Fuglsang triunfa numa Lombardia marcada por queda de Evenepoel!

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana Pro Team) venceu hoje o segundo monumento da temporada, a Il Lombardia, numa duríssima clássica, batendo o neozelandês George Bennett (Jumbo – Visma) por 31 segundos, e o seu colega de equipa, o russo Alexander Vlasov (Astana Pro Team) por 51 segundos.

Dia de Il Lombardia, a Clássica das Folhas Caídas, a correr-se esta temporada em pleno verão italiano, com um pelotão que prometia espetáculo! Os ataques na fase inicial foram muitos, com o pelotão num ritmo muito elevado, e a fuga do dia só se formou ao km44 com 11 elementos  Joey Rosskopf (CCC Team), Davide Gaburro (Androni Giocattoli-Sidermec), James Piccoli (Israel Start-Up Nation), Petr Vakoc (Alpecin-Fenix), Florian Stork (Team Sunweb), Alexander Riabushenko (UAE Team Emirates), Andrea Pasqualon (Circus-Wanty Gobert), Daniel Savini (Bardiani-CSF-Faizanè), Denis Nekrasov (Gazprom-RusVelo), Emmanuel Morin (Cofidis) e Marco Frapporti (Vini Zabù – KTM).

A Jumbo – Visma e a Deceuninck – QuickStep controlaram a corrida e nunca deram mais do que 3:30 de vantagem aos escapados, acabando por os alcançar na Madonna del Ghisallo, subida com o seu topo a 64km para o final. Dries Devenyns comandava o pelotão e era já o único gregário que restava a Remco Evenepoel, ele que partiu o pelotão por completo nas pendentes mais elevadas e deixou na frente um grupo com apenas 7 unidades: Alexander Vlasov e Jakob Fuglsang (Astana Pro Team), George Bennett (Jumbo – Visma), Remco Evenepoel (Deceuninck – QuickStep) e um tridente da Trek – Segafredo com Bauke Mollema, o vencedor de 2019, Giulio Ciccone e Vincenzo Nibali.

O grupo permaneceu junto até à descida do Muro di Sormano, onde Nibali acelerou para testar os seus rivais, e Remco Evenepoel foi quem acabou por pagar, e da pior forma, ao calcular mal a trajetória de uma curva apertada e cair numa ravina de forma desamparada. Temeu-se o pior, mas rapidamente surgiu a informação de que o prodígio belga estava consciente, e após as análises no hospital já sabemos que apresenta uma fratura na pélvis e uma contusão num pulmão.

A corrida prosseguiu, com algum aparato no local e as camaras a tentarem captar a situação, e um grupo de cinco ciclistas tentava chegar à frente com Rafal Majka e Maximilian Schachmann (Bora – Hansgrohe), Mathieu van der Poel (Alpecin – Fenix), Diego Ulissi (UAE Team Emirates) e Richard Carapaz (Team Ineos), mas sem sucesso e os seis que agora seguiam na frente continuaram até à entrada no Civiglio, a 24km para o final, onde o trio da Trek acabou por passar menos bem e ceder terreno, após Fuglsang e Bennett atacarem, e Vlasov se ter juntado a eles quando Nibali finalizou o seu trabalho.

Fuglsang e Bennett seguiram com o trabalho de Vlasov na até à última subida, onde o dinamarquês respondeu a várias tentativas de ataque para depois desferir o ataque decisivo e deixar Bennett sozinho na perseguição, com Vlasov mais atrás. Mais atrás ainda, Ciccone com um problema mecânico deixava Mollema sozinho e sem força para chegar mais à frente.

Para Fuglsang foi só controlar e levantar os braços em Como e celebrar o seu segundo Monumento, depois de ter vencido a Liege Bastogne Liege no ano passado! Bennett dá ao seu país o melhor resultado num monumento, com a segunda posição de hoje, e a estreia de Vlasov em pódios de Monumentos com esta terceira posição.

Ruben Guerreiro foi o melhor dos portugueses presentes, terminando na 17ª posição, enquanto João Almeida não terminou a prova.

Para Remco Evenepoel, desejamos a melhor recuperação possível, e que possa voltar o mais rapidamente possível a brindar-nos com a sua qualidade na estrada!

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