Fuga sucede em Castelo Branco e dá vitória a Kyle Murphy!

O norte-americano Kyle Murphy, da Rally Cycling, venceu a etapa 2 da Volta a Portugal, conseguindo concretizar um dia inteiro em fuga! No final, Murphy venceu isolado em Castelo Branco, chegando pouco depois Joni Brandão, ele que atacou o pelotão nos metros finais! Rafael Reis mantém a liderança da Grandíssima, na véspera da subida à Torre!

A etapa 2 da Volta a Portugal apresentava uma ligação de 162.1 km, entre Ponte de Sor e Castelo Branco, num dia com muito sobe e desce e três contagens de montanha de 3ª categoria. O final nas ruas de Castelo Branco seria em ligeira subida, antevendo-se um espetacular sprint na luta pela etapa!

No início da jornada deram-se os primeiros ataques, com três corredores a formarem a fuga do dia: o britânico Andrew Turner (SwiftCarbon), o norte-americano Kyle Murphy (Rally Cycling), e o português Marvin Scheulen (LA). O pelotão rodava de forma tranquila, permitindo que a fuga ganhasse bastante tempo e a 90 km do final a margem crescia para cima dos 8:40! A formação da Tavfer-Measindot-Mortágua ia colocando dois homens a imprimir o ritmo na frente do grupo principal, à frente da equipa da Efapel, ciente que a partir deste ponto era necessário começar a recuperar o tempo perdido. O conjunto de Mortágua rodava certamente com o pensamento de levar Iúri Leitão à vitória em Castelo Branco.

Uma histórica partida de Ponte de Sor

Durante vários quilómetros houve um braço de ferro entre os fugitivos e os dois elementos da Tavfer-Measindot-Mortágua, mas a diferença não caía no ritmo pretendido, pelo que a equipa portuguesa chamava mais três elementos ao trabalho na frente do grupo principal. Com 72 km para a meta, a margem a recuperar era de 7:42, num terreno onde não seria fácil a perseguição e, de facto, nos 20 quilómetros seguintes o pelotão retirou apenas 30 segundos à fuga, o que certamente enchia de confiança os homens da frente.

A Movistar ia surgindo perto da frente mas sempre atrás dos homens de Mortágua, sem contribuir efetivamente para a perseguição. Quem de facto se chegou à frente e colocou o peito ao vento foi outra equipa espanhola, a Kern Pharma, mas a tarefa não se antevia fácil para tentar levar Enrique Sanz à vitória. Com 50 km para o final eram ainda 7 os minutos de atraso do pelotão! Os alarmes iam soando no grupo principal, e outras equipas começavam a chegar-se à frente, nomeadamente a Caja Rural.

O ritmo trazido pelas equipas espanholas fazia com que finalmente a diferença para a frente começasse a cair. Com os fugitivos a passarem na contagem de montanha para a Serra de Ródão, a 36 km do final, a vantagem sobre o pelotão era agora de pouco mais de 5 minutos, o que mantinha no ar a incerteza sobre o desfecho da jornada. À passagem do pelotão pela contagem de montanha houve luta pelos pontos ainda em disputa, com a Radio Popular a proteger a liderança de Hugo Nunes, lançando Tiago Machado para recolher a última posição pontuável.

A Caja Rural e a Kern Pharma iam comendo segundos à fuga e, com 25 km para o risco, o fosso era agora de 3:40 e o trio de corajosos parecia estar finalmente a ceder no braço de ferro com o pelotão.

No entanto, o encurtar da margem não esmorecia os homens da frente, que continuavam a colaborar bem e a pedalar com relativa frescura. No topo da subida para o Retaxo, passou em primeiro Marvin Scheulen, que assim garantia a liderança da classificação da montanha no final da jornada. Faltavam 14 km para o final e a diferença entre fuga e pelotão era ainda de 1:52! Roíam-se certamente muitas unhas dentro dos carros das equipas!

Marvin Scheulen é o novo líder da montanha.

O pelotão dava tudo para fechar o espaço e o grupo alongava bastante, com muitos corredores a perderem o contacto. A 6 km do fim, a diferença era ainda de 1 minuto, numa fase em que um dos fugitivos abdicava da luta pela etapa, Scheulen, ele que tinha cumprido o objetivo do dia e não tinha já mais nada para dar nesta dura fase final. Ficavam Murphy e Turner na frente e, com o terreno em descida, parecia que a discussão da etapa ia ser mesmo a dois. A Burgos trabalhava agora na frente do pelotão, mas parecia ser já tarde.

Na fase em subida para Castelo Branco, Turner cedeu e Murphy seguiu isolado rumo à glória. Faltavam 2 km para o final e a diferença era de 43 segundos.

Vinha para a frente do pelotão a W52-Porto e a Atum General/Tavira, contribuindo para o último fôlego do pelotão na perseguição. Murphy entrava isolado no último quilómetro e a margem era suficiente para garantir o triunfo! Grande vitória para o norte-americano!

Entretanto, atacava do pelotão Joni Brandão, tentando ganhar alguns segundos à concorrência. O homem da W52-Porto isolou-se e conseguiu fechar no 2º posto, terminando 12 segundos depois de Murphy. O pelotão chegou 5 segundos depois, encabeçado por Lluís Mas, da Movistar.

Na classificação geral, Rafael Reis mantém a amarela, com 13 segundos de vantagem sobre o companheiro de equipa, Maurício Moreira. Kyle Murphy é o novo líder da classificação por pontos, e Marvin Scheulen o novo líder da montanha. Juri Hollmann (Movistar) segue como o melhor jovem.

Amanhã disputa-se a etapa 3 da Volta a Portugal, com 170.3 km que irão começar na Sertã e terminar na subida de categoria especial para o alto da Torre da Serra da Estrela, ponto mais elevado de Portugal continental!

A chegada a Castelo Branco

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