Eles comem tudo e não deixam nada!

O italiano Davide Ballerini, da Deceuninck Quick-Step, venceu ao sprint a quinta e última etapa da Volta à Polónia, num dia de consagração para o companheiro de equipa, Remco Evenepoel, que triunfou na classificação geral. O jovem belga vence assim a quarta corrida por etapas em quatro disputadas esta temporada, e a primeira de nível World Tour.

Ballerini foi o mais rápido no sprint final, batendo Pascal Ackermann, da BORA-hansgrohe, e Alberto Dainese, da Team Sunweb.

A última etapa da competição polaca correu-se entre Zakopane e Cracóvia, numa distância de 188 km. As dificuldades montanhosas da jornada encontravam-se na primeira metade da etapa, sendo a segunda parte praticamente plana. Esperava-se um dia calmo para o líder da corrida, fruto da larga vantagem na classificação geral, em particular 1:52 para Jakob Fuglsang (Astana) e 2:28 para Simon Yates (Mitchelton-Scott).

A fuga do dia incluiu cinco ciclistas: James Whelan (EF Pro Cycling), Luke Rowe (INEOS), Geoffrey Bouchard (AG2R La Mondiale), Hugo Houle (Astana), e Przemyslaw Kasperkiewicz (Seleção Nacional Polaca). A vantagem dos escapados nunca foi significativa, com o pelotão mentalizado para uma chegada em grupo compacto. Contudo, a 70 km do fim, algumas movimentações ainda ocorreram no pelotão, com diversos ciclistas a tentarem juntarem-se à frente da corrida. Um deles era Jos Van Emden (Team Jumbo-Visma), a locomotiva holandesa, que deu vida a uma fuga condenada, mas apenas por mais alguns quilómetros.

No final iríamos mesmo ter um sprint em massa na cidade de Cracóvia. Na mente dos ciclistas pairavam ainda certamente as imagens do primeiro dia de prova, onde o sprinter da Deceuninck Quick-Step, Fabio Jakobsen, ficou gravemente ferido. As três passagens pela meta, no circuito final, garantiam que o pelotão se podia ir familiarizando com a chegada.

À entrada do último km, o pelotão vinha sendo trazido pelo campeão do mundo, Mads Pedersen, da Trek-Segafredo, que preparava a chegada para o companheiro de equipa, Jasper Stuyven. Nos últimos metros, era mesmo Stuyven a liderar o grupo, no entanto, o belga ficou de peito ao vento cedo demais e atrás de si vinham os tubarões do pelotão que o passaram sem misericórdia. Pascal Ackermann parecia ter a vitória garantida, mas atrás de si surgiu Davide Ballerini, com um sprint sorrateiro mas potente, a vencer por meia bicicleta toda a concorrência. O italiano colocou a mão sobre o coração e gritou de emoção, lembrando-se certamente do companheiro e sprinter principal da equipa, Fabio Jakobsen.

Destaque para o excelente trabalho da armada lusitana da UAE-Team Emirates, em particular Rui Oliveira, na preparação do sprint de Jasper Philipsen, quinto na etapa.

Na classificação geral, confirma-se assim a vitória de Remco Evenepoel, com 1:52 para Fuglsang e 2:28 para Simon Yates. Em termos de classificação por pontos, a vitória foi para Luka Mezgec (Mitchelton-Scott), enquanto a classificação da montanha ficou para Patryk Stosz (Seleção Nacional Polaca). A classificação por equipas foi para a Mitchelton-Scott.

Rui Costa, da UAE-Team Emirates, terminou integrado no grupo principal, na 27ª posição da etapa, o que lhe garantiu a 10ª posição da geral final, a 3:19 de Evenepoel. Rui Oliveira foi 131º na etapa, a 2:53 da frente, e na geral terminou no lugar 122, a 47:36 do vencedor. Ivo Oliveira acabou por não terminar a última etapa da prova.

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