M. V. D. P.! Campeão holandês não dá hipótese no Tirreno-Adriático!

O campeão holandês, Mathieu Van der Poel (Alpecin – Fenix), venceu a 3ª etapa do Tirreno Adriático, batendo ao sprint o seu grande rival, o belga Wout Van Aert (Jumbo – Visma)! Na 3ª posição, terminou o italiano Davide Ballerini (Deceuninck – Quick Step). WVA mantém a liderança da competição, com 4 segundos de avanço sobre MVDP e 10 sobre Julian Alaphilippe!

O 3º dia da Corrida dos Dois Mares apresentava uma ligação de 219 km entre Monticiano e Gualdo Tadino. Seria mais um dia com muitas curvas, com muito e desce, e com chuva no boletim meteorológico. A ascensão mais relevante do dia estava colocada sensivelmente a meio da jornada, tratando-se novamente do Passo della Croce (4.4 km a 7.5%), a subida que dinamitou a 2ª etapa e onde João Almeida esteve ao ataque. O final da etapa seria bastante técnico e em subida ligeira, mas com um km final praticamente plano.

A fuga do dia integrou 6 unidades: Mark Padun (Bahrain Victorious), Davide Bais (Eolo Kometa), Tobias Ludvigsson (Groupama – FDJ), Guillaume Boivin (Israel Start-Up Nation), e Niki Terpstra (Total Direct Energie). A vantagem cresceu de forma substancial, até chegar aos 8:50, com 125 km para o final. O pelotão ia sendo controlado, sem grande sentido de urgência, pela equipa do líder, a Jumbo – Visma.

Um dos hipotéticos candidatos à etapa, Caleb Ewan, ia sentindo dificuldades para acompanhar o ritmo do pelotão, após uma ida ao carro de apoio.

Com 99 km para a meta, e com fuga a possuir uma vantagem de 6:50, antes do pelotão entrar numa zona exposta ao vento, a Alpecin acelerou o ritmo através do monstro Mathieu Van der Poel, na tentativa de causar cortes no grupo. O aumento de ritmo deixou Caleb Ewan ainda mais longe do pelotão. Passados alguns km, o Pocket Rocket pôs mesmo o pé no chão e abandonou a corrida.

A Ineos e a Deceuninck juntavam-se então à Alpecin na frente do pelotão, animando fortemente a etapa, ainda com muitos km para o final! Os próprios Egan Bernal e Julian Alaphilippe passavam na frente do grupo! No entanto, para além do abandono de Ewan, estas movimentações acabaram por não surtir efeitos de maior.

O aumentar de ritmo retirou bastante tempo à frente da corrida. Com 90 km para o final, a vantagem dos escapados tinha caído para os 5:25. Com o pelotão a passar depois em zonas mais protegidas do vento, no acesso ao Passo della Croce, o ritmo baixou ligeiramente, com Alpecin e Jumbo a controlarem a frente do pelotão.

Na subida, com a Jumbo a manter um ritmo moderadamente elevado e com equipas como Bahrain-Victorious, BikeExchange, Ineos, e Bora a colocarem-se na frente do grupo principal de modo a abordar a descida em boa posição, a fuga perdeu tempo significativamente, passando no topo apenas com 3:10 sobre o pelotão. A chuva ia caindo sobre os corredores, tornando a etapa ainda mais exigente.

Com a Alpecin certamente a não se querer desgastar durante toda a jornada, ainda para mais perante a forte concorrência das equipas World Tour, a equipa belga saiu da frente do pelotão, o que fez baixar consideravelmente o ritmo e a diferença para a fuga aumentar para os 5:50, com 55 km para o final. Nesse ponto, a margem voltava a ser perigosa, e a equipa de MVDP voltou a colocar-se ao trabalho na frente do pelotão, em conjunto com a Deceuninck. A 20 km do fim, a diferença cifrava-se em 1:23, e a missão da fuga estava condenada ao insucesso.

A 10 km da meta, com a Deceuninck a tomar conta da frente do pelotão e com o próprio João Almeida a colocar-se ao serviço da equipa belga, a diferença para a frente era apenas de 19 segundos. Três ciclistas resistiam na fuga, mas era já um esforço inglório, com o pelotão a avistá-los ao fundo da estrada. A 8.5 km do final, um furo para Elia Viviani colocava o sprinter italiano em sérias dificuldades para poder lutar pela etapa.

O pelotão ia mantendo os 3 fugitivos à distância de 20/30 segundos, garantindo que a fuga não era apanhada cedo demais, o que resultaria em novos ataques de ciclistas frescos ainda longe da meta. Já dentro dos 4 km finais, dá-se uma queda no pelotão, embora sem nenhum dos maiores favoritos à etapa envolvidos.

A 2.8 km do final, finalmente, a fuga é alcançada e acabava-se o sofrimento para Padun, Terpstra, Boivin, os três sobreviventes da movimentação que animou a jornada.

À entrada do km final, na preparação do sprint, a Deceuninck-Quick-Step assumiu a frente da corrida com Zdenek Stybar, Alaphilippe e Ballerini. O checo impôs o ritmo na frente e Alaphilippe, que estava na sua roda, deixou o companheiro seguir sozinho, o que obrigou Van Aert a ter que fechar o espaço para Stybar, com o restante pelotão a seguir o líder da prova. Esse esforço acabou por ser fatal para WVA, que levava na roda o Godzilla Van der Poel, que espreitava o momento para atacar a sua presa.

Na última curva, Stybar foi apanhado pelo grupo, com Mathieu Van der Poel a sair para os últimos metros na melhor posição e a ter força mais que suficiente para acelerar para a vitória e não permitir que ninguém o ultrapassasse. Vitória categórica e festejo em estilo para a superestrela holandesa!

Wout Van Aert não conseguiu melhor que seguir na roda do rival holandês, fechando no 2º posto. Na 3ª posição, acabou por terminar o italiano da Deceuninck, Davide Ballerini, com Julian Alaphilippe a não se fazer ao sprint.

Na classificação geral, tudo na mesma, com WVA a possuir 4 segundos de avanço sobre MVDP e 10 sobre Alaphilippe.

Quanto a João Almeida, que trabalhou bastante em prol da equipa, terminou a etapa na 18ª posição, com o mesmo tempo do vencedor. Na geral, o jovem português é 7º, depois de subir uma posição (graças ao problema mecânico de Pavel Sivakov), estando agora a 20 segundos de Van Aert, antes da etapa-chave de amanhã.

Ivo Oliveira terminou na 24ª posição, integrado no pelotão, enquanto Nelson Oliveira fechou no 58º posto, a 20 segundos do vencedor. O ciclista da Movistar ocupa agora o 78º lugar da geral, a 9:48 de Van Aert, enquanto o homem da UAE-Team Emirates é 91º, a 11:35.

Amanhã disputa-se a etapa rainha da competição, com 148 km entre Terni e Prati di Tivo. Os ciclistas irão ultrapassar duas subidas de montanha de categoria especial, a segunda das quais condizente com a chegada. Serão 14.7 km a 7 % de inclinação média que aguardam os ciclistas na subida para Prati di Tivo, e que poderão ser decisivos para a definição da classificação geral final!

Highlights da Etapa

Classificações

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