Ben King foi rei na chegada a Fafe!

O norte-americano Ben King, da Rally Cycling, venceu a etapa 6 da Volta a Portugal, ao ser o mais forte da fuga do dia! No 2º posto terminou Alastair Mackellar, da Israel Cycling Academy, enquanto no 3º lugar fechou Tom Wirtgen, da Bingoal Pauwels Sauces WB. O pelotão teve um dia tranquilo, fechando mais de 8 minutos depois dos fugitivos.

A 6ª etapa da Volta a Portugal trazia uma ligação de 182.4 km, com partida em Viana do Castelo e chegada num dos locais mais tradicionais da Grandíssima e do ciclismo nacional: Fafe! Os primeiros 70 km de jornada seriam relativamente simples, com o percurso a tornar-se bastante acidentado a partir desse ponto, primeiro com duas contagens de montanha de 3ª categoria e depois com duas de 4ª já mais perto do final, que seria em ligeira subida e em empedrado.

Antes da jornada iniciar, como vem sendo habitual, chegaram más notícias, desta feita com a saída de prova da Radio Popular Boavista, em função de mais um teste positivo à Covid-19, situação em que a formação boavisteira era já repetente. Daniel Freitas dizia assim adeus à corrida e à sua amarela, sem sequer a poder envergar na estrada, com Alejandro Marque a voltar assim à liderança da geral. O espanhol prestou homenagem ao seu companheiro de profissão escrevendo o nome de Daniel Freitas na sua camisola. Note-se que apenas 95 ciclistas resistem em prova, dos 126 que iniciaram a competição!

Num dia bastante quente, a etapa começou com um ataque de 11 corredores que formaram a fuga do dia, sendo que nenhum deles representava perigo para a geral: Juan Diego Alba (Movistar), Tom Witgen (Bingoal), Isaac Cantón (Burgos), Ben King (Rally Cycling), Pedro Paulinho (Tavfer-Measindot-Mortágua), Roniel Campos (Louletano), Bruno Silva (Antarte-Feirense), Hélder Gonçalves (Kelly/Simoldes/UDO), Marvin Scheulen (LA Alumínios), Alastair Mackellar e Mason Hollyman (Israel Cycling Academy), este último o vencedor da etapa de ontem.

O pelotão ia sendo controlado pela equipa do (novamente) líder Alejandro Marque, a Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel, embora sem grande urgência, o que permitiu que a margem da fuga fosse crescendo paulatinamente, chegando mesmo aos 10 minutos!

Na primeira meta volante do dia, em Valença, Hélder Gonçalves foi o primeiro a passar, enquanto na primeira montanha da jornada, uma subida de 3ª categoria para o Extremo, o melhor foi Bruno Silva.

A 76 km da meta, o fosso entre fuga e pelotão situava-se nos 9 minutos e começava a tornar-se bastante provável que este fosse mais um dia para a fuga triunfar!

Na segunda meta volante da etapa, em Ponte da Barca, Hélder Gonçalves voltou a passar na frente, e na segunda montanha de 3ª categoria da tirada, manteve-se o padrão e o melhor foi novamente Bruno Silva.

Pela frente do pelotão passava um dos mais combativos da Volta, Gustavo Veloso, visivelmente marcado pelas quedas sofridas mas mostrando que tem ainda força para estar mais uma vez de peito ao vento em prol dos interesses da equipa! A Atum General/Tavira ia mantendo o controlo na dianteira do grupo principal, rodando em ritmo moderado e vendo certamente com bons olhos a vitória da fuga e um dia relativamente tranquilo para os favoritos e a consequente manutenção da amarela. Assim, a 45 km do final, a diferença entre fuga e pelotão continuava alta, mais concretamente nos 8:17. Acabava por ser um dia tranquilo para a maior parte do pelotão, em particular a W52-Porto, que voltaria assim a não discutir a etapa.

Os ciclistas entravam nos 40 km finais, onde encontrariam duas contagens de montanha de 4ª categoria, além de outras curtas subidas não categorizadas. Antes ainda da ascensão para Geraz do Minho, começaram os ataques entre os homens da frente, com o grupo a fracionar-se momentaneamente. Na subida, atacou Roniel Campos, seguido de Bruno Silva, com os restante elementos a tentarem fazer a perseguição. No prémio de montanha, o primeiro a passar foi o corredor da Antarte-Feirense mais uma vez, o que lhe permitia igualar Amaro Antunes no topo da classificação da montanha.

Pouco depois, King e Mackellar conseguiam fazer a ponta para Silva e Campos, formando-se um quarteto na frente. Seguiu-se o último sprint intermédio do dia, em Póvoa de Lanhoso, onde o primeiro foi Mackellar. Nos quilómetros seguintes, houve junção na frente, reunindo-se a fuga original de 11 elementos e, à entrada dos 20 km finais, os escapados voltavam a possuir 10 minutos sobre o pelotão.

Depois, atacou Alba, sem sucesso, e volvidos alguns quilómetros foi a vez de King. O norte-americano conseguia alguma margem na frente da corrida, com Mackellar e Alba na perseguição. Na última contagem de montanha, com 5 km para o final, King passou na dianteira, com a dupla de perseguidores com poucos segundos de atraso. No pelotão, vinha agora para a frente a formação da W52-Porto.

A 4 km do final, King ia conseguindo aumentar a vantagem, o que praticamente lhe garantia a vitória na etapa. Lá atrás, atacavam do pelotão dois corredores da Efapel: Luís Mendonça e Rafael Reis, mas a W52 eliminaria essa movimentação pouco depois.

Ben King entrou isolado no quilómetro final, pedalando em claro sofrimento depois de um dia quente e exigente na frente da corrida. Um pouco atrás, vinham Mackellar e Witgen, num esforço final a tentar fechar o espaço para King, mas já não havia muito a fazer, e o homem da Rally Cycling fazia mesmo a festa no empedrado de Fafe! É o regresso às vitórias para o corredor de 32 anos oriundo de Richmond, ele que já não vencia desde a etapa 9 da Volta a Espanha de 2018!

No 2º posto, fechou Mackellar, a 9 segundos, seguido por Wirtgen a 15. O pelotão chegou mais de 8 minutos depois, e nos metros finais houve algumas movimentações, com o ataque de Mauricio Moreira, que conseguiu ainda ganhar dois segundos ao restante grupo.

Na classificação geral, a liderança irá continuar então do lado de Alejandro Marque, da Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel, com 5 segundos de avanço sobre Amaro Antunes, da W52-Porto e 25 sobre Frederico Figueiredo!

Amanhã disputa-se a etapa 7 da Volta a Portugal, com uma ligação de 193.2 km, com partida em Felgueiras e chegada em Bragança, num dia em constante sobe e desce e que irá incluir uma subida de 2ª categoria e três de 3ª, antes do final em descida.

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