Lutsenko impõe-se no contrarrelógio! Pöstlberger mantém amarela!

O campeão cazaque de fundo e de contrarrelógio, Alexey Lutsenko, da Astana, surpreendeu tudo e todos, vencendo o contrarrelógio da 4ª etapa do Critérium du Dauphiné, ao bater por 8 segundos o seu companheiro de equipa, Ion Izagirre, e por 9 o (duplo) campeão dinamarquês, Kasper Asgreen, da Deceuninck Quick-Step!

Lukas Pöstlberger (BORA-hansgrohe) realizou uma extraordinária prova, fechando com o 9º posto da jornada, a 23 segundos de Lutsenko, conseguindo manter a camisola amarela com apenas 1 segundo de vantagem sobre o cazaque! Um dos grandes derrotados do dia acaba por ser Geraint Thomas, que não fez melhor que 10º, também ele a 23 segundos do vencedor.

Quanto ao único português em prova, Ivo Oliveira (UAE-Team Emirates), acabou por realizar uma prova em ritmo tranquilo, fechando no 72º lugar, a 1:48 de Lutsenko.

A etapa 4 do Critérium du Dauphiné consistia num contrarrelógio individual de 16.4 km, com partida em Firminy e final em Roche-La-Molière. O percurso apresentava-se algo acidentado, em especial na segunda metade da jornada, sendo que o km final teria uma inclinação média de 4%, com zonas a chegarem aos 8%.

O primeiro ciclista a sair para a estrada foi o campeão português de contrarrelógio, Ivo Oliveira, com o homem da UAE-Team Emirates a terminar o seu esforço volvidos 23 minutos e 24 segundos, numa média horária de 42.028 km.

O tempo do corredor luso seria batido por um dos bons contrarrelogistas em prova, Josef Cerny, no entanto a estadia do checo na cadeira quente não seria muito prolongada, pois logo de seguida chegou Tony Martin, com um registo de 22:35.

O tempo do antigo campeão do mundo seria depois batido pelo jovem australiano, Harry Sweeny, da Lotto Soudal, com um registo de 22:28. Depois chegava outro jovem, Jonas Vingegaard, da Jumbo-Visma, com um tempo canhão de 21:53, batendo Sweeny por mais de meio minuto!

Vários nomes de relevo iam tentando bater o tempo de Vingegaard, mas sem sucesso. Lawson Craddock, Mikkel Bjerg, Michal Kiwatkowski, e Brandon McNulty foram-se sucedendo no 2º lugar, com o último a terminar a apenas 3 segundos do norueguês.

Chegava depois um nome que tantas vezes deu espetáculo em dias de contrarrelógio: Chris Froome, da Israel Start-Up Nation, acabando por mostrar mais uma vez que está ainda bastante longe do nível que o caracterizava, perdendo quase 2 minutos para Vingegaard e fechando no 44º lugar parcial.

Um dos homens que partia depois para a estrada era o australiano Richie Porte, da Ineos Grenadiers, com o pequeno Diabo da Tasmânia a rodar em bom ritmo, fazendo o melhor registo no ponto intermédio. Na meta, Porte acabaria mesmo por bater Vingegaard, mas por menos de 2 segundos!

Entretanto, estavam já na estrada dois dos grandes favoritos à etapa, Geraint Thomas e Kasper Asgreen, numa fase em que Wilco Kelderman ia batendo o tempo de Porte no registo intermédio. Começava o seu esforço também o camisola amarela, Lukas Pöstlberger.

Não querendo deixar as suas credenciais por mãos alheias, Thomas chegava ao ponto intermédio com o melhor registo do dia, fazendo quase 7 segundos melhor que Kelderman!

Pouco depois caía o melhor tempo do dia, com a chegada de Ion Izagirre. O espanhol da Astana tinha feito um tempo relativamente modesto no ponto intermédio, a 9 segundos de Porte, mas voou na segunda metade do percurso, fechando com um registo de 21:44, quase 7 segundos melhor que o australiano.

Kelderman chegava entretanto à meta, fazendo o 2º melhor registo do dia, a pouco mais de 1 segundo de Izagirre. Pöstlberger ia defendendo-se como podia, fazendo o 8º melhor tempo no registo intermédio, dando tudo por tudo para manter a sua camisola amarela.

Depois chegava à meta outro Astana, Alexey Lutsenko, com o campeão cazaque a fazer também uma excelente segunda parte de percurso e a bater o registo do seu companheiro de equipa na meta, com um tempo de 21:36, quase 8 segundos melhor que Izagirre!

Chegava depois à meta o jovem Ilan Van Wilder, com o 4º melhor tempo parcial do dia, confirmando as expetativas que pairavam sobre o seu desempenho nesta jornada.

Terminava de seguida Thomas, com o galês a mostrar que tinha claramente quebrado na segunda metade do percurso, perdendo quase 23 segundos para Lutsenko! Seguia-se Asgreen, com o dinamarquês a fazer melhor que Thomas, mas a ser apenas 3º, a 9 segundos de Lutsenko.

O último a chegar foi o camisola amarela, fazendo um excelente registo, o 9º da jornada, 23 segundos mais lento que Lutsenko, mas o suficiente para manter a sua liderança com uma vantagem de apenas 1 segundo sobre o cazaque! Grande esforço do austríaco com uma recompensa bem merecida no final!

Alexey Lutsenko estava visivelmente emocionado depois de ver confirmado seu regresso às vitórias, algo que não sucedia desde a 6ª etapa do Tour de France do ano passado. Apesar de desiludido por não ter alcançado a amarela, estará certamente confiante que poderá atacar o 1º lugar na jornada de média de montanha de amanhã.

Ivo Oliveira acabou por realizar uma prova sem muita intensidade, fechando com o 72º posto do dia, a 1:48 de Lutsenko. Na geral, o ciclista da UAE-Team Emirates ocupa o 140º lugar, a 33:12 de Pöstlberger.

Na geral, Pöstlberger lidera então com 1 segundo de avanço sobre Lutsenko e 9 sobre Asgreen e sobre Izagirre. Amanhã realiza-se a 5ª etapa, com uma ligação de 175.4 km, entre Saint-Chamond e Saint-Vallier.

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