Ganna no topo do mundo!

O italiano Filippo Ganna é o novo campeão do mundo de contrarrelógio, após bater toda a concorrência no percurso de Ímola. A medalha de prata ficou para o belga Wout Van Aert enquanto o bronze foi para o suíço Stefan Küng. Às portas do pódio ficou o britânico Geraint Thomas e na quinta posição terminou o bi-campeão em título, o australiano Rohan Dennis.

No segundo dia de Campeonatos do Mundo de Estrada, correu-se o contrarrelógio masculino, num percurso plano de 31.7 km, o segundo mais curto de sempre. Apesar de uma ou outra zona mais técnica no final, a grande maioria do percurso consistia em estradas amplas, longas, e retas, propícias aos grandes especialistas do pelotão.

Um dos primeiros registos de referência do dia veio do alemão Max Walscheid, que mostrou trazer ainda uma boa forma da Volta à França. Homens como o polaco Maciej Bodnar, o francês Benjamin Thomas, ou o holandês Jos Van Emden não foram capazes de bater o registo do ciclista que pertence aos quadros da NTT. Numa espécie de prelúdio do dia mágico que a Itália viria a viver, o tempo de Walscheid foi batido por um transalpino, Edoardo Affini, por 25 segundos.

Com 37:25 de tempo final e 50.83 km/h de média, o registo de Affini era já uma marca importante, mas faltavam ainda competir os principais tubarões do pelotão. E um dos primeiros a terminar a prova bateu mesmo o tempo de Affini e logo por quase um minuto de diferença: Geraint Thomas. Tempo canhão do britânico que parecia poder dar esperanças de uma medalha face aos registos que os demais favoritos iam fazendo nas contagens intermédias. Se dúvidas houvesse sobre a qualidade do registo de Thomas, o facto de Victor Campenaerts ter feito 15 segundos a mais é esclarecedor.

Depois chegaria a esperança portuguesa para um lugar de relevo. Nelson Oliveira fez um contrarrelógio de grande nível, como é seu apanágio, fazendo um registo 38 segundos mais lento que Thomas, na altura terceiro na meta. Percebeu-se que não daria para as medalhas, mas a possibilidade de mais um top 10 em mundiais era bem real.

O primeiro a bater o tempo de Thomas foi alguém a quem começa faltar adjetivos para descrever convenientemente. Depois de vencer duas etapas no Tour, de ser um dos capitães de Roglic nas montanhas, Wout Van Aert chega aos mundiais de contrarrelógio e faz um registo de enorme nível, conseguindo sentar-se na cadeira a faltarem apenas três ciclistas completarem a sua prova.

Küng foi três segundos mais lento que Van Aert, mas de seguida chegou o foguete transalpino, Filippo Ganna, que dizimou todos os outros registos, batendo Van Aert por 26 segundos e baixando dos 36 minutos pela primeira vez. Rohan Dennis chegaria depois e à medida que se aproximava do final, ia sendo percetível que o hattrick não se iria concretizar. Com 39 segundos de atraso para Ganna, o tempo de Dennis foi suficiente apenas para o quinto lugar.

Ganna termina com um tempo de 35:54, com 26 segundos de vantagem para Van Aert, 29 para Küng, 37 para Thomas, e 39 para Dennis. O campeão italiano e agora novo campeão do mundo completou a prova com uns impressionantes 52.98 km/h de média. De realçar que este é o primeiro título da especialidade para os italianos nas 27 edições da prova.

Nelson Oliveira acabou por terminar a apenas um segundo do top 10 fechado por Tom Dumoulin, fazendo 11º com um registo de 37:09, a 1:15 de Ganna. Ivo Oliveira fez 39:23, o 34º melhor registo, a 3:23 da medalha de ouro.

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