Jogada de Mestre e Amaro, dá Vitória e Amarela!

O português Amaro Antunes da W52-FCPorto venceu a segunda etapa da Volta a Portugal Edição Especial, uma ligação de 167km entre Paredes e o Alto da Senhora da Graça, uma já mítica subida desta Volta, batendo Frederico Figueiredo da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel por 22 segundos, e ascendendo assim à liderança da competição. João Benta foi 3º a 1:13.

Segunda etapa desta Volta a Portugal e primeiro dia de alta montanha, com a etapa a começar logo com um abandono ao km 12. Nigel Ellsay da Rally Cycling, que chocou contra um dos sinaleiros, com os dois elementos a irem de imediato para o hospital mais próximo. A fuga do dia surgiu logo a seguir com 13 elementos: Ricardo Mestre (W52 – FC Porto), Hector Sáez (Caja Rural – Seguros RGA), Hideto Nakane (Nippo Delko Provence), Daniel McLay (Team Arkéa – Samsic), César Martingil (Atum General – Tavira – Maria Nova Hotel), Nuno Meireles (Aviludo – Louletano), Luís Mendonça (Efapel), Fábio Oliveira (Feirense), Rafael Lourenço (Kelly – Simoldes – UDO), Gonçalo Leaça (LA Alumínios), Joaquim Silva (Miranda – Mortágua), Hugo Nunes e Daniel Silva (Rádio Popular – Boavista).

Os fugitivos viram a sua vantagem estabilizar pelos 3 minutos, e Luís Mendonça aproveitou para ir buscar 5 pts em cada um dos dois sprints intermédios iniciais. Na primeira montanha, Fábio Oliveira e Hector Saez descolaram, com o ritmo imposto por Ricardo Mestre, enquanto Hugo Nunes atacou para passar na frente no topo da contagem, e Luís Mendonça seguiu-o. A Rally Cycling foi fazendo o tempo cair para 1:15, enquanto o duo passava na frente também na segunda contagem de quarta categoria, sendo alcançado pelos que perseguiam.

Na subida para o Barreiro, bem mais dura que a anterior, o grupo da frente ficou reduzido a Mestre, Nunes, Daniel e Mendonça, com o português da Efapel a ser o primeiro a descolar já na fase final da subida, e o duo da Boavista pouco depois. Mestre passou na frente da contagem, com Nunes e Daniel logo a seguir, mas no pelotão também os ataques tinham acontecido e o grupo seguia já muito partido. Frederico Figueiredo (Atum General – Tavira – Maria Nova Hotel) chegou rapidamente ao duo, assim como Amaro Antunes (W52 – FC Porto), e o quarteto encostou em Mestre na descida, enquanto o grupo dos favoritos ganhava mais alguns elementos, e seguia a 1 minuto de desvantagem, sempre comandado pela Efapel.

Já na subida final, Ricardo Mestre deixou de rebocar o grupo em que estava inserido e passou a responsabilidade para Fred Figueiredo. O seu ritmo certinho e constante deixou os dois homens da RP-Boavista sem fôlego, ficando apenas com Amaro na roda. Lá atrás, vários pequenos ataques, primeiro de Luís Fernandes matando os últimos homens da Efapel e deixando António Carvalho como único apoio de Joni Brandão. Depois chegou a vez de Simon Carr e David Rodrigues e logo a seguir, o vencedor da Volta em 2016, Rui Vinhas acelerou e mostrou as fragilidades da Efapel em responder aos ataques dos adversários.

Não satisfeitos, a RP-Boavista, manda atacar João Benta que faz a ponte e chega ao seu companheiro de equipa David Rodrigues. Lá na frente, Amaro não deixa a roda de Frederico, mas também não tinha que o fazer, já que Gustavo Veloso e João Rodrigues continuavam tranquilamente no pelotão, que contava com pouco mais de 15 corredores. Na parte de trás do pelotão alguns corredores foram passando pior, mas nunca perdendo muito tempo, já que o ritmo de António Carvalho não era assim tão forte. O jovem corredor britânico Carr teve uma avaria numa altura péssima acabando por deixar Benta colar. O tempo foi aumentando e aumentando, e lá na frente já se preparava para discutir a etapa e geral. Já dentro do ultimo quilometro, Amaro Antunes arranca e deixa Fred, já quase vazio, sem resposta, com o corredor da W52-FCPorto não só roubar a etapa como os mais de 9 segundos de diferença, passando a ser o novo líder com 13 segundos sobre Frederico Figueiredo.

No pelotão, foi Ricardo Vilela quem fez acordar o pelotão e levou com ele, Gustavo Veloso, Vicente de Mateos e ainda Joni Brandão. Dia menos para João Rodrigues que cedeu cerca de 8 segundos para este mini-grupo. Nota positiva para Daniel Freitas que chegou integrado no grande grupo de favoritos.

No passatempo, vitória de Luis Fernandes na etapa, com a manutenção da geral por parte de Flávio Vale.

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