Laporte imperial no Grand Prix de Wallonie!

O francês Christophe Laporte, da Cofidis, venceu a 61ª edição do Grand Prix de Wallonie, ao ser o mais forte do pelotão reduzido que discutiu a vitória! No 2º posto ficou outro gaulês, Warren Barguil, da Arkéa Samsic, enquanto o 3º lugar foi para Tosh Van der Sande, da Lotto Soudal!

A edição de 2021 da clássica do Grande Prémio da Valónia apresentava uma ligação de 208.1 km, entre Aywaille e Citadelle de Namur. O percurso seria bastante acidentado, como é norma nas estradas desta região belga, com os ciclistas a encontrarem sete contagens de montanha, além de diversas outras subidas não categorizadas. A última subida seria coincidente com a meta, apresentando uma extensão de 2.2 km a 4.8% de inclinação média.

Perfil da 62ª edição do Grande Prémio da Valónia

Um dia chuvoso batizou este regresso da clássica belga, uma prova que não se realizou no ano de 2020. À partida, marcavam presença 9 formações do World Tour, 7 do escalão UCI Pro Teams, e 4 equipas continentais.

No início da corrida, começaram de imediato os ataques, mas apenas quatro corredores acabariam por conseguir integrar aquilo que seria a fuga do dia: Larry Warbasse (AG2R Citroën Team), Laurenz Rex (Bingoal Pauwels Sauces WB), Matthew Riccitello (Hagens Berman Axeon), e Jens Reynders (Sport Vlaanderen – Baloise). No pelotão perseguiam as equipas da BORA-hansgrohe e da Lotto Soudal, que nunca permitiram que os fugitivos alcançassem uma margem muito significativa.

Iam ocorrendo algumas quedas, nomeadamente de dois corredores da Lotto Soudal, o que acabou por limitar a formação belga nesta prova.

No início da segunda metade do percurso, os fugitivos foram alcançados, o que proporcionou nova ronda de ataques. Na frente, isolava-se um grupo de seis, incluindo um dos grandes favoritos à partida, Tim Wellens, da Lotto Soudal. No entanto, com a EF-Nippo a tomar as rédeas do pelotão, o sexteto seria alcançado pouco depois.

A 50 km do final, o pelotão rodava compacto, mas os ataques sucediam-se em catadupa, com todos cientes que uma movimentação importante nesta fase teria claras chances de resultar, face a um pelotão desgastado e reduzido já a menos de 100 unidades.

Vinha para a frente do grupo principal a B&B Hotels, em conjunto com a BORA e com a Israel Start-Up Nation, tentando endurecer a corrida e evitar mais ondas de ataques. A 43 km do final, na antepenúltima subida do dia, a mesma que o pelotão iria encontrar no final da jornada, ainda houve algumas mexidas mas ninguém parecia ter força para sair naquela fase.

A 34 km do final, vinha para a frente do pelotão o campeão dinamarquês, Mads Würtz Schmidt, preparando o caminho para o seu líder, Ben Hermans. Depois houve um corte no pelotão, que acabou por ceifar cerca de metade do grupo.

A 10 km do final, e faltando apenas a subida final para Namur, seguiam na frente apenas cerca de 40 homens. Nessa altura, atacaram dois homens, um da Uno-X e um da Cofidis, mas novamente sem sucesso.

No acesso à subida final, a luta pelo posicionamento foi tremenda, com o grupo a entrar a fundo nos 3 km finais! Ao ataque estava Louis Vervaeke, com a perseguição a ser feita pela AG2R e pela Israel. À entrada do quilómetro final, o homem da Alpecin-Fenix foi alcançado, com o grupo a perder unidades sucessivamente. Na frente rodava a Cofidis, tentando lançar Laporte para a vitória.

E nos metros finais, o francês mostrou mesmo estar num patamar acima da concorrência, vencendo com relativa facilidade, garantindo a quarta vitória da temporada! Na sua roda, fechou o compatriota Warren Barguil, da Arkéa Samsic, com o 3º lugar a ficar para Tosh Van der Sande, da Lotto Soudal.

Classificações Completas

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