Kamna vence em dia de quedas no Dauphiné!

O alemão Lennard Kamna da Bora – Hansgrohe venceu a quarta etapa do Critérium du Dauphiné, uma ligação de 153.5km entre Ugine e Megéve, com final numa contagem de segunda categoria. No segundo lugar terminou o espanhol David de la Cruz, da UAE Team Emirates, a 41s, e em terceiro o francês Julian Alaphilippe, da Deceuninck – QuickStep, a 56s.

Quarta etapa do Dauphiné, uma tirada com pouco mais de 150km, mas cheia de montanha e com muitos metros de acumulado, e que acabou por ser perigosa para alguns dos candidatos ao Tour de France. Os ataques começaram logo no início da etapa com um grupo de 15 elementos a escapar e a ganhar vantagem ao pelotão com Michal Kwiatkowski e Dylan van Baarle (Team Ineos), Kenny Elissonde (Trek-Segafredo), Fausto Masnada (CCC Team), Lennard Kamnä (Bora-Hansgrohe), David de la Cruz (UAE Team Emirates), Marc Soler (Movistar), Jack Haig (Mitchelton-Scott), Marc Hirschi (Team Sunweb), Luis Leon Sanchez (Astana Pro Team), Matej Mohoric e Dylan Teuns (Bahrain-McLaren), Nicolas Edet (Cofidis), Thomas de Gendt (Lotto Soudal) e Julian Alaphilippe (Deceuninck – QuickStep).

Com a situação de corrida a formar-se, problemas no pelotão com uma queda a acontecer, e a atirar para fora da corrida Emanuel Buchmann e Gregor Muhlberger (Bora – Hansgrohe) e Steven Kruijswijk (Jumbo – Visma), o holandês com um ombro deslocado, e várias marcas de sangue na perna esquerda. Enquanto isso, David de la Cruz ia acumulando pontos para a classificação da montanha, até saltar mesmo para a liderança virtual da classificação.

A vantagem da fuga atingia os 5min quando nova queda se deu no pelotão com o camisola amarela Primoz Roglic a ir ao chão e, felizmente, a sofrer apenas alguns arranhões, e a voltar ao pelotão pouco depois. O pelotão acabou por reduzir um pouco a diferença, e entrar com pouco mais de 4min na subida final.

A Jumbo-Visma colocou um bom ritmo na subida ao Montée de Bisanne, a única contagem de categoria especial do dia, mas sem forçar muito, já que era necessário ver como Roglic responderia. Porém, a Bahrain-Mérida acelerou e partiu por completo o pelotão, baixando a diferença dos escapados para a casa dos dois minutos. O senão deu-se quando Mikel Landa poderia atacar mas ainda tinha Roglic, Kuss e Dumoulin no grupo, e com uma Jumbo tão forte, seria apenas gastar forças em vão com tanto por subir, pelo que se resguardou.

Na fuga, a seleção natural ia-se fazendo, e 8 ciclistas cruzavam o alto com vantagem para os restantes, De La Cruz, Alaphilippe, Masnada, Elissonde, Kwiatkowski, Haig, Kamna e Hirschi, com o pelotão a 1:30, depois de Mikel Landa ter finalmente atacado lá bem perto do alto, com o grupo principal a ficar reduzido apenas ao trio da Jumbo, a Quintana, Pinot, Sivakov e Daniel Martínez, e Dumoulin a ser o encarregado de responder e muito bem.

Com a descida, a Jumbo baixou o ritmo, já que ninguém tinha interesse em passar pela frente, pelo que a vantagem dos escapados aumentou, e percebeu-se que a discussão da etapa seria mesmo entre eles. O grupo principal passou a um pequeno pelotão, com cerca de 30 ciclistas, com a subida final a parti-lo um pouco mais, perante uma série de ataques na frente.

Kenny Elissonde foi o primeiro a atacar com 7.5km para o final e conseguiu isolar-se, mas Kamna alcançou-o na companhia de David de la Cruz, a 5km do final. Pouco depois Elissonde cedia, e uns metros mais à frente também de la Cruz, com Kamna a isolar-se, e a seguir para a vitória de etapa, enquanto De La Cruz se mantinha intermédio, e os restantes fugitivos alcançavam Elissonde e discutiam a posição mais baixa do pódio nos últimos metros, com Alaphilippe a bater os restantes.

O pequeno pelotão chegou tranquilo, ao ver que não se iam fazer mais diferenças, com os principais favoritos todos integrados, e sem perdas de tempo. A única classificação a mudar de dono é mesmo a da montanha, com David de la Cruz a ser o novo líder após pontuar em todas as contagens do dia de hoje!

Nelson Oliveira não terminou a etapa, não tendo ainda informações sobre o que levou à desistência do português.

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