Irá a corrida entrar em erupção na subida ao Etna?

A terceira etapa do Giro representa a primeira jornada de alta montanha da prova italiana, corrida ainda na ilha da Sicília, numa ligação de 150 km entre a localidade de Enna e o famoso vulcão Etna. A subida final consiste numa ascensão de primeira categoria com 19 km e 6.7 % de inclinação média. Esta será a primeira oportunidade para se aferir a forma dos homens da geral na montanha.

Perfil da terceira etapa da Volta a Itália

Colocada numa fase precoce da prova, a primeira etapa de alta montanha será provavelmente controlada e discutida pelas equipas dos homens da geral, em especial a INEOS, do ainda líder Filippo Ganna e do terceiro classificado, Geraint Thomas, e também a Mitchelton-Scott, de Simon Yates, e a Astana, de Jakob Fuglsang. Refira-se a baixa de peso para a equipa cazaque e para o dinamarquês, com a desistência de Aleksandr Vlasov, na segunda etapa, devido a problemas gástricos, o que terá um impacto forte na estratégia da equipa.

Apesar da presença de nomes grandes das provas por etapas do ciclismo internacional, não devemos nem iremos subestimar os valores emergentes do pelotão. E neste Giro, até ao momento, a grande revelação é o português João Almeida. O ciclista da Deceuninck-Quick Step é segundo na geral, a 22 segundos da camisola rosa, e após envergar a camisola dos pontos na segunda etapa vai levar a camisola da juventude vulcão acima. Almeida está a rolar e a subir ao nível dos melhores do mundo. A subida ao Etna representa um desafio mais exigente e mais prolongado para as características do corredor luso, mas perante a sua forma e confiança não podemos dizer que Almeida não vá aguentar o ritmo dos melhores. Aliás, não é possível de momento aferir os reais limites das capacidades do atleta das Caldas da Rainha, pelo que não seria um choque vê-lo a atacar a corrida ou a discutir um sprint restrito. O facto de estar tão próximo da liderança só pode trazer ainda mais confiança e otimismo ao português e ele sabe que nem precisará propriamente de atacar. Uma vez que Ganna não deverá aguentar a subida, para Almeida basta não perder tempo para Thomas e para os mais próximos na geral para envergar a mítica rosa no final da jornada.

Depois destes corredores, um rol de candidatos apresenta-se com potencial para discutir a etapa, tanto voltistas como Rafal Majka (BORA-hansgrohe), Steven Kruijswijk (Team Jumbo-Visma), ou Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), como homens mais oportunistas que poderão surpreender caso a corrida não seja atacada de forma decisiva, como o vencedor da segunda etapa, Diego Ulissi (UAE-Team Emirates), ou ciclistas como Pello Bilbao (Bahrain-McLaren), ou o nosso Ruben Guerreiro (EF Pro Cycling). Refiram-se ainda nomes como Jack Haig (Mitchelton-Scott) ou Valerio Conti (UAE-Team Emirates) que poderão aproveitar as marcações entre os favoritos para escapar para a vitória.

⭐⭐⭐⭐⭐ Simon Yates
⭐⭐⭐⭐ Geraint Thomas e Jakob Fuglsang
⭐⭐⭐ João Almeida, Rafal Majka, e Steven Kruijswijk
⭐⭐ Vincenzo Nibali, Diego Ulissi, Pello Bilbao, e Ruben Guerreiro
⭐ Jack Haig, Valerio Conti, Geoffrey Bouchard, Joe Dombrowski, e Antonio Pedrero

Podes acompanhar a etapa em direto a partir das 12h na Eurosport 2!

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