E quem pára Vleuten? Que exibição monstruosa!

A Holandesa Annemiek Van Vleuten da Mitchelton-Scott venceu hoje a edição feminina da Strade Bianche, uma clássica de 136km entre Siena e Piazza del Campo, também no centro da cidade. No segundo lugar terminou a espanhola Mavi Garcia da Ale BTC Ljubljana a 22″, e em terceiro a norte-americana Leah Thomas da Equipe Paule Ka a 1’53”.

Dia de regresso do Womens World Tour, com a Strade Bianche, uma clássica que tem sido das melhores dos últimos tempos, e hoje, mesmo com um resultado de certa forma previsível, voltou a não desiludir. A corrida começou com vários ataques infrutíferos, com a primeira fuga digna de seu nome a formar-se pouco quando faltavam 50km com Amanda Spratt, Mavi Garcia, Rasa Leleivyte, Karol-Ann Canuel, Omer Shapira, Soraya Paladin, Lisa Brennauer, Leah Thomas, Stine Borgli, Ellen van Dijk e Elisa Balsamo.

As 11 ciclistas que saíram de um grupo já reduzido a cerca de 50, devido ao bruto ritmo inicial da etapa, ganharam cerca de 30s, Poucos minutos depois Mavi Garcia não se fez rogada, e lançou-se num desafio em solitário, saindo do grupo e cavalgando até encontrar uma vantagem de 3 minutos para as ex-colegas de fuga, e 5 minutos para o pelotão, ou o que dele restava.

O calor e o esforço acabaram por fazer Mavi Garcia quebrar e começar a ceder, mas toda a gente estava já muito longe. Toda a gente, menos uma… Annemiek van Vleuten! A campeã do Mundo saiu do pelotão sem ninguém perceber muito bem onde, e entrou de surpresa no grupo que perseguia já quando faltavam menos de 20km para o final. Amanda Spratt passou uma última vez pela frente, e a holandesa saiu disparada com 13km para o final, reduzindo 1:30 de diferença em muito poucos kms, para apanhar a espanhola e com ela entrar na decisão da etapa. Na duríssima subida final, Vleuten facilmente descarregou Garcia, e seguiu para vencer pela quinta em vez em cinco provas esta temporada!

Atrás, Leah Thomas já havia feito a diferença no grupo escapado, mesmo depois de ter atacado, tido um problema mecânico, caído e voltado a reentrar, a norte-americana conseguiu diferenciar-se das adversárias e finalizar na terceira posição. O que teria conseguido se não fossem esses azares? Não sabemos… A quarta posição veio para Anna van der Breggen, com uma série de favoritas a chegarem logo depois dela.

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