Etapa e montanha, um dia de sonho para Koen Bouwman no Giro d’Italia!

O neerlandês Koen Bouwman (Jumbo – Visma) venceu a sétima etapa do Giro d’Italia, uma ligação de 196km entre Diamante e Potenza, num duro dia de montanha, batendo num sprint explosivo em subida o neerlandês Bauke Mollema (Trek – Segafredo) e o italiano Davide Formolo (UAE Team Emirates) para conquistar a sua primeira etapa numa grande volta! Tom Dumoulin (Jumbo – Visma) foi quarto, num dia em que tudo deu para o seu colega de equipa e para que este vencesse!

Em jornada dura de montanha, com muita subida e 4750m de desnível positivo acumulado, o pelotão começou desde cedo a movimentar-se com diversas tentativas de ataque! Thomas de Gendt (Lotto Soudal) chegou a estar sozinho na frente com alguma vantagem, assim como Wout Poels (Bahrain Victorious) pouco depois, mas nenhuma das tentativas resultou. Ao km 60 e já depois da primeira contagem de montanha do dia, Davide Formolo (UAE Team Emirates) distanciou-se na companhia de Jorge Arcas (Movistar), e, apesar das diversas tentativas de perseguição imediatas, ninguém os conseguiu alcançar.

Ao km 66, Davide Villella (Cofidis) conseguiu chegar à frente, já sem Arcas que havia sido alcançado pelo pelotão. Pouco depois, Koen Bouwman (Jumbo – Visma) e Wout Poels chegavam à frente, e ao km 72 encontrava-se, finalmente, a fuga do dia, com a chegada de Tom Dumoulin (Jumbo – Visma), Bauke Mollema (Trek – Segafredo) e Diego Camargo (EF Education – EasyPost). O pelotão abrandava finalmente o ritmo, e deixava o grupo de 7 unidades ganhar 5:30 de vantagem, com a Trek a manter a diferença estável.

Na segunda contagem do dia, ao km 90, Koen Bouwman levou a melhor sobre Wout Poels, e colocou-se em boa posição para ganhar a camisola que seguia no corpo de Lennard Kamna (Bora – Hansgrohe). O pelotão cruzou o topo já bastante reduzido, com cerca de 60 unidades. Na frente da corrida, Tom Dumoulin ia assumindo a maior parte do trabalho, em função de Koen Bouwman que aproveitava também para vencer o primeiro sprint intermédio do dia.

A seleção final da fuga do dia.

Na terceira contagem de montanha da jornada, Tom Dumoulin começava a imprimir um ritmo forte desde cedo, e Wout Poels era o primeiro a pagar fatura, descolando ainda bastante cedo. Davide Villella sofria com uma queda e vários problemas mecânicos, e apesar de ainda ter conseguido reentrar uma vez, voltou a ter de parar para ajustar a bicicleta. A pouco mais de 60km do fim, o grupo cruzava o alto, com Bouwman a vencer de novo a meta de montanha e a colocar-se na liderança virtual da classificação dos trepadores, precisando para isso apenas de terminar a etapa. O pelotão cruzava o topo tranquilamente, com a vantagem a passar pela primeira vez dos 6min.

A 46km do fim, Davide Villella conseguia reentrar de novo na frente, mas o desgaste sofrido era enorme. A Ineos Grenadiers assumia a dianteira do pelotão, com Ben Swift a entrar ao trabalho e a fazer rapidamente a diferença diminuir, com o objetivo de que Dumoulin e Mollema não reentrassem na luta pela geral. A diferença baixou para os 3:30, com 30km por percorrer, mas a vitória parecia já entregue aos ciclistas escapados.

Dumoulin atacou à entrada para a última subida categorizada do dia, a La Sellata, e rapidamente Camargo e Villella descolaram, deixando a frente reduzida a quatro unidades. A 28km do fim, Dumoulin atacou, mas Mollema contra-atacou de seguida. A movimentação parecia ser boa, mas o neerlandês conseguiu colocar um bom ritmo, com Formolo na roda, para voltar a reentrar. Bouwman era quem sofria maiores dificuldades. Formolo tentou atacar pouco depois e ainda se manteve distanciado algum tempo, com Dumoulin a obrigar Mollema a passar pela frente. Só a 1km do topo é que os três se voltaram a juntar, mas Bouwman chegava também pouco depois e ainda vencia a contagem de montanha, a 25km do fim. O pelotão estava cada vez mais reduzido, e cruzava o topo com 3:30 de atraso para o quarteto na dianteira.

A 15km do fim, Rui Costa (UAE Team Emirates) sofria um furo, depois de mais uma grande jornada no auxílio a João Almeida, mas reentrava pouco depois, apesar do alto ritmo da Ineos. O quarteto e o pelotão encaminharam-se para a meta, com Dumoulin a ser quem mais esforço gastava na frente. A subida que integrava o segundo sprint intermédio do dia acabou por ser decisiva, com Mollema a atacar a pouco mais de 7km do fim e a vencer o sprint, sendo seguido rapidamente por Bouwman, enquanto Formolo fechou com maior dificuldade. Dumoulin cedia efetivamente terreno e pagava o esforço de toda a jornada.

Nos últimos 5km, o trio na frente começou a marcar-se e a atacar-se de forma ininterrupta, mas ninguém conseguiu ganhar espaço sobre os adversários. Dumoulin conseguiu reentrar a 2km do fim, tal era a indefinição na frente, e carregou o grupo para a decisão final ao sprint. A 200m do fim, e já na explosiva rampa final, Bouwman acelerou e ninguém foi capaz de lhe agarrar a roda! Mollema foi quem mais tentou, mas não teve sucesso e o ciclista da Jumbo – Visma cavalgou para levantar os braços num dia de sonho, conquistando a etapa e subindo à liderança da classificação dos trepadores!

Tom Dumoulin celebrando com o vencedor da etapa, Koen Bouwman!

O pelotão chegou 2:59 depois, com Rui Costa a fazer ainda um esforço final para que ninguém se destacasse e João Almeida a surgir depois para o sprint, fechando na 8ª posição, para se manter no 7º lugar da geral. Costa chegava em 47º, a 3:24, depois de mais um grande dia em função de Almeida, enquanto Rui Oliveira (UAE Team Emirates) tinha uma jornada mais tranquila, terminando no grupetto, em 152º, a 42:35.

Na geral, o top10 permanece inalterado, com Juan Pedro Lopez (Trek – Segafredo) a terminar integrado no grupo dos favoritos e a permanecer na liderança da geral e da juventude. Arnaud Demare (Groupama – FDJ) permanece na liderança da classificação por pontos e Bouwman é então o novo líder da montanha.

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