Mohoric conquista a segunda e dá chapada nos críticos!

O Campeão Nacional Esloveno, Matej Mohoric (Bahrain Victorious) conquistou a décima nona etapa do Le Tour de France, uma ligação de 207km entre Mourenx e Libourne, após mais uma fuga de sucesso. Mohoric triunfou em solitário, com o francês Christophe Laporte (Cofidis) e o dinamarquês Casper Pedersen (Team DSM) a serem segundo e terceiro, respetivamente, já a 58s do vencedor.

A etapa 19 do Tour de France apresentava uma ligação de 207 km, praticamente plana, entre Mourenx e Libourne. A única dificuldade montanhosa do dia era uma contagem de 4ª categoria colocada logo no início da tirada.

A jornada começou da pior maneira, com uma queda a envolver diversos corredores, embora sem consequências de maior. Com o pelotão ainda a agrupar-se, alguns corredores aproveitaram para tentar escapar na frente, o que levou o camisola amarela, Tadej Pogacar, a persegui-los e a colar na roda dos atacantes, visivelmente descontente com a atitude pouco ética. O jovem esloveno mostrava o seu carisma e a sua capacidade de liderança, assumindo-se como um verdadeiro patrão do pelotão.

Um pouco depois, formou-se mesmo aquilo que parecia ser a fuga do dia, com o ataque de seis atletas: Julien Bernard (Trek-Segafredo), Matej Mohoric (Bahrain-Victorious), Jonas Rutsch (EF Education-Nippo), Simon Clarke (Qhubeka-NextHash), Franck Bonnamour (B&B-KTM), e Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty Gobert).

A 176 km do final, havia uma margem de 4:17 entre fuga e pelotão, com a Alpecin-Fenix a assumir a perseguição no grupo principal. Passado alguns quilómetros, nova queda a envolver muitos ciclistas, entre eles Enric Mas e Sonny Colbrelli, com o pelotão a ficar fracionado em vários grupos. Na frente do pelotão ia puxando a Alpecin-Fenix, com Pogacar novamente a subir no grupo e a pedir para a equipa belga reduzir o andamento de modo a quem vinha atrasado poder reintegrar o grupo. No entanto, havia uma fuga para apanhar, pelo que o trabalho da Alpecin continuou, embora num ritmo ligeiramente mais moderado.

No sprint intermédio do dia, em ligeira subida, passou a fuga na frente, e depois houve luta no pelotão, com Matthews e Colbrelli a recuperarem alguns pontos face a Cavendish.

A 144 km da meta, com a fuga a 4 minutos do pelotão, alguns ciclistas decidiram tentar do grupo principal, sendo que a Alpecin-Fenix, que vinha controlando toda a jornada, decidiu que não iria estar a trabalhar o dia todo, preferindo abdicar da perseguição, colocando também um homem ao ataque.

Vinha para a frente do pelotão a equipa de outro sprinter, a Team DSM, de Cees Bol. No entanto, logo de seguida começou um autêntico “armageddon”, com uma rajada de ataques na frente do pelotão. Parecia que estávamos novamente no início da etapa, assim como a guerra pela fuga! Com a Deceuninck Quick-Step claramente desinteressada em controlar a etapa, assim como as restante equipas dos sprinters, muitas das formações que não estavam representadas na fuga tentavam colocar alguém na frente. A vantagem dos escapados ia baixando para os 3:18, com 135 km para o final.

A 129 km do final, um grande grupo conseguiu escapar do pelotão, arrancando na perseguição aos seis da frente. No grupo principal, puxava agora a Israel Start-Up Nation do aniversariante André Greipel, e também a BikeExchange e a Bahrain-Victorious, que apesar de ter Mohoric na frente sabia que um grupo bem perigoso ia no encalço da frente da corrida. No grupo perseguidor seguiam nomes como Valverde, Cortina, Walscheid, Laporte, Fraile, Van Avermaet, Teunissen, Mads Pedersen, Stuyven, Politt, Van Moer, e também Davide Ballerini, num sinal que a Deceuninck não iria com certeza perseguir a fuga. A etapa ia sendo tudo menos tranquila para quem esperava um dia calmo na véspera do contrarrelógio, com a média da corrida próxima dos 50 km/h!

O grupo intermédio ainda conseguiu uma vantagem de 1 minuto sobre o pelotão, mas o grupo principal acabou por encurtar essa margem, assim como para a frente da corrida. Com 102 km para a meta, a situação de corrida caracterizava-se por um grupo de seis na frente, com o grupo perseguidor a 15 segundos e o pelotão a 1 minuto. Os homens mais adiantados olhavam para trás, esperando pela chegada dos perseguidores, na antecipação de um segundo fôlego na luta pela etapa.

A junção deu-se mesmo na frente, a 100 km da meta, mas o pelotão estava logo atrás, rodando a 36 segundos. No entanto, o grupo principal não fechou o espaço e a margem voltou a crescer, chegando aos 2 minutos com 83 km para o fim e começando depois a crescer de modo expressivo.

A 55 km da meta, o fosso chegava aos 10 min, e a vitória ia ser então discutida pela grupo composto por: Mike Teunissen (Jumbo-Visma), Julien Bernard, Jasper Stuvyen, Edward Theuns (Trek-Segafredo), Davide Ballerini (DQS), Nils Politt (Bora-Hansgrohe), Christophe Laporte (Cofidis), Silvan Dillier (Alpecin-Fenix), Michael Valgren, Jonas Rutsch (EF Education-Nippo), Elie Gesbert (Arkea-Samsic), Casper Pedersen (DSM), Brent Van Moer (Lotto-Soudal), Ion Izagirre (Astana), Simon Clarke, Max Walscheid (Qhubeka-NextHash), Anthony Turgis (TotalEnergies), Franck Bonnamour (B&B-KTM), Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty Gobert), e Matej Mohoric (Bahrain Victorious).

Iam começando os ataques entre os homens da frente, com ofensivas e contra-ofensivas, numa guerra aberta pelo prémio tão cobiçado. Entre várias movimentações, aquela que acabou por se fixar na frente foi a do inevitável Mohoric, o campeão esloveno que já tinha vencido uma etapa nesta edição. A 13 km da meta, o homem da Bahrain-Victorious rodava com um avanço de 40 segundos sobre os mais diretos perseguidores, com o pelotão já a mais de 16 minutos!

Não havia entendimento no grupo de perseguição, o que ia beneficiando o líder da corrida, já começava a sentir a vitória no bolso! A margem crescia para 52 segundos com 7 km para o risco. O Campeão Esloveno cavalgou então para novo triunfo neste Tour de France, e venceu a etapa 19, a sua segunda nesta edição, com um festejo um pouco polémico, após as buscas feitas por suspeitas de doping às instalações e autocarro da equipa Bahrain Victorious. Na luta pela segunda posição, Christophe Laporte levou a melhor sobre Casper Pedersen e Mike Teunissen, eles que se isolaram dos restantes adversários de fuga com quem seguiam já nos últimos kms da etapa.

O pelotão acabaria por cortar a linha de meta sem qualquer corte, comandado por Marc Hirschi e Rui Costa (UAE Team Emirates), já a 20:50 do vencedor.

Ruben Guerreiro (EF Education – Nippo) foi 85º e segue na 18ª posição da classificação geral.

Nas classificações, mantém-se tudo igual, com Pogacar a liderar a geral, montanha e juventude, e Mark Cavendish (Deceuninck – Quick Step) a caminhar para a conquista da sua segunda camisola dos pontos.

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