Michael Storer triunfa na chegada inaugural ao Balcon de Alicante! Roglic segura Vermelha por 8s!

Michael Storer, da Team DSM, venceu a etapa 7 da La Vuelta, concretizando a grande fuga que marcou a jornada! Na difícil subida final, o corredor australiano conseguiu prevalecer, deixando no 2º posto o espanhol Carlos Verona, da Movistar, e em 3º o russo Pavel Sivakov, da Ineos.

A etapa 7 da Volta a Espanha trazia uma jornada de 152 km, entre Gandía e Balcón de Alicante, num dia com seis contagens de montanha, duas delas de 1ª categoria, incluindo a subida final, que iria coincidir com a meta.

A etapa até começou num ritmo tranquilo, mas tal deveu-se apenas aos ciclistas estarem a aguardar pelo início da primeira subida do dia, uma montanha de 1ª categoria com 9.4 km a 6.2%. Ainda antes da subida, um grupo de oito corredores ainda conseguiu sair, mas com o início da ascensão, a movimentação foi anulada, com os ataques a sucederem-se em catadupa e o pelotão a fragmentar-se em vários grupos.

Depois de uma situação algo indefinida, ficava na frente um grupo de seis, com Geoffrey Bouchard (AG2R-Citroën), Diego Camargo (EF Education Nippo), Harm Vanhoucke (Lotto Soudal), e um trio da Team DSM, Thymen Arensman, Chris Hamilton, e Michael Storer. Um pouco atrás, depois de alguns momentos nervosos no seio dos favoritos havia alguma acalmia, e a fuga conseguia ganhar uma vantagem superior a 1 minuto.

No entanto, havia formações que não estavam satisfeitas, como a UAE-Team Emirates, que se pôs ao trabalho para reduzir o espaço para a frente, acabando por conseguir quebrar o já muito reduzido pelotão. Saía do grupo principal um conjunto de 23 corredores, que encetava a perseguição aos seis da frente. Neste grupo seguiam: Nelson Oliveira e Carlos Verona (Movistar), Sepp Kuss (Jumbo), Stan Dewulf (AG2R), Jay Vine (Alpecin), Alex Aranburu, Gorka Izagirre (Astana), Jack Haig (Bahrain), Felix Grossschartner (BORA), Jonathan Lastra (Caja Rural), Fernando Barcelo, Jesus Herrada (Cofidis), Lawson Craddock (EF), Pavel Sivakov (Ineos), Simone Petilli (Intermarché), Andreas Kron, Steff Cras (Lotto), Andrey Zeits (BikeExchange), Romain Bardet, Martijn Tusveld (DSM), Kenny Elissonde (Trek), Jan Polanc, e Matteo Trentin (Emirates).

Já dentro dos 100 km finais, deu-se a junção na frente da corrida, ficando um grupo de 29 (!) ciclistas na dianteira, com a DSM a colocar cinco homens na luta pela etapa. O melhor colocado do grupo era Polanc a 1:42 e, com a vantagem a a ultrapassar os 2 minutos, era o homem da Emirates o líder virtual da classificação geral. No pelotão, ia controlando as operações a Jumbo-Visma, com Robert Gesink ao comando. Na segunda subida do dia, uma contagem de 3ª categoria, houve luta entre franceses, com Bardet a bater Elissonde.

A fuga do dia passando por uma localidade espanhola.

No grande grupo da frente, era Trentin que impunha um ritmo alto em prol de Polanc, e a vantagem crescia para os 3 minutos. A DSM colocava também pelo menos um homem na ajuda ao italiano da Emirates.

Na contagem de 2ª categoria para Puerto de Tudons, o mais forte foi Polanc, batendo Bardet para arrecadar a pontuação máxima. Estávamos a 69 km do fim, e a margem para o pelotão era de 3:28, uma vantagem que se manteve constante nos 20 km seguintes. Por esta altura, era o britânico Hugh Carthy (EF Education – Nippo) a abandonar, ele que não teve um começo de Vuelta nada fácil e hoje acabava por se retirar da corrida, estando bastante abaixo do nível a que já nos habituou.

Os ciclistas entravam depois na subida de 2ª categoria para Puerto El Collao, onde a DSM ia forçando o ritmo, fazendo uso dos seus números, o que ia causando algumas vítimas no grupo da frente. O pelotão rodava a quase 4 minutos da frente, ainda com Gesink a impor um ritmo constante.

