Hollyman foi o homem sagrado no Santuário! Freitas é o novo líder!

O britânico Mason Hollyman, da Israel Cycling Academy, venceu a etapa 5 da Volta a Portugal, acabando por ser o mais forte da fuga do dia! Na 2ª posição terminou o português Ricardo Mestre, da W52-Porto, enquanto o 3º posto ficou para o argentino Tomas Contte, da formação do Louletano. Daniel Freitas, da Radio Popular Boavista, também esteve na fuga e é agora o novo líder da geral individual!

A etapa 5 da Grandíssima trazia uma jornada de 171.3 km, entre Águeda e Santo Tirso, com quatro montanhas categorizadas, incluindo a subida final de 2ª categoria para o Santuário de Nossa Senhora da Assunção.

Antes do início da etapa, notícia de mais uma formação a abandonar a Volta, no caso a Euskaltel-Euskadi, novamente devido a casos positivos de Covid-19.

Com o início da corrida, vieram logo os primeiros ataques, no entanto sem consequência, com o pelotão a rodar bem rápido nos primeiros quilómetros. Na primeira contagem de montanha, uma 4ª categoria para Belazaima do Chão, ainda não havia fuga formada e o primeiro a passar nesse ponto foi Bruno Silva (Antarte-Feirense).

Depois deu-se um ataque bem importante, com 17 corredores a conseguirem isolar-se na frente da corrida: Ricardo Mestre e Daniel Mestre (W52-Porto), Rafael Reis e Luís Mendonça (Efapel), Juri Hollmann e Lluís Mas (Movistar), Kenny Molly (Bingoal), Marti Marquez (Kern Pharma), Keegan Swirbul (Rally Cycling), César Fonte e o líder dos pontos Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO), Juan Lopez-Cozar (Burgos-BH), Mason Hollyman (Israel Cycling Academy), Tomas Contte (Louletano), André Ramalho (LA Alumínios), Alex Peters (SwiftCarbon), e Daniel Freitas (Radio Popular Boavista), ele que era o mais bem colocado dos escapados, 16º a 3:19.

A 86 km do final, este grupo levava 6:26 de avanço sobre o pelotão que ia sendo controlado por uma delapidada Atum General/Tavira, também ela com dois abandonos devido a testes positivos à Covid-19, no caso os dois portugueses da formação algarvia, Emanuel Duarte e David Livramento.

Luís Gomes foi o primeiro a passar tanto na meta volante de Oliveira de Azeméis como na de Santa Maria da Feira, enquanto César Fonte foi o mais forte na contagem de 4ª categoria na Feira.

A fuga continuava a ganhar tempo e, com 68 km para o final, a vantagem chegava aos 8 minutos (!), e começava a tornar-se difícil de imaginar o pelotão a eliminar uma fuga tão forte. Restava saber se Daniel Freitas iria conseguir vestir de amarelo no final do dia!

Na contagem de 4ª categoria para Gondomar, a 57 km da meta, e com a fuga já a mais de 9 minutos do pelotão, começavam a suceder-se os ataques na frente da corrida, formando-se um pequeno grupo que cruzou o prémio de montanha na frente, com o primeiro a ser Ricardo Mestre, no entanto, a fuga reagruparia logo de seguida. Nos quilómetros seguintes continuaram os ataques na frente, com grupos a formarem-se e a desformarem-se, mas com pouca eficácia.

Atingida a barreira dos 50 km para a frente, chegava-se também a outra barreira, com a margem da fuga para o pelotão a chegar aos 10 minutos! Nessa altura, veio para a frente do grupo principal a W52-Porto, pese ter dois homens na frente, ciente que a diferença era muito grande, nomeadamente para Daniel Freitas.

A 42 km do final, ataca o argentino Contte, usufruindo da pouca cooperação entre os restantes elementos da fuga e conseguindo alcançar algum espaço na frente. Nessa altura, azar para um dos escapados, com a queda de Luís Gomes, que o deixou bastante combalido e o acabou por retirar da discussão pela etapa.

A 30 km da meta, Contte rodava na frente com alguns segundos sobre o resto da fuga, enquanto o pelotão continuava a ser comandado pela W52-Porto, embora sem grande consequência, uma vez que a margem para a frente se mantinha nos mesmos 10 minutos.

O cenário manteve-se inalterado nos quilómetros seguintes e, com 14 km para a meta, um fosso de 9:15 separava a frente da corrida do pelotão. Entretanto, tinha saltado do grupo perseguidor Mason Hollyman, conseguindo juntar-se a Contte na dianteira. A 8 km do fim, foi a vez de Juri Hollmann atacar mas não seria capaz de alcançar os homens da frente.

Pouco depois, os ciclistas chegavam a Santo Tirso, primeiro para a última meta volante do dia e depois para a subida final para o Santuário de Nossa Senhora da Assunção. No sprint intermédio, Hollyman passou na frente, seguido por Contte, com Hollmann a passar pouco depois, iniciando-se logo de seguida a dificuldade final. Faltavam 7 km para o final e a W52-Porto conseguia baixar a margem para os 8 minutos, já com a ajuda de Daniel Mestre, que tinha descido da fuga.

No início da subida, Hollyman deixou Contte para trás, pedalando com convicção rumo à maior vitória da sua carreira! Grande exibição do jovem de 21 anos da equipa de formação da Israel! No grupo perseguidor trabalhava bastante Daniel Freitas, o mais interessado em conservar uma larga vantagem sobre o pelotão. A 4 km do final, eram ainda 6 os minutos que a fuga levava mas esse número ia caindo rapidamente. Com o pelotão a iniciar a subida, vinha para a frente do grupo principal a Movistar, reduzindo bastante o lote dos favoritos e comendo ainda mais tempo à frente da corrida.

A 3 km da meta, Hollyman rodava com 1:25 sobre o grupo perseguidor, com Contte e Ricardo Mestre em posição intermédia, e com 6 minutos sobre o pelotão, onde vinha agora para a frente a Antarte-Feirense. Pouco depois, atacava Frederico Figueiredo, por várias ocasiões, mas sem sucesso, sempre com João Rodrigues, da W52, a fechar o espaço.

Na meta, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Hollyman foi mesmo o primeiro a chegar, festejando e apontando para o céu. O jovem britânico fez mesmo jus ao seu nome e foi o homem sagrado nesta etapa! Passados 36 segundos chegou Ricardo Mestre, enquanto Contte foi 3º, a 1:01. Chegaram depois os restantes elementos da fuga, a conta-gotas, com Daniel Freitas a chegar a 1:09.

Os ataques na subida final acabaram por reduzir bastante a diferença para a fuga. O melhor do pelotão acabou por ser Tiago Antunes, atacando com sucesso do pelotão, e terminando no 16º posto, a 5:02 da frente. Passados 3 segundos chegou Mauricio Moreira, seguido de perto por Abner Gonzalez, Joni Brandão, Henrique Casimiro, Amaro Antunes, Alejandro Marque e Frederico Figueiredo.

Confirmava-se a troca de camisola amarela, com o novo líder a ser Daniel Freitas, com 42 segundos de avanço sobre Marque e 47 sobre Amaro Antunes.

Amanhã disputa-se a etapa 6, com 182.4 km entre Viana do Castelo e Fafe, em mais um dia de média montanha com novo final em subida!

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