Marque conquista Torre e é o novo camisola amarela!

O espanhol Alejandro Marque, da Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel, venceu a etapa 3 da Volta a Portugal, ao ser o mais forte na subida para a Torre da Serra da Estrela. No segundo posto, já a mais de 1 minuto, terminou o uruguaio Mauricio Moreira, da Efapel, ele que chegou juntamente com o porto-riquenho Abner Gonzalez, da Movistar, 3º na jornada. Desta forma, Marque sobe à liderança da Grandíssima, com 51 segundos de avanço sobre Moreira.

A etapa 3 da Grandíssima trazia uma jornada bem especial, com uma ligação de 170.3 km, entre a Sertã e a Torre da Serra da Estrela. Pelo caminho, os ciclistas encontravam três contagens de montanha bastante acessíveis, uma de 4ª categoria e duas de 3ª, antes da subida final, uma ascensão de categoria especial com 20.2 km a 6.5 % de pendente média.

Antes do início da etapa, chegaram más notícias, com a saída de prova da formação da Caja Rural, na sequência de dois testes positivos à Covid19.

No início da corrida, deram-se os primeiros ataques, com muitos ciclistas a tentarem formar a fuga do dia. Ao fim de alguns quilómetros haveria de se formar um grupo de 11 corajosos, com: Iker Ballarin (Euskaltel-Euskadi), Juan Lopez-Cozar (Burgos-BH), Edo Goldstein (Israel Cycling Academy), Pedro Paulinho (Tavfer-Measindot-Mortágua), Rui Rodrigues (Louletano), Rafael Silva e Bruno Silva (Antarte-Feirense), César Fonte e Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO), Hugo Nunes (Radio Popular Boavista), e Marcelo Salvador (LA Alumínios). Este grupo conseguiu alcançar alguma folga na frente da corrida, com a Efapel a controlar o andamento no pelotão.

Na primeira meta volante do dia, em Oleiros, o primeiro a passar foi Luís Gomes. Depois, na primeira contagem de montanha, uma subida de 4ª categoria, foi César Fonte o mais forte, no entanto, o homem da formação da Oliveirense acabaria por ser desclassificado por sprint irregular, depois de encostar Hugo Nunes à beira da estrada.

Na segunda contagem de montanha, uma 3ª categoria em Orvalho, o melhor foi Bruno Silva, com o 2º posto a ficar para Hugo Nunes.

A vantagem dos escapados ia aumentando lentamente e, com 82 km para a meta, eram 6 os minutos que separavam a fuga do pelotão. Na frente do grupo principal, ia realizando a totalidade do trabalho Luís Mendonça, da Efapel, numa performance de grande classe em prol dos seus líderes. Durante largos quilómetros, Mendonça pedalou na frente do pelotão, com a formação da Israel Cycling Academy a rodar em bloco logo atrás.

Seguia-se a segunda meta volante do dia, onde o melhor foi novamente Luís Gomes. Estávamos já a menos de 70 km do final, e a margem da fuga mantinha-se constante em torno dos 6 minutos.

Depois, veio a contagem de 3ª categoria para Erada, onde voltou a haver luta pelos pontos da montanha, com César Fonte a bater Hugo Nunes, desta feita de modo regular. Faltavam 45 km para o final e o pelotão rodava a 5:38 da frente, ainda e sempre com Luís Mendonça no comando. Sem ninguém a colaborar com Mendonça, a fuga voltava ver a sua vantagem chegar aos 6 minutos, com 33 km para a meta.

Na subida final, quem pegou na corrida foi a W52-Porto, com Ricardo Vilela a realizar um grande trabalho e a dizimar autenticamente o pelotão. Lá na frente seguia isolado o único sobrevivente da fuga, Luís Gomes, com uma vantagem de cerca de 2 minutos, quando faltavam cerca de 16 km. Nesse ponto, perdia o contacto com o pelotão o camisola amarela, Rafael Reis, confirmando assim o adeus à liderança.

O grupo de favoritos estava reduzido já a menos de 20 corredores e, a 15 km começam os ataques entre os principais galos do pelotão, com a movimentação de Amaro Antunes e com Frederico Figueiredo a seguir na sua roda. Pouco depois, foi a vez de Joni Brandão sair do grupo e alcançar Antunes e Figueiredo. Os vários elementos da fuga iam sendo apanhados pelos favoritos ao longo das estradas da Serra. Pouco depois era a vez do terceiro elemento da W52, João Rodrigues, também ele tentar sair, mas sem sucesso.

Apesar das movimentações, nenhum ciclista conseguia isolar-se da concorrência e o abrandar do ritmo permitia a reentrada de ciclistas que já tinham perdido o contacto, entre eles Alejandro Marque, que conseguia reentrar e ainda puxar na frente do grupo, em prol do líder Gustavo Veloso.

A 10 km do fim, Luís Gomes rodava ainda isolado, com 1:12 de vantagem, e lá atrás, perante alguma passividade entre os favoritos, atacou mesmo Alejandro Marque, conseguindo abrir um espaço de alguns segundos para os rivais.

No grupo perseguidor seguiam agora três W52 (Brandão, Antunes, e Rodrigues), três Efapel (Moreira, Carvalho, e Figueiredo), três Radio Popular Boavista (João Benta, Luís Fernandes, e Hugo Nunes), um Movistar (Abner Gonzalez), um Kern Pharma (Diego Lopez), um Kelly/Simoldes/UDO (Henrique Casimiro), e um Atum General/Tavira (Gustavo Veloso). Os ataques sucediam-se entre estes ciclistas o que impedia um bom trabalho de perseguição a Marque, que ia acumulando segundos na frente e reduzindo distâncias para Luís Gomes.

A 5 km do fim, Gomes estava na frente mas em quebra total, muito desgastado depois da dura jornada. Marque rodava já a apenas 30 segundos do líder, enquanto o restante grupo de favoritos perdia 1:50, o que significava que Marque ia ganhando já mais de 1 minuto à concorrência! Alguns corredores iam reentrando no grupo de favoritos, entre eles Ricardo Vilela, que assim dava ainda mais uma ajuda aos companheiros da W52.

A 4 km do fim, Marque alcançou mesmo Gomes, seguindo depois isolado para o triunfo. A diferença era já de 1:26, num autêntico “amasso” do corredor da Atum General/Tavira. Lá atrás, sucediam-se os ataques, nomeadamente de Joni Brandão, mas sempre sem grande consequência. Era um dia com muita pólvora seca para os lados dos azuis e brancos.

Na meta, Marque festejou efusivamente o seu triunfo, apontando para o céu de forma emocionada. Depois, foi preciso esperar 1 minuto e 3 segundos até chegar o segundo do dia, no caso o uruguaio Mauricio Moreira, um dos grandes destaques deste dia. Outro dos destaques foi o 3º da jornada, o jovem Abner Gonzalez, da Movistar, que fechou logo atrás de Moreira. No 4º posto ficou o melhor português da jornada, Amaro Antunes.

Na Classificação Geral, Marque ascende à liderança, com 1:09 sobre Gustavo Veloso e 1:26 sobre Joni Brandão, após Maurício Moreira ter sido penalizado em 40s, e Abner Gonzalez em 20s, por abastecimento irregular!

Amanhã disputa-se a etapa 4, com 181.6 km, entre Belmonte e Guarda, em mais um dia de média montanha com chegada em subida.

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