Connor Swift conquista Tro – Bro Leon, mas não ganha para o susto!

O britânico Connor Swift (Arkea – Samsic) conquistou este domingo a 38ª edição da Tro – Bro Leon, clássica francesa que é sempre bastante disputada, ao ser o mais forte no sprint final que o viria a coroar vencedor, à frente dos belgas Piet Allegaert (Cofidis) e Baptiste Planckaert (Intermarche – Wanty – Gobert), num quinteto que discutiu o triunfo.

Os 207km que compunham a edição de 2021 da Tro – Bro Leon representavam um percurso em torno de Lannilis, na região francesa da Bretanha, e um dia que seria marcado algumas subidas, curtas, mas íngremes, e principalmente por 26 setores não pavimentados, que prometiam fazer a delícia dos adeptos mais puristas do ciclismo!

Perfil da 38ª edição da clássica de Tro – Bro Leon

No início da corrida, começaram os ataques, e ao fim de alguns km a fuga do dia acabou por formar-se, com a movimentação de nove corredores: Tom Paquot (Bingoal), Alexys Brunel (Groupama-FDJ), Pier-André Coté (Rally Cycling), Syver Waersted (Uno-x), Dylan Kowalski (Xelliss-Roubaix), Luuc Bugter (Beat Cycling), Mikel Aristi (Euskaltel-Euskadi), Eduard-Michael Grosu (Delko), e Maxime Cam (B&B Hotels). A vantagem do grupo cresceu até à casa dos 2 minutos, com equipas como a EF Education-Nippo, a Lotto Soudal, a Cofidis, e a AG2R Citröen a puxarem no pelotão.

O grupo principal ia mantendo os fugitivos sobre controlo e, com 100 km para a meta, a diferença para a frente cifrava-se em 1:20. O ritmo da corrida, o piso em terra batida, e as curtas e íngremes subidas tornavam a prova bem dura, o que se refletia no número cada vez mais reduzido de ciclistas no pelotão, que ia rondando os 50/60 por esta altura.

Na ascensão do Kervaro, a fuga despedaçou-se, com os corajosos do dia cientes que tinham os km contados face ao pelotão. Depois, começaram também os ataques no grupo principal, onde apenas cerca de 30 ciclistas iam ainda marcando presença.

A 47 km do final, um grupo com Brunel, Grosu, Coté, Kowalski, Bugter, e ainda Kévin Van Melsen (Intermarché-Wanty), que tinha conseguido juntar-se aos fugitivos originais, rodava com 38 segundos de avanço sobre o que restava do pelotão, onde perseguiam as formações da Lotto Soudal e da Groupama-FDJ.

Os ataques sucediam-se, com diversos corredores a tentarem juntar-se aos homens mais adiantados da corrida. A 35 km da meta, pedalava na frente um grupo com Brunel, Van Melsen, e agora também Connor Swift (Arkéa Samsic), Harry Sweeny (Lotto Soudal), Olivier Le Gac (Groupama-FDJ), e Piet Allegaert (Cofidis), ultrapassando mais um setor não pavimentado, com o pelotão, comandado pela AG2R, a rodar a 28 segundos da frente.

Com a diferença a manter-se à entrada dos últimos setores, continuavam os ataques do pelotão, com alguns ciclistas a conseguirem colar na frente da corrida. À entrada dos 5 km finais, um grupo de quatro, com Swift, Le Gac, Allegaert, e ainda Baptiste Planckaert (Intermarché-Wanty), conseguia um avanço de 38 segundos sobre o grupo de favoritos, o que deixava antever que seria mesmo este grupo de atacantes a discutir a vitória na clássica francesa.

No km final, Rasmus Tiller, da Uno-x, ficou muito perto de alcançar a frente da corrida, tentando ainda juntar-se ao sprint final, no entanto, os quatro melhores da jornada estavam já lançados, e o jovem norueguês já não teve pedalada para discutir a vitória. Connor Swift lançou o seu ataque, sendo seguido de pronto por Allegaert e Planckaert, e pareceia que o britânico ia conseguir manter-se na frente até ao risco de meta. Confiante que tinha a vitória no bolso, o homem da Arkéa Samsic levantou os braços ao passar pela meta, mas não era claro se tinha vencido! Apenas com o recurso à imagem do photo-finish foi possível verificar que Swift tinha mesmo cruzado o risco em primeiro, mas por uma margem muito curta sobre Allegaert, com Planckaert a fechar no 3º posto.

Esta é a segunda vitória na carreira do corredor de 25 anos, depois do triunfo no campeonato nacional britânico no ano de 2018!

Em prova esteve um português, André Carvalho, que contribuiu para a performance positiva de uma das equipas mais interventivas na jornada, a Cofidis. O ciclista de Vila Nova de Famalicão acabou por não concluir a corrida.

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