Merlier vence em Limburgo! Erro colossal da organização trama Van Moer!

O belga Tim Merlier, da Alpecin-Fenix, venceu a clássica Ronde van Limburg, batendo o britânico Danel McLay (Arkéa-Samsic) e o alemão John Degenkolb (Lotto Soudal) no sprint reduzido que encerrou a jornada! O final fica marcado, contudo, por um tremendo erro da organização, uma vez que, a 500 m da meta, com a vitória praticamente entregue ao fugitivo Brent van Moer, dois elementos que sinalizavam o percurso deram a indicação ao ciclista da Lotto Soudal para virar no sítio errado, o que lhe custou uma épica vitória!

A clássica do Tour de Limburgo representa uma prova com largos pergaminhos na história do ciclismo belga, com a sua incepção a recuar a 1919. Recorde-se que a edição de 2020 foi cancelada, sendo que em 2019 o vencedor tinha sido Eduard-Michael Grosu.

Para 2021, a organização selecionou um percurso de 199.8 km, que partia de Hasselt para terminar em Tongeren. Pelo caminho, os corredores encontravam uma larga coleção de subidas, curtas, mas íngremes, e ainda um total de oito setores de empedrado.

Perfil do Tour de Limburgo

A fuga da jornada apenas se formou ao fim de 60 km de corrida, graças ao ataque de Bret van Moer (Lotto Soudal), Cedric Beullens (Sport Vlaanderen-Baloise), e Sven Burger (BEAT Cycling). A fuga ganharia depois mais elementos, nomeadamente Frederik Backaert (B&B Hotels), Alex Colman (Sport Vlaanderen-Baloise), e Jules Hesters (Beat Cycling), com Sven Burger, por sua vez, a perder contacto com a frente da corrida.

A 16 km da meta, Van Moer arrancou isolado, pedalando com convicção e classe por asfalto e empedrado, em direção a uma épica vitória! A 3 km do risco, o jovem belga levava ainda 25 segundos de avanço sobre o pelotão, com a Uno-X e a Arkéa-Samsic a comandarem a perseguição.

À entrada do km final, Van Moer tinha ainda 10 segundos de vantagem, e a vitória parecia estar no bolso do belga. Apesar do ritmo elevado a que seguia o pelotão, o final sinuoso tornava praticamente impossível ao grupo principal eliminar a movimentação do jovem talento do contrarrelógio. No entanto, ao chegar a uma bifurcação, já dentro dos 500 m finais, dois elementos que faziam a sinalização do percurso deram a indicação clara a Van Moer para virar à direita em vez de seguir em frente, num erro muito grave que custou ao ciclista uma vitória que seria épica!

Van Moer descarregou a sua justificável frustração no guiador da sua bicicleta, não chegando sequer a cruzar a meta, visivelmente abalado com o sucedido! Também o diretor da formação belga estava compreensivelmente furioso após o final!

Assim, acabou por haver sprint no pelotão, onde seguiam cerca de 30 unidades, com a Arkéa-Samsic a lançar primeiro o seu ataque, mas com o favorito Tim Merlier a posicionar-se bem, acabando por prevalecer sobre Daniel McLay e John Degenkolb! Ao cruzar a meta, o belga estava também ele um pouco perdido, fazendo uma expressão como que perguntando: “Ganhei ou não?!”

No final, Merlier confessou que esteve prestes a enganar-se no percurso, à imagem de Van Moer, dizendo que não tinha percebido se o fugitivo se tinha enganado ou se tinha sido alcançado pelo pelotão. Apenas por sorte não acabou todo o pelotão por ser enganado pelas indicações da organização perto do final!

Em prova estiveram dois portugueses, os jovens Diogo Barbosa e Pedro Andrade, ambos da Hagens Berman Axeon, sendo que nenhum deles terminou a corrida.

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