Hofstetter mais forte na clássica Le Samyn!

O francês Hugo Hofstetter, da Israel Start-Up Nation, venceu a 52ª edição da clássica belga Le Samyn, ao ser o mais rápido de um grupo de 10 ciclistas que sobreviveu a um dia muito duro em cima da bicicleta. Em segundo lugar ficou o belga Aimé De Gendt, da Circus-Wanty Gobert, e em terceiro terminou o holandês David Dekker, da SEG Racing Academy.

A corrida de um dia de Le Samyn disputou-se entre Quaregnon e Dour, numa distância de 201 km, dos quais 20 seriam em pavé, o que prometia logo à partida uma prova exigente e com um final imprevisível. Historicamente, as chegadas em sprint massivo nesta prova são escassas, sendo o cenário mais habitual uma disputa entre um grupo reduzido de corredores.

A fuga do dia demorou a formar-se, e quando se formou não durou muito tempo na frente. A 80 km do fim, com a entrada no circuito final em pelotão compacto, a Deceuninck Quick-Step imprimiu um ritmo forte que desfez completamente o pelotão. A partir daí, até ao final, a corrida ficou marcada por um sem número de ataques, com diversos grupos espalhados pelas estradas belgas. Na frente iam ficando os mais fortes. Com 27 km para o fim 40 ciclistas seguiam na dianteira, e na entrada para os 10 km finais eram 12 os sobreviventes que iriam discutir entre si a vitória.

Neste grupo seguiam alguns homens rápidos, nomeadamente Giacomo Nizzolo (NTT Pro Cycling), Bryan Coquard (B&B Hotels-Vital Concept), e Clement Venturini (AG2R La Mondiale), o que obrigava aos outros elementos do grupo a atacar antes do final da etapa.

Na última subida, Tim Declercq, que esteve em destaque através de mais um dia de trabalho incansável pela Deceuninck, acelerou, mantendo a situação sobre controlo, e no último setor de pavé o companheiro de equipa, Florian Sénéchal, campeão em título, quebrou o grupo levando consigo três homens, entre eles Nizzolo. O grupo parecia ter tudo para discutir entre si a vitória, mas um pouco atrás os perseguidores não se deram por vencidos e conseguiram encostar na frente à entrada do último km.

No sprint final, Hugo Hofstetter acabou por ser o mais forte, à frente de Aimé De Gendt e David Dekker, oferecendo uma importante vitória, a terceira do ano, para a equipa israelita.

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