José Neves triunfa em Montejunto! Frederico revalida vitória no Troféu Joaquim Agostinho!

O Campeão Nacional, José Neves (W52 – FC Porto), venceu a última etapa do Grande Prémio de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho, uma ligação de 185km entre a Serra d’El Rei e o Alto de Montejunto, batendo sobre a linha de meta o camisola amarela, Frederico Figueiredo (Efapel), numa luta pela vitória final muito disputada! No terceiro lugar terminou o espanhol Jokin Murguialday (Caja Rural – Seguros RGA), já a 21s do vencedor.

Dia de última etapa no Troféu Joaquim Agostinho, e logo com a etapa rainha que prometia coroar o grande vencedor final da prova, numa batalha que se previa apertada entre os melhores nomes do pelotão nacional. A jornada começou a grande velocidade, com várias tentativas de fuga nos primeiros kms. A partir do km18, vários homens conseguiram progressivamente constituir aquela que seria a escapada do dia. Formada aos poucos, a fuga acabou por contar com 14 elementos, mas sempre controlada pelo pelotão.

Fábio Costa (Efapel), Luís Fernandes e Tiago Machado (Rádio Popular – Boavista), Gonçalo Leaça (LA Alumínios – LA Sport), João Matias (Louletano – Loulé Concelho), Jorge Magalhães (W52 – FC Porto), Gustavo Veloso e César Martingil (Atum General – Tavira – Maria Nova Hotel), Antonio Angulo e Txomin Juaristi (Euskaltel – Euskadi), Afonso Eulálio (Antarte – Feirense), Edo Goldstein (Israel Cycling Academy), David González (Caja Rural – Seguros RGA) e Juan López-Cozar (Burgos – BH) foram os aventureiros do dia, que trabalharam bastante bem para alcançar uma vantagem significativa.

Ao km 47, a diferença entre o pelotão e a fuga ultrapassou pela primeira vez os 2min, com a Efapel a controlar a situação, em favor do seu líder, o camisola amarela Frederico Figueiredo. Ao km 55, a equipa de Águeda acabou por fazer Fábio Costa descair da frente, já que seria útil ao trabalho e a dianteira ficou reduzida a 13 unidades.

A diferença chegou aos 2:45 ao km 75, numa fase em que João Matias já havia assegurado a vitória na classificação dos Sprints Intermédios, bastando-lhe para isso terminar a etapa. O pelotão foi recuperando a diferença, e a fuga foi-se também desfazendo progressivamente, com João Matias a descair depois de ter cumprido o objetivo. Ao km 117, a diferença seguia já nos 1:25, fazendo prever que em breve a junção aconteceria de novo.

A 54km do final, a fuga, que se havia partido previamente, voltou a reagrupar-se, e agora com a chegada de um novo elemento, o espanhol Alejandro Marque (Atum General – Tavira – Maria Nova Hotel) que havia conseguido fazer a ponte para a frente. A W52 assumiu depois o controlo do pelotão, e a 50km da meta fez a diferença cair para os 50s, absorvendo João Matias, que já havia concluído o objetivo para o seu dia.

Tiago Machado comandava a fuga e acabou por ser o primeiro a cruzar a primeira contagem do dia, a segunda categoria de Pragança, a 47.4km da chegada. Pouco depois, já com apenas 30.1km para a meta, foi o espanhol Txomin Juaristi (Euskaltel – Euskadi) a levar a melhor na terceira categoria de Ota, após se ter distanciado ligeiramente do grupo escapado.

A 23km do fim, apenas oito corredores seguiam na frente, com Luís Fernandes, Tiago Machado, Jorge Magalhães, Gustavo Veloso, Alejandro Marque, Antonio Angulo, Txomin Juaristi e Juan López-Cozar a terem 45s de vantagem para o pelotão, que era comando pela formação portista. Pouco depois, e com o pelotão já a 20s, Txomin Juaristi voltou a atacar e a tentar sobreviver na frente da corrida, e sem resposta dos adversários conseguiu ganhar mais alguns segundos ao pelotão. No entanto, o espanhol estava apenas a adiar o inevitável.

Com 7km para a meta, no início da subida de primeira categoria no Avenal, a fuga foi alcançada por completo. O primeiro grande ataque surgiu por Murgualday, que se isolou durante algum tempo na frente da corrida. A resposta surgiu por Neves e Frederico, que perseguiram de perto e conseguiram fazer a junção para o espanhol com 3km para a meta. Na fase final, com maior dureza, os portugueses ficaram sozinhos na frente, e apesar das diversas tentativas, Neves não conseguiu distanciar Frederico, acabando por o bater no risco de meta para levar a etapa, com o corredor da Efapel a levar a geral e a confirmar uma dobradinha consecutiva que apenas outro português havia conseguido: Ricardo Mestre em 2011 e 2012.

Frederico confirmou assim a vitória na classificação geral e por pontos, enquanto Murgualday foi o melhor jovem. A montanha foi ganha pelo espanhol Joan Bou (Euskaltel – Euskadi) e João Matias venceu a classificação dos sprints intermédios. A Euskaltel – Euskadi venceu também coletivamente.

Frederico Figueiredo venceu o 44º Trofeu Joaquim Agostinho.

Classificações Completas

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