Expresso da Oceania arrasa na Coppa Sabatini!

O neozelandês Dion Smith, da Mitchelton-Scott, triunfou na 68ª edição da Coppa Sabatini – Gran Premio città di Peccioli, batendo ao sprint o italiano Andrea Pasqualon, da Circus-Wanty Gobert, e o bielorusso Alexandr Riabushenko, da UAE-Team Emirates.

A clássica italiana disputou-se numa ligação de 210.1 km na região de Peccioli. O perfil da jornada era acidentado, apresentando sete subidas ao Muro di via Greta (800m a 10.9%) seguidas de outras quatro subidas em circuito (1.4 km a 6.4%), o que prometia um dia de ciclismo animado na região italiana da Toscana.

À partida, oito equipas do World Tour perfilavam-se como fortes candidatas a triunfar na competição, com nove equipas pro-continentais, duas continentais, e ainda a seleção italiana, a prometerem contrariar esse favoritismo.

O início da corrida foi profícuo em ataques, o que reduziu desde logo o pelotão para menos de metade ao fim de alguns km. Apenas após a primeira subida se formou fuga do dia, composta por: Giovanni Carboni (Bardiani CSF Faizanè), Yukiya Arashiro (Bahrain-McLaren), Florian Vermeersch (Lotto Soudal), Alexander Konychev (Mitchleton-Scott), Nicholas Dlamini (NTT Pro Cycling), Mulu Hailemichael (Nippo Delko One Provence), Ivan Rovny (Gazprom-Rusvelo), e Raffaele Radice (Sangemini Trevigiani). O grupo chegou a ter quatro minutos de avanço sobre o pelotão que ia sendo controlado pela INEOS Grenadiers, pela Circus-Wanty Gobert, e pela Vini Zabù-KTM. A partir de meio da etapa, o grupo principal começou a reduzir gradualmente a diferença para a frente da corrida.

No circuito final, os ataques sucederam-se, tanto entre os fugitivos como entre os homens do pelotão, destacando-se as movimentações de Gianni Moscon (INEOS), e Giovanni Visconti (Vini Zabù-KTM). As intensões de todos estes intervenientes foram sendo sucessivamente goradas, o que fez com que o pelotão (ou o que restava dele) chegasse agrupado aos últimos km da corrida. No último km, na preparação para a abordagem à meta, a Mitchelton-Scott colocou a lenha toda na fornalha, preparando o sprint para Dion Smith de forma perfeita. O comboio australiano tomou conta da frente do pelotão, não dando qualquer hipótese à concorrência. O suíço Michael Albasini lançou o sprint final de Smith e este rematou o trabalho de forma categórica, sem que ninguém pudesse sequer ameaçar a vitória do neozelandês. Na roda de Smith vinha Pasqualon, seguido de Riabushenko, de Jacopo Mosca (Seleção Italiana), e de Mads Würtz Schmidt (Israel Start-Up Nation).

Dion Smith, que já tinha estado em destaque com um sexto lugar na Milão-San Remo, garante assim a sua primeira vitória da temporada e a décima sexta da Mitchelton-Scott.

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