Mads Pedersen e Jolien d’Hoore triunfam na Gent – Wevelgem!

Decorreu ontem mais uma edição da clássica belga Gent – Wevelgem, este ano em pleno outono, devido à pandemia que nos assola, com o vírus covid-19. A prova teve 2 corridas distintas no mesmo dia, uma masculina, e outra feminina, com corridas muito interessantes, e também elas taticamente distintas, mas com finais de grande qualidade.

O dinamarquês ex-campeão do Mundo Mads Pedersen (Trek – Segafredo) sagrou-se vencedor na prova masculina após bater ao sprint, ao fim de 232.5km, o francês Florian Senechal (Deceuninck – QuickStep), e o italiano Matteo Trentin (CCC Team), enquanto na prova feminina a belga Jolien d’Hoore bateu ao final de 141.4km, também ao sprint, a compatriota Lotte Kopecky (Lotto Soudal) e a alemã Lisa Brennauer (Ceratizit – WNT Pro Cycling).

A prova masculina teve o britânico Mark Cavendish (Bahrain – McLaren) na fuga do dia, ele que afirmou que podia estar perante a última corrida da carreira, e se emocionou no final da prova enquanto falava com os jornalistas, e que batalhou o mais que pôde até ser alcançado pelos favoritos a 66km da meta, eles que já se mexiam a 80km do final.

A corrida começou então a ser decidida nesta fase, com acelerações por parte de Mathieu van der Poel (Alpecin – Fenix), e Wout van Aert (Jumbo – Visma), eles que partiram por completo o pelotão a um grupo de cerca de 20 unidades que depois se juntaram aos escapados.

Os ataques sucederam daí até final, e o grupo foi partindo cada vez mais até ficar composto por apenas 9 ciclistas, a elite presente nesta jornada de clássicas… no outono. A marcação entre van Aert e van der Poel era apertada, tanto que um ataque surgiu a 1.5km do final, com Alberto Bettiol (EF Pro Cycling), Florian Senechal e Matteo Trentin, e os dois principais favoritos ficaram a olhar um para o outro. Mads Pedersen fez a ponte sozinho e respirou na roda do trio, para poder lançar um sprint demolidor e levar de vencida pela primeira vez esta clássica belga.

Rui Oliveira foi o único português presente, mas sofreu uma queda feia, que o levou a abandonar com muitas marcas no corpo, mas felizmente sem nada partido.

Jolien d’Hoore venceu a prova feminina.

Na prova feminina, os ataques surgiram sem ganhar força, já que o pelotão manteve sempre o ritmo alto desde o começo da corrida. Um grupo de 10 ciclistas acabou por ganhar vantagem sobre as restantes, e outro de 23 empenhou-se numa longa perseguição numa das últimas rampas, mas não conseguiu fechar o espaço, com 10 ciclistas a discutirem então a chegada. A vitória foi discutida ao sprint, com Kopecky a ser a primeira a começar o sprint, mas a não conseguir ser mais forte que d’Hoore, que saída de trás venceu com uma excelente finalização.

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