Lombardia de 2019, atacou, sem resposta dos adversários, e abriu 30s de espaço até à entrada da última subida, onde os ataques dos adversários aconteceram, mas não tiveram o condão de o alcançar. Egan Bernal lançou-se com toda a força, e teve de ser Clement Champoussin a dar tudo de novo para voltarem a encostar nele, agora apenas com a companhia de Landa e Vansevenant, enquanto Ciccone encostou mas no seu ritmo. Landa ainda tentou atacar, mas não deu em nada, e o grupo cruzou o topo a 18s de Mollema.

Daí para a frente, o holandês cavalgou até à meta em solitário, e atrás a colaboração não era suficiente para o alcançarem, pelo que a luta ficou reduzida aos lugares mais baixos do pódio. Ciccone poupou forças com o colega de equipa na frente, mas lançou o seu sprint muito cedo, e foi ultrapassado por Bernal, Vansevenant e Champoussin, tendo fechado apenas na 5ª posição, 39s depois de Mollema.

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