Grita-se Eslovénia nas ruas de Sanremo, mas é Mohoric o grande vencedor do primeiro Monumento de 2022!

O esloveno Matej Mohoric (Bahrain Victorious) venceu o primeiro Monumento da temporada, na 113ª edição da Milano Sanremo, a mais longa clássica do calendário internacional, após 293km entre Milão e Sanremo! Com um ataque a 4.5km da meta, o Campeão Esloveno levantou os braços na Via Roma, batendo o francês Anthony Turgis (TotalEnergies) por 2s e o neerlandês Mathieu van der Poel (Alpecin – Fenix) por 5s.

A Milano Sanremo começou com a rápida formação da fuga do dia, quando oito ciclistas ganharam vantagem sobre o pelotão Um conjunto de italianos, espanhóis e cazaques, formado por Filippo Conca (Lotto Soudal), Samuele Rivi e Diego Pablo Sevilla (EOLO – Kometa), Alessandro Tonelli (Bardiani – CSF – Faizane), Filippo Tagnliani e Alejandro Zurita (Drone Hopper – Androni Giocattoli) Yevgeniy Gidich e Artyom Zakharov (Astana Qazaqstan Team), foram os grandes aventureiros do dia, conseguindo escapar ao pelotão e ganhar uma vantagem que ao longo do dia chegou a superar os 7min.

A Jumbo – Visma rapidamente assumiu o controlo do pelotão, com Jos van Emden a encabeçar a perseguição, para manter os fugitivos sob controlo. As ausências de Caleb Ewan (Lotto Soudal), Julian Alaphilippe (Quick-Step Alpha Vinyl) e Sonny Colbrelli (Bahrain Victorious) marcavam o dia pela negativa, enquanto a presença surpresa de Mathieu van der Poel (Alpecin – Fenix) era talvez o fator mais positivo e que mais animava os adeptos de ciclismo.

A jornada decorreu tranquilamente e sem grande história, excetuando uma ou outra queda aqui ou ali, até a corrida ter entrado na fase decisiva. A Trek – Segafredo apareceu também na frente do pelotão na segunda metade da prova para ajudar a Jumbo na perseguição, já que Mads Pedersen era também um dos grandes favoritos para o dia. A chegada aos vários Cappo, com 55km para o fim, fez a vantagem começar a cair, descendo pela primeira vez abaixo dos 4min, quando na frente era a EOLO – Kometa a partir a corrida e a rebentar por completo com o grupo.

A 40km para o fim, na passagem pelo Cappo Berta, a primeira surpresa do dia aconteceu, com Thomas Pidcock (Ineos Grenadiers) a ceder e a descolar do pelotão de forma surpreendente, já que era um dos principais favoritos para o dia. O pelotão aumentou o ritmo e foi encurtando muito a vantagem para os escapados. A chegada à Cipressa foi crítica para Peter Sagan (TotalEnergies), que perdeu terreno devido a uma avaria e ficou afastado da discussão da corrida.

Edoardo Affini (Jumbo – Visma) levou o pelotão à Cipressa, onde Tosh van der Sande (Jumbo – Visma) começou a fazer os primeiros estragos. Seguiram-se Jan Polanc e Davide Formolo (UAE Team Emirates) a complementarem o trabalho da Jumbo, partindo por completo o pelotão, deixando a fuga a apenas 45s de um já reduzidíssimo pelotão. Fabio Jakobsen (Quick-Step Alpha Vinyl) era um dos primeiros afetados e ficava arredado da discussão da vitória.

Com a UAE a puxar o pelotão e um grandíssimo trabalho de Davide Formolo, os escapados foram sendo apanhados e apenas Tonelli e Rivi resistiram antes da chegada ao Poggio. Formolo terminou o seu trabalho ainda antes da chegada ao Poggio, e foi um super Christophe Laporte (Jumbo – Visma) a assumir o ritmo para a entrada na subida decisiva, apanhando os escapados e colocando toda a gente sufocada na entrada para o Poggio. Diego Ulissi (UAE Team Emirates) rapidamente assumiu o controlo do pelotão e preparou um ataque de Tadej Pogacar.

A subida ao Poggio

O ataque do esloveno da UAE Emirates aconteceu a 8km do fim, com rápida resposta de Wout van Aert e Mathieu van der Poel! Vários foram os ataques do esloveno na subida final, e o pelotão já curto reduziu-se imenso até ter ficado apenas um grupo de quatro unidades destacado, com Pogacar, van Aert, van der Poel e Soren Kragh Andersen (Team DSM), após um ataque final do dinamarquês da DSM ter partido o que restava do grupo. No grupo que perseguia, logo atrás, Matej Mohoric (Bahrain Victorious) fez a ponte logo no início da descida, levando consigo alguns ciclistas, e atacando no terreno que mais gosta!

O ataque de Mohoric foi soberbo, Pogacar tentou seguir na sua roda, mas quando o esloveno se apercebeu que estava a fechar o espaço para que os sprinters pudessem discutir o final, abriu para o lado e deixou que fossem van Aert e van der Poel a alcançarem Mohoric. O espaço para o Campeão Esloveno foi aumentando progressivamente e a falta de coordenação no terreno plano acabou por ditar o esperado final. Anthony Turgis ainda tentou surpreender, e quase que conseguia, mas não foi suficiente para evitar que Mohoric levantasse os braços para festejar o maior triunfo da sua carreira! A disputa ao sprint acabou por ser pela terceira posição, com Mathieu van der Poel a levar a melhor sobre os adversários.

Os metros finais

O pódio final

Pódio do Monumento com Anthony Turgis – Matej Mohoric – Mathieu van der Poel (da esquerda para a direita)

Classificações

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