A meio da subida, a Movistar vem para a frente e ataca do pelotão com Rojas e Valverde, sendo esta dupla seguida por Carapaz e Yates, no entanto, Gesink aumentou o ritmo e fechou o espaço. Pouco depois, queda aparatosa para Valverde numa zona em descida, com o veterano a sair disparado numa zona de terra batida e por pouco a não cair de uma altura bem considerável.

Nesse momento, atacava Ángel López, com Carapaz e Roglic a seguirem na sua roda, no entanto, pouco depois eram alcançados pelo restante grupo de favoritos.

No topo da subida, a 40 km do final, passou Bardet em primeiro, conseguindo assim ascender à liderança da classificação da montanha, com o pelotão a rodar a 3:44 do grupo de fugitivos. Lá mais atrás, Valverde retomava a corrida, com marcas bem visíveis da queda e em grande esforço, com dois companheiros a ajudá-lo a tentar recolar no grupo principal. No entanto, o veterano “Bala” acabaria por se ver obrigado a abandonar, encostando e baixando a cabeça, numa imagem forte de desespero e desilusão!

Lá na frente, lançava-se Craddock ao ataque, com Storer e Sivakov a seguirem atrás de si, abrindo-se um espaço de 30 segundos para a restante fuga. Depois da queda de Valverde, o ritmo do pelotão tornou-se claramente mais moderado, e a vantagem da fuga crescia para 4:40 com 27 km para o final. A Movistar estava agora compreensivelmente mais escondida e era a Jumbo novamente a controlar a frente do grupo principal.

O trio da frente entrava na penúltima subida de dia, uma contagem de 3ª categoria, com 1 minuto de avanço sobre a restante fuga e quase 5 sobre o grupo de favoritos. O grupo de perseguidores reduziu a sua desvantagem até praticamente alcançar o trio da frente, no entanto, Storer atacou e Sivakov seguiu, abrindo-se novamente um espaço para a restante fuga.

Já na subida final, a 7 km do final, mudança de figurino na frente do pelotão, com a Astana a vir para a frente. Lá na frente, dois homens do grupo perseguidor conseguiram fazer a ponte para a frente, ficando um quarteto com Kron, Verona, Sivakov, e Storer.

Depois vinham os 4 km finais, os mais duros da subida final, com o pelotão a rodar a 4 minutos da frente da corrida. A 3km do final, ataca Storer, enquanto no pelotão Kruijswijk colocava o pé no acelerador, com Roglic na sua roda. O grupo de favoritos ficava reduzido a cerca de 20 corredores.

Storer entrou isolado no quilómetro final, lutando com todas as forças para se manter na frente nas duras inclinações finais. Na perseguição seguia Verona, perto mas não suficientemente perto! Lá atrás, atacava Yates, com Roglic e restantes favoritos a segui-lo. Ia passando dificuldades Mikel Landa, assim como Ciccone, Carapaz, Aru, e Guillaume Martin.

No final, Storer foi mesmo mais forte, chegando isolado aos metros finais em plano, levantando os braços para um grande triunfo! Depois chegou Verona, com pouco mais de 20 segundos de atraso. O 3º foi Sivakov, já a 1 minuto de Storer, com vários escapados a chegar de seguida, já a conta-gotas. Felix Grossschartner era sétimo, a 1:32, e ameaçava roubar a Camisola Vermelha a Roglic.

Depois, chegava o grupo dos favoritos, com seis corredores apenas e Adam Yates ao comando, com Roglic na sua roda, perdendo apenas 3:33 para o vencedor, e a segurar a liderança por apenas 8s sobre o austríaco. Entre os derrotados do dia, Aleksandr Vlasov (Astana – Premier Tech) limitava muito bem as suas perdas e cedia apenas 13s, mas era uma vez mais Mikel Landa (Bahrain Victorious) quem perdia terreno na estrada e chegava a 30s de Roglic.

Nelson Oliveira (Movistar) teve mais um dia de muito trabalho e foi 59º a 11:42, enquanto Rui Oliveira (UAE Team Emirates) foi 114º a 26:29.

Roglic segue então na liderança da geral com 8s sobre Grossschartner que agora é segundo, com Egan Bernal (Ineos Grenadiers) a permanecer como o melhor jovem. Pavel Sivakov (Ineos Grenadiers) é o novo líder da montanha e Jasper Philipsen (Alpecin – Fenix) segue na liderança da classificação por pontos.

Amanhã disputa-se a 8ª etapa da Vuelta, com 173.7 km, entre Santa Pola e La Manga del Mar Menor, num dia maioritariamente plano onde os sprinters deverão discutir a vitória, mas onde o vento poderá voltar a fazer diferenças.

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