King Kong não dá hipóteses na Gent-Wevelgem!

O belga Wout Van Aert (Jumbo – Visma) somou mais uma grande vitória, triunfando na 83ª edição da clássica Gent-Wevelgem! Na 2ª posição, terminou o campeão europeu Giacomo Nizzolo (Qhubeka Assos), com o 3º posto a ficar para Matteo Trentin (UAE Team Emirates)! A vitória na etapa foi discutida por um grupo de sete corredores, na sua maioria homens rápidos, que foram os mais fortes da grande movimentação que ocorreu no início da jornada.

A Gent-Wevelgem deste ano apresentava uma ligação de 247km, entre Yves e Wevelgem, num tradicional percurso, com diversos bergs e muito empedrado a serem ultrapassados. Entre as várias dificuldades do dia, destaque para o Kemmelberg, um autêntico muro, com 700m a 10.4 %, incluindo zonas a 21%!

O dia começou com a notícia que a BORA-hansgrohe se juntava à Trek-Segafredo no lote de equipas ausentes desta prova, também devido à existência de testes positivos de covid-19 no seio da equipa alemã.

Uma fuga inicial de cinco homens animou os primeiros km de etapa, no entanto, não seria essa a principal movimentação da primeira metade da etapa. Os primeiros atacantes eram então: Stefan Bisseger e Jonas Rutsch (EF Education – Nippo), Yevgeniy Federov (Astana – Premier Tech), e Laurenz Rex (Bingoal WB).

Com ventos fortes a fazerem-se sentir, um grupo de 21 corredores separou-se do resto do pelotão, com diversos favoritos (inclusive para uma chegada ao sprint) a marcarem presença neste grupo de luxo, começando desde logo por Sam Bennett (Deceuninck – QuickStep)!

Seguiam também no grupo: Jasper De Buyst (Lotto Soudal), Danny van Poppel (Intermarché – Wanty – Gobert), Wout van Aert e Nathan Van Hooydonck (Jumbo – Visma), Sonny Colbrelli (Bahrain Victorious), Jack Bauer, Luka Mezgec, Michael Matthews e Robert Stannard (BikeExchange), Imanol Erviti (Movistar), Luis Mas e Jasha Sütterlin (Movistar), Giacomo Nizzolo (Qhubeka Assos), Sven Erik Bystrøm e Matteo Trentin (UAE Team Emirates), Stefan Küng (Groupama-FDJ), Michal Golas (Ineos Grenadiers ), Timothy Dupont (Bingoal WB), Jeremy Lecroq e Cyril Lemoine (B&B Hotels p/b KTM).

Este grupo conseguiu eliminar os 7 minutos que a fuga levava de vantagem, formando um grupo de 25 líderes na frente da corrida.

Durante a prova, em particular a partir de meio da jornada, quando começaram a surgir os míticos bergs, diversos ciclistas tentaram fazer a ponte para a frente, nomeadamente Zdenek Stybar, Luke Durbridge, Yves Lampaert, Søren Kragh Andersen, Gianni Vermeersch, Oliver Naesen, Arnaud Démare, Greg Van Avermaet, entre outros.

A 60km do final, 56 segundos separavam os dois grupos, com os últimos bergs do dia a aproximarem-se rapidamente.

Na penúltima passagem pelo Kemmelberg, Van Aert impôs o ritmo, reduzindo o grupo da frente para apenas nove elementos. Com WVA, seguiam Bennett, Matthews, Trentin, Colbrelli, Küng, Nizzolo, Van Poppel, e Van Hooydonck.

Na última passagem pelo Kemmelberg, com 36km para a meta, este grupo levava uma vantagem de 1 minuto sobre os mais diretos perseguidores. Começava a ficar claro que este grupo ia discutir a vitória. Trentin e Van Aert impunham o ritmo, com os restantes a lutarem para aguentar o forte andamento.

Wout Van Aert e Matteo Trentin, os mais fortes na última passagem pelo Kemmelberg

Bennett parecia estar a aguentar bem junto da frente, mas o esforço era visível no sprinter irlandês, sendo possível vê-lo a vomitar poucos km depois da difícil subida. Apesar da grande exibição do sprinter da Deceuninck-Quick Step, e mesmo acreditando que pudesse ainda discutir o sprint, este não tinha sido um dia brilhante para a equipa belga, que provavelmente teria preferido ter Stybar ou Lampaert no grupo da frente para uma corrida deste género. Depois de duas vitórias nas duas primeiras clássicas flamengas, hoje o Wolfpack não se apresentou ao nível habitual.

A 16km do fim, atacou Van Hooydonck, fazendo com que Van Poppel e Bennett perdessem, finalmente, o contacto. Nos km seguintes, com vários sprinters no grupo, não houve mais movimentações, com os ciclistas a prepararem-se para o sprint final.

A 2km da meta, atacou Stefan Küng, mas não foi capaz de se destacar decisivamente.

No sprint final, Küng acelerou primeiro, ciente que não teria gás para mais, com Wout Van Aert a arrancar depois e a passar o suíço a 100m da linha de chegada. Os restantes seguiram o belga, mas ninguém conseguiu ameaçar verdadeiramente a vitória de WVA! No 2º posto, terminou o campeão europeu, Giacomo Nizzolo, com a 3ª posição a ficar para Matteo Trentin.

O King Kong de Herentals adiciona à sua lista de troféus a primeira importante clássica belga da sua carreira, depois de vitórias em provas como Strade Bianche ou Milão-Sanremo.

Quanto aos portugueses em prova, nem André Carvalho (Cofidis) nem Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), terminaram a corrida.

Pódio final da 83ª Gent-Wevelgem

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